Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

[600]

a noite do oráculo, paul auster, asa editores, pp. 201 (***)

é com agrado que o post 600 fica registado com mais um texto sobre um livro. o livro que hoje trago, analisando-o de forma rápida, é o de paul auster, a noite do oráculo.
.
foi o primeiro que li do autor e achei-o interessante, embora tenha criado expectativas demasiado altas, que, pelo menos com este título, não atingi. contudo é um bom exercício que combina um realismo americano, do seu quotidiano, com o fantástico e o mirabolante.
.


vou começar a ler outro. espero que seja um pouco melhor. de qualquer das formas este é típico de paul auster. um homem, escritor, que começa a escrever uma história depois de algum tempo parado com problemas de saúde, entra numa catadupa de acontecimentos e descobertas que o deixarão a ele, e ao leitor, perplexos com a viragem que a história toma.

vale pelo caderno português repetido à exaustão como um caderno mágico que atrai a história, e pelas referências ao norte de portugal.

três estrelas para a noite do oráculo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

a prosa - poesia ou o poder da escrita

[591]

o remorso de baltazar serapião, valter hugo mãe, quid novi - 174 pp. (*****)
.

e assim passou uma semana. deleitado sobre esta preciosa escrita roubada aos dedos mais escorreitos que li nos últimos tempos, debrucei-me com todo o cuidado para que nada me escapasse neste enredo que me chegou às mãos.
.
a bem da verdade, merece ser destacado de facto o papel importante que a FNAC desempenha na vida cultural da cidade bracarense. eu pelo menos assisto com regularidade aos eventos que por lá passam. uma das apresentações recentes, que presenciei, foi a de valter hugo mãe. esteve a apresentar o seu livro galardoado com o prémio saramago. a apresentação foi interessante e ágil, de modo que prendeu até ao fim todos os que lá se deslocaram.
.


.
a entrevista foi conduzida pelo paulo brandão, director do theatro circo, amigo do escritor, e a impressão que fica é a de uma tremenda humildade com que encara o público ou como se relaciona na hora de interagir com os leitores.
.



.

a história de baltasar serapião, vivendo em tempo e espaço que, na minha opinião, poderia ser bem enquadrado neste século, e não só na idade média, mostra-nos o lado mais obscuro da vida em tempos difíceis. talvez seja assim mesmo, tal e qual ela é. o casamento com instituição, a escolha dos casamentos pelos pais, os senhores donos das terras e do trabalho dos serventes, a loucura da educação das mulheres numa época de pouca liberdade, o amor encarado das mais fortes perspectivas, e os remorsos de quem luta uma vida por um ideal e ele sai furado. no final ninguém ganha. toda a gente perde.
.
aliás, no fim só ganha o leitor. a escrita leva-nos a apreciar este estilo prosaico, impregnado de poesia, recriando algumas formas de oralidade de há algum tempo perdidas. uma delicia pois então.
.
queria deixar duas citações, das menos obscuras. pelo menos estas duas eu senti terem saído de um estado de inspiração maior.
..
"[...] senti uma felicidade absoluta, uma felicidade infinita como se possível fosse que, ali no meio de nada e deitados para a solidão, estivéssemos no paraíso. senti uma felicidade assim, como se, ainda mais, fosse posível não querer ver os defeitos de uma mulher e amá-la e conservá-la para além do que deus queria. [...]" pp. 169
.
"[...] sabe, senhor paulo, as mães são como lugares de onde deus chega. lugares onde deus está e a partir dos quais pode chegar até nós. porque só através delas nos encontramos aqui. e, por isso, não há mãe alguma que não mereça o céu, porque, em verdade, as mães transportam o céu dentro delas, e multiplicam-no a custo, como um ofício [...] haverá de se ter debaixo desta pedra uma mulher como se fosse uma própria núvem do céu, uma coisa muito leve sob o peso da pedra. muito leve mas forte, capaz de resisitir aos ventos. capaz de fazer tempestades. [...]" pp.73
.

