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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

os concursos da blogosfera

[1533]

recebi um magnífico livrinho da sempre simpática tons de azul. travesia do verão de truman capote, é uma obra que se pensa inacabada, apesar de durante anos o escritor ter trabalhado nela. ao que parece terá deixado no lixo este e outros manuscritos [recuperados na altura por um porteiro] e que mais tarde seriam leiloados e publicados postumamente. agradeço a amável oferta por ter participado no concurso de contos intitulado, "era uma vez...", com o seguinte texto,
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era uma vez um estranho homem azul. queria viver no mar, mas não era peixe, e por isso vivia numa caverna, encoberto pela parede de palhota. decidiu-se a memorizar todas as ondas, a viver do som da maresia, a iludir nos seus sonhos o intenso fracasso da sua vida.
já mal se levantava de manhã. cismava em reter os pensamentos mais belos, em que se enraizava nas algas, vencia os tubarões e namorava anémonas. até os golfinhos o haviam visitado em tempos, tentando convencê-lo ao sonho do suicídio. puro engano. o homem não esperava coragem, mas antes uma dádiva divina, guelras. corava de vergonha pela falta de vontade, e ficava a ver-se ao espelho vestido de azul-rosado.
a noite era fria e fazia retinir nos seus ouvidos o som de uma sereia longínqua. escreveu versos de amor. enlaçou milhares de flores em ramos para o dia da comemoração. mas a manhã regressava cruel e real. ele era um homem azul e nunca poderia viver no mar.
suspirava por um sorriso, enquanto as velas ondulavam ao longe na bruma. e a espuma dos dias era a areia cravejada de búzios. corria dias inteiros pela praia, acenando ao farol, como se a providência celeste habitasse na luz do destino. os homens da faina do mar riam do louco homem azul. um dia desapareceu.
dizem os pescadores que foi uma onda que o levou.
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nos próximos tempos irei preparar o nosso primeiro concurso de contos do blog. estou a pensar nos moldes e nos temas. aguardemos pelas novidades.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

god damn right its a beautiful day [11]

[1481]
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Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente,
a ideia que fazemos de alguém.
É a um conceito nosso – em suma,
é a nós mesmos –que amamos.
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Bernardo Soares,
in Livro do Desassossego
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O primeiro passo para conseguirmos o que queremos na vida
é decidirmos o que queremos.
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Ben Stein
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roubadas daqui [o exorcismo do silêncio]
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alongam-se os dias de espera. a indústria dos afazeres diários obriga-nos a meditar no tempo e na percepção do tempo. cada decisão depende do espaço necessário que o tempo ocupa. cada vontade esquecida no passado luta por uma afirmação própria e assertiva. e distendemos cada coisa posta no seu lugar para aligeirar a urgência do que se esvai de mansinho.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

a midnight valium for a good night sleep * [7]

[1432]
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podia dizer mais que muito sobre o pouco que me interessa explorar. não vou fazer isso, é maçador, o tema não precisa de textos extensos, precisa antes de simplicidade e de muita contenção. não é que seja segredo o que penso sobre isto, mas mesmo assim há tão boa gente que não pára um só segundo para pensar no desfile que nos entra olho dentro, na falsificação do sentir, na maquilhagem da alegria, no pó de arroz que se espalha a esconder a vergonha de não saber encontrar nada no fundo da alma. ou se aprende a distinguir isto ou então até se passa a gostar.
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não é recriminar ninguém, muito menos julgar condutas, é o que penso e pronto. não me ponham à prova em coisas que eu próprio admito não dominar ou compreender. simplesmente assumo a minha própria fragilidade, a dificuldade da definição, o não conseguir agarrar esse efémero fio condutor do amor. serve este momento para esclarecer com mais pormenor o que penso sobre os quejandos caminhos da paixão.
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não faço contorcionismo (quando eu estiver feliz da vida ninguém o irá notar), porque isto do amor é como na solidariedade, dá-se mas não se mostra.
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"I'll give you all I got to give if you say you love me too
I may not have a lot to give but what I got I'll give to you
I don't care too much for money, money can't buy me love."
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beatles
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* sutítulo do blog [vontade indómita]

comemorações

[1429]

este blog foi considerado o melhor em termos colectivos, da cidade de braga. ah, pois é. e é um prémio isento entregue por pessoas que até nem são estimadíssimas por mim nem nada. um grande abraço ao pessoal do fontes do ídolo. a escolha do livro do ano também me agrada.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

