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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

2009 [11]

[1448]
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penso: talvez seja hora de renegar o peso do mundo que me obrigo a carregar sacralizando o meu corpo.
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"don't carry the world upon your shoulders." *
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penso: talvez o amor esteja escondido numa intrincada fórmula, de soma de núcleos carregados de adn indecifrável, e que juntos se fundam em pedaços de céu amarrotado nos dedos.
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"remember to let her into your heart,
then you can start to make it better." *
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penso: talvez seja a hora de interceder pelo resultado da soma das artes humanas em prol da anuência tácita da minha fraqueza pelo teu olhar.
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"dont let me down.
you have found her, now go and get her." *
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* (hey jude - beatles)
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

2009 [10]

[1446]
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penso: talvez tudo não passe de sonhos sobrepostos uns nos outros, enredados pelo tempo, amanhados pelas mão de deus.
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penso: o homem sonhar não carece de enredo premeditado ou guião reescrito com cuidado. basta-lhe o amor e acreditar.
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Esta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno
e quase ia morrendo com o receio de que ele não
te coubesse no dedo.
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jorge de sousa braga
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

2009 [9]

[1445]

penso: talvez o mundo seja um ano de glória dado a cada um. talvez o homem se vista de destino e cumpra o seu desejo numa só jornada.
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penso: talvez este ano seja um bom ano para acordar de mim e seguir o teu trilho. talvez me tranquilize apenas em seguir os teus passos.
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Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
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Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei aos jardins do paraíso
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Cá fora à luz sem véu de dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
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Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
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Sophia de Mello B. Andresen
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2009 [8]

[1443]
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começo a definir o meu ano como azul. azul céu. são os efeitos da manhã.
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

2009 [7]

[1442]

até 2008 toda a WWW significava, world wide web.
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a partir de 2009 a minha WWW passa a significar (como na famosa let it be dos beatles) whisper words of wisdom. a bem do refrescante let it roll.
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2009 [6]

[1441]

devo ter sido o único que emagreceu nestas datas de festividades.
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2009 [5]

[1440]

ainda agora começou e eu já estou cansado dele.
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009 [3]

[1435]

há no volume um poema para cada dia do ano. o de hoje não me apetece ler, não vá dar-se o caso de me desapontar logo no primeiro dia. antes escrevo o meu.
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talvez admita um dia que esta
minha corrida desenfreada ao desalento
se resolva parando.
se um dia provar que caminhando chego
mais longe
a certeza é que chegarei mais além desalentado.
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2009

[1433]

O mais importante na vida
É ser-se criador — criar beleza.

Para isso,
É necessário pressenti-la
Aonde os nossos olhos não a virem.

Eu creio que sonhar o impossível
É como que ouvir uma voz de alguma coisa
Que pede existência e que nos chama de longe.

Sim, o mais importante na vida
É ser-se criador.
E para o impossível
Só devemos caminhar de olhos fechados
Como a fé e como o amor.

António Botto


porosidade etérea

eu quero mais poesia para o próximo ano. quero mais vontade de ler e quero que ela me mostre mais. quero que cumpra os requisitos mínimos de um ano que nem quero seja grande coisa. normal está bom. assim-assim também serve. mas se tiver de ser uma merda, assim seja. podia pelo menos era ocorrer-lhe trazer-me vontade.
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o primeiro de 2009 será este livrinho que passo a citar (desta menina),
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Ode metapoética
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e quando perco todos os poemas é à tua boca que vou recolher
o segredo
da minha armadilha e o escândalo dos cadernos a recuar o
incêndio
pelas páginas e páginas de um amor dá-me vontade de brincar,
mais um pouco, com a plasticidade do meu corpo em recados
de esquecimento
para o teu. e quando perco um só poema, nesse caso, vou pela
porta de emergência
atirar-me a teus braços a rir muito da minha imbecilidade, com
os pés frios
escondo a origem do meu pudor e a espiral da perda torna-te
menos confiável,
todos os teus músculos se confundem com o movimento de um
verso em queda livre.
juro que quase te poderia voltar a mar se recuperássemos
o trajecto dos papagaios de papel da nossa levíssima tragédia.
quando digo que é a ti que me dirijo, um acidente acontece no
mesmo instante
sem ser preciso sair deste lugar de merda que te silencia à razão
de uma perda,
vejo agora, absolutamente disforme, nas linhas miseráveis por
que me coso
até tudo começar a ser esquecido na azulácea ferida
por te ter inventado aqui a suprir todas as outras faltas.

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roubado daqui [insonia]
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se gostarem leiam a análise no blog [volumen]
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depois podia trazer a espaços, não que seja imprescindível, amostras de amor. não sei bem de que forma, mas pode trazer-me como bem entender. pode trazer daqueles bem explicados pelo blog [avatares de um desejo]
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depois traga para toda a gente. gosto de ver o pessoal de bem com a vida.
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eu passarei o ano a pensar que tenho razão na descrença. e a ouvir esta música vezes sem conta.
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I met a girl who sang the blues
And I asked her for some happy news,
But she just smiled and turned away.
I went down to the sacred store
Where Id heard the music years before,
But the man there said the music wouldnt play.
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And in the streets: the children screamed,
The lovers cried, and the poets dreamed.
But not a word was spoken;
The church bells all were broken.
And the three men I admire most:
The father, son, and the holy ghost,
They caught the last train for the coast
The day the music died.

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oiçam aqui a [música]
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espero-vos daqui a uns dias. eu estarei igual de certeza (com a variante de estar mais próximo com um email novo para reclamarem à vontade - está ali ao lado).
um 2009 em grande para vocês