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estava deitado há uns sete dias seguidos. doí-me o corpo da posição. sem água nem pão. sem sossego, ou apenas e só a solidão. era um quarto igual aos outros do fundo do corredor. tinha as luzes da noite a entrar de mansinho pela persiana. iluminava mais ainda, com uma luz entrecortada, o grande sofá do canto. eu de ouvidos postos no rádio ouvia tudo o que passava nas emissoras. mesmo as mais estranhas. e depois de sete dias seguidos a ouvir o mais esquisito dos sons emanados em ondas hertzianas, surgiu na busca automática o francisco josé viegas a aconselhar livros, a discutir em amena cavaqueira, as vertentes da escrita.
estava deitado há uns sete dias seguidos. doí-me o corpo da posição. sem água nem pão. sem sossego, ou apenas e só a solidão. era um quarto igual aos outros do fundo do corredor. tinha as luzes da noite a entrar de mansinho pela persiana. iluminava mais ainda, com uma luz entrecortada, o grande sofá do canto. eu de ouvidos postos no rádio ouvia tudo o que passava nas emissoras. mesmo as mais estranhas. e depois de sete dias seguidos a ouvir o mais esquisito dos sons emanados em ondas hertzianas, surgiu na busca automática o francisco josé viegas a aconselhar livros, a discutir em amena cavaqueira, as vertentes da escrita.
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foi um resto de noite mais calma. mais agradável.
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quando saí comprei o longe de manaus. é um agradável (diferente) livro policial. e agora, para vocês, a recitação do poema na apresentação do livro na casa fernando pessoa em lisboa.
* título do poema de francisco josé viegas, do livro se me comovesse o amor, quasi edições