(re) citações

[1389]

" [...] Acho que há por aí muita gente incapaz de dizer adeus ao que realmente precisa dizer adeus. Passam a vida numa espécie de “até logo”, deixando sempre uma porta entreaberta para o que for preciso. São os mal resolvidos e resolvidas da vida. Uma porta entreaberta deixa entrar frio. Faz corrente de ar. Deixa entrar ladrões, pó, bichos, lixo. E raramente se abre para o que esperávamos. Portas entreabertas não me servem. Estou farta de as ir espreitar. Nunca serviram. Nunca.
Que se fechem as portas mal fechadas. Que se acabe com a corrente de ar. Que possa eu finalmente passar os meus dias descansada sem as ir espreitar de 5 em 5 minutos. [...] "
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

crime ou castigo

[1358]

simples como o sol que semeia amarelo nos campos de milho em setembro. depois deste vídeo vou,
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"[...] voltar ao mundo
após uma curta eternidade, já sereno
voltar de novo ao mundo [...]"
via [nu singular]

terça-feira, 14 de outubro de 2008

respiração

[1275]
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é importante interromper a série veneziana (disse interromper e não terminar). porque chateiam sempre os mesmo títulos. porque me chateia a mim também chatear-vos com repetições. e porque me chateiam algumas coisas que não importa referir. não importa porque sei que também vos iria chatear, dado sereis seres inteligentes e saudáveis. por isso urge dizer de uma vez algo que não chateie mais com tanto discurso inócuo.
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posto isto, para além das notícias de última hora, desta importante, ou desta menos importante, agradecia que os meus estimados leitores não deixassem de visitar dois blogs que me levam a usar a palavra obrigatórios.
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num lê-se isto,
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noutro pode ler-se isto,
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visitem se quiserem sair da pasmaceira. vão ver que põe os olhos bonitos.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

bloggers

[1225]
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este senhor conheceu finalmente este senhor, daí que quem aventou a hipótese de serem a mesma pessoa, enganou-se. frente a frente e como deve ser, à mesa, com vinho e croquetes.
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já este senhor, tem mais um sósia...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

citações

[1153]

"A terceira mão é uma outra hipótese
tentada: a reunião por um anel de fogo
de dois que nada nem outrem ligariam,
a terceira mão é a mão que te empurra
para território desconhecido e aquela
que te guia em terra de ninguém "

Manuel Gusmão. A terceira mão, p.73

via [a mancha]

pensamento seguido de pensamento

[1152]

há quem lhe chame o sabor amargo da derrota.
eu chamo-lhe o expoente reduzido a uma raíz cúbica.
se é que me entendem.
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"Elizabeth: I’ve never been very good at competition. Some people enjoy it. Not me."

My Blueberry Nights, Wong Kar-Wai (2007)
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sexta-feira, 25 de julho de 2008

algo vai mal no reino da dinamarca [2]

[1145]
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escreve muitas vezes as palavras certas. por isso aqui fica uma parte boa de um post fantástico.
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" [...] Ela que a certa altura apostou tudo em tornar insignificante o nosso encontro (o outro), que eu fazia promessas insensatas, que eu não tinha o direito de querer que ela significasse alguma coisa, ela recusava que se fizesse poesia à custa dela, não por ser prosaica mas porque tinha medo da poesia, e eu achei isso comovente, alguém que teme a poesia, e a veemência dela [...] "
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" [...] «depois quem se fode sou eu», isto para que eu percebesse a seriedade dela, e poética nessa brutalidade, que eu não tinha o direito de perturbar o mundo dela, e no entanto deixando que eu de algum modo a tocasse, «for he's touched your perfect body with his mind», mostrando-se tocada e indignada, com uma breve alegria que os olhos rasgados traíam e os lábios romanos suprimiam. [...] "
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na dinamarca está tudo bem, aqui é que está tudo mal.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

por hoje não tenho mais nada a dizer

[1143]

" [...] Talvez sejas a única luz que não sou capaz de guardar nos olhos, a única história que sei contar. Ocupas todo o meu avesso e adio os dias porque o vento me grita que o teu nome pode ainda ser o meu. [...]"