e termino dizendo que a literatura portuguesa tem muitos e bons nomes. eu prefiro a literatura portuguesa.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

leio, logo critíco

[572]

ora, seguindo os meus princípios de criticar o que conheço, apenas e só, embora algumas vezes não tão bem fundamentado, no que toca a livros, só falo deles quando os leio. se não conheço, apenas posso ter uma ideia da forma como os escritores escrevem, ou como são como pessoas. no caso de miguel sousa tavares, já disse e repito que o acho um pouco exuberante quando expressa opiniões. exagera na acutilância, e isso não deveria acontecer. a personalidades públicas pedem-se opiniões, pagam-se aliás. e embora ache que devemos ser firmes, isso é interessante na vida real no dia-a-dia.
.
como escritor, li o seu romance anterior, "o equador". gostei muito. pareceu-me bastante entregue a uma escrita que lhe terá dado com certeza imenso prazer. nota-se pela forma como alguns romances são escritos, que há ali a pressão dos prazos de entrega dos trabalhos. com o equador isso não se verificou. neste mais recente, embora ele afirme que não teve essa pressão pareceu-me existir algum esforço, não muito conseguido.
.
assim sendo, em boa verdade, apetece-me dizer que não sou crítico. apenas deixo a minha opinião. não que queira influenciar quem quer que seja. mas gosto de me libertar do que me fica a nidificar na mente.
.

.
o romance, bem encaixado no tempo e no espaço, engloba muitas vertentes, concentra-se pouco no essencial, parece-me que a vida dos personagens foi pouco explorada, e que as viagens foram exageradamente descritas. já os pormenores históricos foram referidos a espaços e bem medidos.
.
começo a ficar um pouco exigente e por isso vou dar duas estrelas a este romance.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

niguém escreve ao coronel

[503]

este fim-de-semana parei de ler o livro em desfolhada para poder ler a oferta simpática do [TONS DE AZUL].
.
já tinha lido em tempos os livros "cem anos de solidão" e "amor em tempos de cólera" de gabriel garcía márquez, e desta vez li o livro "ninguém escreve ao coronel". é de facto uma história interessante, que parece tirada do mesmo espaço em que desenvolvem outras histórias do autor. este pequeno romance, cheira a ensaio, uma preparação para as grandes obras do autor que já referi atrás.
.

queria agradecer a oferta e aconselhar a leitura a qualquer um que queira começar a ler garcía márquez. o coronel espera há 15 anos pela sua reforma e vai todas as sextas ao cais esperar pelo barco que trás a correspondência. o problema é que ninguém (ou quase ninguém) escreve ao coronel. e ainda tem de alimentar o galo lutador, tirando à sua própria boca. momentos hilariantes e outro de consternação com a tristeza dos resultados da guerra.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

[489]

a cada dia que passa que leio um livro, ou quando chego ao fim dele, sinto que faltava sempre alguma palavra. de apreço a certas personagens, a certos gestos, a certas atitudes, a certos heroísmos. desta vez a palavra vai toda para o escritor.
.


.

o livro de josé luís peixoto é um refresco da língua portuguesa. tem um arranjo e uma estruturação raras na literatura portuguesa e depois de lido dá a sensação que é um risco corrido e bem sucedido. ao arriscar escrever histórias entrecortadas umas nas outras, saltando espaços, tempos, e personagens de forma rápida e estonteante, provou que se podem escrever verdadeiros contos rápidos como quem anda numa jangada a descer o rio minho. desces e lá vais. já não podes parar. queres entrar na história e segues com alguns sobressaltos aqui e ali salpintados com retratos muitas vezes demasiado realistas, outras demasiado inverosímeis.

leiam e apreciem que vale a pena.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

a deliciosa sustentabilidade da cultura

[418]
.

que a cultura sai cara, disso ninguém tem dúvidas. mas que há dinheiro bem empregue e merecido, a isso também não conheço quem resista.
.

