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segunda-feira, 22 de junho de 2009

nosaltres

[1718]

volto já.
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nosaltres - nós por lá em catalão.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

barcelona [2]

[929]

saímos do metro pelos corredores estreitos. entramos no túnel de acesso ao funicular que sobe a encosta até montjuic. ao aproximarmo-nos da rua o tempo ainda era enublado. nas avenidas projectadas de raíz da zona olímpica, vemos em volta muitas das ideias um pouco ultrapassadas pelo tempo que nos separa de 1992.
é certo que tudo isto permanece na memória de todos. pisar este chão é rever as imagens de freddie mercury e montserrat caballe, a inundar o estádio de harmonia.
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o estádio está como tudo em volta um pouco desgastado pelo tempo. mas entrar ali não é só ver o estádio vazio. é sentir ainda vibrar nas bancadas aquele dueto. e no alto do topo nascente, onde perdura prateada a tocha olímpica, o sol sorri um pouco para anunciar a chuva que se avizinha.
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[a flecha em fogo, lançada do meio do estádio no dia a cerimónia de abertura, entrou ou não?]
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depois de passarmos o passeio da fama, a chuva torrencial anuncia à força fevereiro. o sol tórrido de abril de 1999 (recordação longínqua das ramblas) não é o mesmo que hoje faz caretas. mas vendo bem até nem sabe mal. entregamos o corpo ao caminho e emprestamos a vontade ao conhecer.

sexta-feira, 14 de março de 2008

paso doble

[810]

não há mais que uns míseros metros quadrados de escuridão. há pouco ainda vimos a noite cair e agora é só a luz artificial que ilumina este espaço. a entrada da catedral, pelas traseiras, mostra-se como que enrugada, velha pelo tempo parada no mesmo local. ainda saem e entram algumas pessoas, sem pressas, turistas que como nós se detêm nos pormenores das rugas das pedras, no verde encastrado da chuva.
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só pelo som do piano me aproximo do pátio. aqui muitas vezes o real supera o imaginável. a ficção é em si uma reminiscência muito mais fraca do que a realidade pode pintar. sento-me, paro a olhar os candeeiros de luzes amarelecidas que dão um toque sépia a tudo o que me rodeia. o músico (esta cidade tem nas suas entranhas a música a tocar em ritmos miscelánios) rompe num momento de inpiração que me faz a cabeça rodopiar sem saber a que lugar do mundo pertenço agora. sei que buenos aires entrou naquela praceta. cantava uma música sobre champanhe a correr em festas, de mulheres desaconselháveis, e a voz dança ao ritmo do destino dos intervenientes. eu o actor passivo desta trama, fico de olhos fechados. deixando-me ir onde a música quer soar melhor, talvez numa festa de mulheres.
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saio a ver o cantor sorridente. ele sabe o efeito elipsoidal das suas narrativas sonoras. e eu saio a pensar que barcelona não é cidade daqui mas vizinha de buenos aires.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

citação de alberto caeiro [2]

[675]

das viagens que fizemos, e das que faremos, as palavras são resumos difíceis de se exporem. o homem que adivinhou a data da sua morte, escreveu isto,
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" o frio especial das manhãs da viagem,
a angustia da partida, carnal no arrepanhar
que vai do coração à pele,
que chora virtualmente embora alegre."
9/10/1927
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"[...] fiz a viagem, comprei o inútil, achei o incerto
e o meu coração é o mesmo que foi, um céu e um deserto [...]"
1/12/1928
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a bem dizer, acerta sempre.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

nome da canção, ou a estupidez de me sentir assim

[657]

desculpem. mas é que eu precisava de dedicar isto aos meus amigos que me aturaram durante 4 dias a cantar azeitonas nas ruas de barcelona...deve ter sido um sufoco.
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voltamos

[656]

qual é a probabilidade de num autocarro turístico em barcelona, alguém ir no banco ao lado a comentar que na adega transmontana é que se come bem? pouca, muita pouca...
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qual é a probabilidade de eu chegar as oito da noite, tomar banho (e mesmo cansadíssimo) saír para o melhor carnaval dos últimos anos? muito, muito alta...
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e qual é a probabilidade de me deitar eufórico às 6h30 da manhã e antes do meio-dia estar acordado? pouca, muito (mas mesmo muito) pouca...
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espero-vos por aqui. na meca.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

saldos passados ou viagem de vida

[612]

disse a mim próprio que os saldos são a melhor solução para renovar o stock de roupas, aquelas mais usuais, as necessárias, não apenas a moda ou por mera necessidade do ego, preenchendo os espaços vazios da alma com trapos.
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depois pensei melhor e disse que preferia gastar esse dinheiro numa boa viagem. aproveitar o feriado e ir daqui para fora. e vou mesmo.
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é para a cidade há algum tempo desejada.