via [existir em intermitências]

sexta-feira, 11 de julho de 2008

a quem interessar

[1116]

" [...] o amor é imaginar que se ama e esta definição de amor, conducente a um ideal de solidão que se completa a si mesma, pouco tem a ver com espíritos fortes e muito menos com espíritos bondosos ou caritativos [...]"
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" [...] uma afirmação de amor que pode conduzir ao aprofundamento da poética da fragilidade, própria de quem opta por amar em solidão [...]"
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" [...] É uma ideia de amor erótica que não contempla espírito nem exageros da carne, apenas uma fragilidade sustentada por um imaginário em atitude criativa, não diria forte, mas virtualmente intensa. [...] "
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e como o fim-de-semana começa e acaba hoje, i have no further questions.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

blue in words

[1112]

resposta ao desafio da nossa querida amiga TONS DE AZUL, muito por respeito e por consideração. "tu não me perdeste".

quarta-feira, 9 de julho de 2008

100 blogs no grelhador

[1110]
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agora que adicionei o blog número 100 aos meus feeds, tenho de voltar a citar dois dos melhores, não que os outros sejam piores, até porque os leio a todos da mesma forma, mas estes prendem-me de uma forma especial.
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se não vejamos,
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"não há paciência para isto." penso eu a toda a hora. mas talvez haja paciência, não durasse isto há dois anos. dois anos, tanto e tão pouco. e de pensar que só te começo a conhecer agora... nunca mostras quem és. nunca sei com quem estou. afinal do que tens medo? de mim? de ti? não me deixas chegar perto mas também não me deixas ir. que raio de vida me fazes levar.
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desta menina já ninguém quer saber se o seu nome é maria, mas antes que continue a escrever.
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***
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já o camarada da cidade grande, diz o seguinte,
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" [...] No cinema de Kobayashi, ao contrário de na Doutrina Estóica, Sofrimento e Paixão existem como uma opção pessoal, prevalecendo sobre a Razão. Comigo, terei de acrescentar, passa-se exactamente a mesma merda. Agora veja-se onde isso me deixou."
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tenho de admitir que dito por estas palavras até nem parece tão mau. o certo é que, essa forma de encarar a realidade inter-relaccional, me deixa relutante em relação ao futuro. haverá de certeza forma de saír desse impasse. só não sei como. pelo menos sem ceder no que aprecio em mim.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

do que leio [2]

[1102]

do blog reflexos,
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" É mais fácil encontrar as palavras no meio da tristeza.

Os sorrisos não precisam de justificação."
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o sorriso encerra em si todas as justificações.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

para não parecer que estou sempre a dar sermão aos peixes [2]

[1098]

o zé manel , não o nosso misterioso colaborador, mas outro que nos visitou (não sei como veio aqui parar) diz coisas muito interessantes,
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"[...] Importante é, por vezes, ainda tropeçar nas pessoas que fazem este Mundo melhor. [...]"
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ou ainda mais à frente,
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" [...] Só sei que sinto este sentir invadir-me, que é grande e de uma beleza única...
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Desculpa-me.
Eu não percebo nada do Amor.
[...]"
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nem eu amigo, nem eu...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

para não parecer que estou sempre a dar sermão aos peixes

[1096]

felizmente há quem pense um pouco como eu,
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[Queria estar, todas as noites, sentada num sofá. Queria poder ouvir-te pela casa. Depois sentavaste ao pé de mim e eu deitava a cabeça no teu colo. E lá ao longe alguém diria "vês, valeu tudo a pena, é só teu" e tu estarias ali simplesmente com o teu jeito. O jeito que eu sempre quis.]
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"Vens me buscar?" Pergunto-te.
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"Onde tu quiseres." Respondes.
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e depois há os que dizem o que pensam como eu,
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"...Não sofrer, e por conseguinte também não fazer sofrer — é certo e valhe-se o altruísmo — tornou-se com os anos na sua maior preocupação. Estava viva, dizia-me. Mas era mentira...."
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via [vontade indómita]

segunda-feira, 30 de junho de 2008

o meu poema a braga

[1088]

vejam no FONTES DO ÍDOLO, o meu contributo para a nova iniciativa deste distinto blog, subordinado ao tema, um olhar sobre braga. aos seus responsáveis e colaboradores aqui fica o meu agradecimento pelo convite honroso.