O DOM de Jorge Reis-Sá

editorial magnólia

para saberem a vontade, e a enorme satisfação com que eu devorei este magnífico livro, imaginem uma tosta mista, numa tarde em que foram nadar a tarde toda, e estão com um apetite daqueles, e aparece à vossa frente uma deliciosa tosta, com o queijo derretido a cair dos lados, o fiambre rosadinho e fresquinho a chamar por nós. que fazemos? abocanhamos a toda a força, para que ninguém tenha a veleidade de sequer nos interromper enquanto degustamos a peça.
.
este livro, que parte de uma ideia autenticamente "saramaguiana", escreve uma inverosímil fábula (que o autor apelida de divertimento), e eu corroboro, garantindo até que foi um enorme divertimento para mim lê-lo. o DOM, é uma visão completamente nova para mim. nunca vi uma história contada pelos olhos de várias personagens.
.
partindo da ideia de que fora de um centro comercial ninguém conseguiria viver, e que as pessoas que estivessem fora se transformariam em "contas", o autor desenvolve vários temas, como a sobrevivência, a organização da sociedade (incluindo em situação de crise) ou a verdadeira essência do ser humano, chegando a um final que eu achei um pouco penoso. é desconcertante e deixa-nos na dúvida. e mais não digo.
.
aos companheiros mais próximos digo o mesmo de sempre, o livro está à vossa disposição.
.
p.s. foi o primeiro livro que comprei por sugestão das pré-publicações do [miniscente].
p.s.2 agradeço a dedicatória do autor e a prestabilidade da editora.

capitão, ó meu capitão

[416]
.

quando vejo, ou revejo melhor dizendo, o "capitão corelli", lembro-me sempre do dia em que o nosso amigo baptista, com o seu livro debaixo do braço, e com o marcador a mais de meio do livro (que não era pequeno) e eu na minha mais pura inocência, lhe desvendei o mistério da saga, julgando que toda a gente já tinha visto o filme "o nome da rosa". efectivamente ele não tinha visto. e eu estraguei o trabalhão que o homem teve em chegar àquela fase psicológica, difícil de quebrar, em que nos decidimos a ler um calhamaço.
.
vem isto a propósito de eu preferir ler os livros e só depois apreciar a adaptação cinematográfica da obra. o caso do filme "o crime do padre amaro", é um exemplo excepcional da qualidade que se perde no processo de tranformação (embora a amélia estivesses bem servida de qualidade). já o caso d' "o nome da rosa"é exactamente o oposto, também sei que perdi uma grande leitura pelo facto de ter para mim que não se abrem excepções à regra. e não lerei nenhum livro que já tenha visto adaptado ao cinema.
.
o "capitão corelli" é um dos livros que ficarei na dúvida sobre a sua qualidade. se for tão bom como o filme então sei que perdi uma excelente obra.
.
e depois o nosso amigo baptista é a cara daquele personagem. a tocar bandolim para conquistar aquela beldade. e o filme é uma delicia.
.
será que tenho razão?

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

fnac em braga

[403]
.

até amanhã estará à porta da nova loja fnac em braga, uma equipa de colaboradores para quem quiser aderir ao cartão fnac. o preço do cartão é de 15 euros em todas as lojas e em todo o ano. a vantagem de irem lá agora, está no facto de receberem um vale de 10 euros para compras, e usufruírem de vantagens (como um desconto de 6 % extra em duas compras por ano) e assim juntarem o utíl ao agradável.
.
assim pode ser que consigam a "história do belo" pela módica quantia de 36 - 6% - 10 = 23,84 euros. é fácil e é barato. o preço não é convidativo mas admito (e confiando cegamente no gosto do Onun) que é uma boa prenda de natal.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

livros em cogitação

[398]

só quero anunciar, aos leitores e apreciadores do escritor josé luís peixoto, que a partir de amanhã estará nas livrarias o seu novo livro, cal - [edição bertrand] -, que engloba uma série de estilos como sendo o teatro, a prosa e a poesia. ao que parece todos os estilos têm de um denominador comum, gente de idade e o mundo rural.
.
querem ver que o homem vai falar de galos em capoeiras a comer o milho dos opulentos?

verdades incontornáveis

[396]

richard zimler (que reside, actualmente, na zona da foz, no porto, para onde se mudou vindo dos e.u.a.), deu ontem uma entrevista no jornal de notícias, a tocar na ferida que há muito me parece verdade,

