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terça-feira, 20 de outubro de 2009

demasiado absorvido

[1773]
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tenho pena. muitas vezes estou a pensar no que poderia ser um post brilhante (para mim obviamente, não para impressionar), e dou por mim resignado, certo de que já estou sem a capacidade de me surpreender a mim próprio.
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de facto ando muito absorvido em contas (mestrado) e já nem aos livros que leio religiosamente (em dois dias) sempre que saem, eu tenho tempo para me dedicar. que importa é que um não foge e o outro também não.
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mas deixem-me dizer-vos que este quincas borba, é um pouco mais maçador que os outros dois que li do machado de assis. retive no entanto, tal como ao longo de todo o livro, uns pormenores delicados de quem mostra sapiência e trabalho de sapa para a escrita, e no fundo faz por merecer o tempo que perdemos a lê-lo.
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refiro-me a um parágrafo em que o autor fala de ANTEU, figura mitológica cuja força residia no seu contacto com a terra. diz-se a dada altura qualquer coisa como, "levanta-se das quedas cada vez mais forte".
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interessante leitura deve ser feita desta figura. com um murro é capaz de se levantar com mais força, mas se elevado ao lugar mais no alto perde a sua força e a sua própria vida.
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devíamos pensar se é nos píncaros que queremos andar (ou almejar o sucesso meteórico-ilusório) ou se, com os pés bem assentes na terra, não estaremos mais certos de regressar sempre com mais força das nossas quedas.
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cumpro a minha parte. o silêncio prende-me ao realismo do necessário contacto terreno.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A Caixa de Perpétua.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Fairy Tails

"I found Love was only true in Fairy Tails..." Shrek 2

Vejam esta estória maravilhosa AQUI .

sábado, 7 de julho de 2007

Périplus e o seu dom

Périplus era um servo de um senhor rico da Antiga Grécia. A certa altura, veio a descobrir uma verdade inconveniente que acabaria por torna-lo num espectador especial da vida.
Triste com tamanha desfaçatez, de quem ao longo de muitos anos lhe escondera a verdade, decidiu fazer as malas e partir em direcção a MERMES, cidade longínqua que tinha fama de ser mística e onde moravam os mais imponentes adivinhos e os mais procurados videntes. Certo de que seria altura de partir para resolver o seu destino, Périplus anunciou ao seu senhor a intenção de viajar e que regressaria num ano. O nobre pagou os serviços e ainda lhe adiantou algum dinheiro para que este não ficasse sem recursos em pouco tempo.

Partiu então a cavalo pelos caminhos percorridos por muitos, em busca da alegria e da sabedoria e de esquecer a tristeza que lhe assomara o coração.

No fim do primeiro dia, e ao caír da noite, cumpria-se a profecia.

O cavalo em que seguia morreu. Périplus dizia mal da sua vida. Seguiu a pé pelos caminhos esguios da planície e foi juntar-se a outro caminhante. Ao cumprimentá-lo, o caminhante fechou o seu rosto e tornou-se carregado o seu semblante. Périplus desconfiava que se esgotava o tempo da sua cura. Por muitos quilómetros foi reparando que em tudo o que tocava, as alterações se tornavam visíveis. As flores que apanhava murchavam, as árvores secavam, as moedas em ouro tranformavam-se em cobre e ele sentia seu coração a definhar.

Périplus tornara-se o homem mais triste do mundo e em tudo o que tocava transformava em tristeza.

Chegado ao templo mais reconhecido em MERMES, o adivinho lembrou a Périplus que tinha sobrevivido em criança a uma peste devido a uma maldição, que seus pais pagariam por ele, mas como tinham morrido muito cedo, o jovem carregava em si todo o peso de estar vivo. Então o adivinho e sábio cartomante, explicou que só estaria curado quando encontrasse a pessoa mais feliz de todo o mundo.

Percorreu então mais uns dias de caminho e encontrou uma cidade em que ninguém trabalhava.
Estavam em festa permanente e foi ao encontro do seu líder. Depois de conversarem durante algum tempo, Périlplus percebeu que aquele líder era a causa da alegria, contagiava toda a gente que vivia naquela cidade, e este não estaria disposto a equilibrar a sua alegria com a tristeza daquele homem.

Então, ao terceiro dia de estadia esperou pela parada e tocou pelas costas o líder. Mas nada aconteceu.

Regressou triste e encontrou seu senhor morto e sua casa fechada. Périplus vageou muitos anos pela cidade e morreu triste e só.

O destino dele não era este, mas a sua ganância e impaciência, encerrou dentro dele toda a tristeza. Deixou de espalhar a tristeza pelos outros, ficando condenado a carregá-la para sempre.

O final, esse, é triste.
A moral, essa, está na forma como se encara a vida. Não se encontra a nossa felicidade ao espalhar a triteza pelos outros.

P.S. Périplus não faz parte da mitologia Grega, nem é familiar do Rei Midas - embora pudesse ser primo....

P.S. 2 Dedicado aos camelos.... (elogio saudável...)

P.S. 3 Se ouver alguma estória destas agradeço que me identifiquem o autor ou então não me acusem de plágio porque esta é minha...pantalones...