"[...] "Farto da atitude egoísta dos escritores, editores e agentes", o autor do recente "A sétima porta" diz ter perdido "a ingenuidade dos primeiros anos de carreira literária", quando acreditava que "a um escritor bastava escrever bons livros e, a partir daí, não enfrentaria mais problemas, pois teria um editor para toda a vida e não existiria rivalidade entre colegas do mesmo ofício". Por isso, garante, ironicamente, que "se um jovem escritor me pedir conselhos para ter sucesso digo-lhe logo que o melhor é escrever uma treta conspirativa sobre religiões e não terá dificuldades em alcançar a fama". [...] "
.
eu se escrevesse não batia nos cegos. nem batia nessa tecla batida. nem batia no sistema. escrever é mostrar verdades aos leitores, não é especular mentiras e debravar terrenos fáceis e férteis de favores e especulações.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

escritas pendentes

[388]
.

estou a ler há algum tempo (está parado há alguns dias na mesa de cabeceira) este livro,
.

.
o exercício começa com a morte (há quem diga misteriosa) da pessoa que começou a investigar a possibilidade da ocorrência de irregularidades nas eleições autárquicas de lisboa em 2001.
.
até ao momento, li as questões que me são um pouco caras. as questões admnistrativas que conheço bem por ter participado em muitas eleições como membro das mesas eleitorais, são a base do livro para se perceber o que se pode fazer para alterar o sentido de voto. o facto de haver muita gente no processo de comunicação dos resultados, que muitas vezes nem sequer são conferidos (por falta de tempo), pode levar a fraudes. é esse raciocínio que o autor seguirá nas páginas que lerei este fim-de-semana. pacheco pereira (o ornitorrinco) defende que o livro está bem estruturado e que, só o esforço de tentar provar que algum partido poderá estar ligado a isso (ou que a fraude foi conseguida), é que estará pouco sustentado.
.
aguardo essa parte da argumentação para aferir.
.
o certo é que conheço pessoas que estiveram em mesas eleitorais e que, nessa condição, conseguiram votar por pessoas que já haviam morrido. se isto é possível, então algo na engrenagem do processo eleitoral (que a maioria não conhece), está por assim dizer errado.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

crimes em portugal

[280]



na entrevista de paulo critóvão (ex-inspector da PJ) ontem na rtp, pudemos ver e ouvir alguns relatos da investigação deste caso que são impressionantes. o caso joana marcou a justiça em portugal. eu primeiro quero ler, depois digo mais alguma coisa. mas que isto merece reflexão, merece. e o outro caso do algarve, que recuso referir, que parece ter o mesmo desfecho, terá o mesmo peso na justiça e nas polícias. mas esse joga-se na esfera política também...

segundo o autor, "este livro é uma homenagem a joana, para que a sua memória seja perpetuada, mas também a todos os polícias cujo trabalho nem sempre é publicamente reconhecido".

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

a cara da actriz não me é estranha

[276]
para quem quiser apimentar o acutilante desejo de ver esta película...


"the inner life of martin frost"
"[...] it doesn't matter who i am, it doesn't matter because you love me [...]"

mais informação sobre o filme no [cartaz expresso].
será editado pela asa o guião do filme e uma entrevista ao escritor/realizador (113 páginas) com edição limitada a 2500 exemplares.

p.s.2 eu quero ver, eu quero ver, e eu quero ler....
p.s. mais uma produção de paulo branco.
p.s.3 a actriz Irène Jacob também participa no filme a educação das fadas.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

incursão na literatura africana

[274]

tenho já a certeza de ter escolhido o próximo autor africano para ler,

"[...] Antigamente todos os contos para crianças terminavam sempre com a mesma frase, e foram felizes para sempre, isto depois de o Príncipe casar com a Princesa e de terem muitos filhos. Na vida, é claro, nenhum enredo remata assim. As Princesas casam com os guarda-costas, casam com os trapezistas, a vida continua, e os dois são infelizes até que se separam. Anos mais tarde, como todos nós, morrem. Só somos felizes, verdadeiramente felizes, quando é para sempre, mas só as crianças habitam esse tempo no qual todas as coisas duram para sempre. Eu fui feliz para sempre na minha infância, lá na Gabela, durante as férias grandes, enquanto tentava construir uma cabana nos troncos de uma acácia. Fui feliz para sempre nas margens de um riacho, uma corrente de água tão humilde que dispensava o luxo de um nome, embora orgulhoso o suficiente para que o achássemos mais do que simples riacho - era o Rio. [...]"

José Eduardo Agualusa, in O Vendedor de Passados.

via [andré benjamim]

Agora, ainda não sei qual será o livro, mas este parece interessante.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

leituras em dia...

[268]



como este livro tem belíssimas passagens, deixo-vos algumas das que registei com maior agrado. servem para quando quiserem meditar, ou mais piroso ainda, enviar em mensagens sms.

...

"[...] você sabe: em terra de cego quem tem olho, fica sem sem ele[...]" pg. 139

"[...] o que se passava ali era, afinal, uma imitação daquilo que num determinado lugar seria verdade. [...] pg. 129

"[...] o que é isso de perder-se ao fim e ao cabo? muita gente, acreditando ter a certeira direcção, já nasce equivocada [...]" pg. 98

"[...] o destino o que é senão um embriagado conduzido por um cego? [...]" pg. 217

...

esta foi a minha primeira agradável incursão na literatura africana. espero repetir em breve.

p.s. este livro foi recentemente adaptado pela realizadora teresa prata (foi a sua primeira longa-metragem) e estreou no dia 27 de agosto no festival internacional de cinema de montreal. foi acompanhada pelo autor, que referiu ser uma adaptação que respeita o espírito do livro.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

fim de semana (4 dias para mim)

[265]

Excelente fim-de-semana prolongado para continuar a ler...



e ainda...



e depois de disto,



ainda haverá tempo para uma despedida de um solteiro...

depois descanso.

livros em cogitação

[264]

eis mais um livro que a par deste, está na lista de espera.

"[...] Como se a chuva viesse nesses dias com o vento que as faz voar como pássaros pelo céu, e nós aqui, agasalhados até aos ossos, os guarda-chuva não funcionam, dobram, partem, e nada se pode fazer senão deixar que o Inverno passe, pensar que sim, que o Inverno ainda há-de passar e que essas nuvens baixas e ventosas são passageiras.[...]"

pré publicação da obra O Dom - Divertimento, de Jorge Reis-Sá, Editorial Magnólia, Vila Nova de Famalicão.


via [miniscente]

terça-feira, 25 de setembro de 2007

100ª página

[via avenida central]

«Se tivesse que escrever um livro de moral, as primeiras 99 páginas ficariam em branco e na 100ª PÁGINA escreveria uma só frase: Existe um único dever, o dever de amar»
[Albert Camus]

Via [Avenida Central]

Ao que parece a livraria mais "fresca" e "arejada" da cidade, mudou de local. Podemos ver na página da rede, [AQUI], a suas novidades e actividades e também a sua nova LOCALIZAÇÃO.

Como muita gente gostará deste espaço, fica o esclarecimento ou a novidade para os mais distraídos.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

será-que-existem-novas-estórias-ou-são-sempre-as-mesmas-disfarçadas-noutras-pessoas?

"[...]Houve dias em que a ternura era uma maravilhosa praga de gafanhotos, aos pulos por todo o corpo, a devastar todas as dúvidas que bloqueavam o tango. «We’re going to see the Wizard, the wonderful wizard of Oz», cantavam os dois no duche, e aquela alegria infantil era um milagre para duas pessoas que tinham residência fixa na melancolia.[...]"

pré publicação da obra " O Vírus da Vida", JP Simões - André Carrilho, Sextante Editora, Lisboa, 2007

pela amostra parece ser interessante o suficiente para pensar em comprar.

via [miniscente]

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

(re)citações

"Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca".

(Antoine de Saint-Exupéry, in "Cidadela")

via [Fontes do Ídolo]