segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ob-La-Di, Ob-La-Da [3]

[1287]

olho tantas vezes os ponteiros do relógio e finjo conseguir parar o tempo. em certos dias consigo que o tempo passe mais devagar, noutros só consigo pensar que eles circulam ao ritmo dos meus olhos. já tenho as lições mais importantes gravadas em textos que por vezes não consigo interpretar. ou não quero. a dificuldade está em entender a que a imortalidade vive um dia de cada vez.
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lobo antunes, visão

A Lâmpada de Aladino

Luis Sepúlveda em Braga na livraria Centésima Página para apresentar o seu novo livro "A Lâmpada de Aladino". Mais informações.

Bai lá ber que bale a pena (links)

Apenas um link para o um post no Armando da Verdade onde se vê uma cena digna de ser fotografada. Ainda por cima na nossa cidade!

http://pimbapimbapimba.blogspot.com/2008/10/tome-dois-deficientes-que-isso-passa.html

Ob-La-Di, Ob-La-Da [2]

[1284]

como não me ocorre melhor, deixo isto. é que, se o passado é o exacto momento em que acabas de escrever um texto, o futuro é o que tens a germinar na cabeça. e o texto que me escapa neste momento não tem lugar no presente.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Ob-La-Di, Ob-La-Da *

[1283]

pede o teu desejo
que se desmaterializem as conquistas dos
dias
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que as intangíveis formas
de prazer ocupem o espaço físico
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(começa antes pela visão do deserto
coberto de eufórbios e no silêncio
da noite que desperta em maná)
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* Ob-La-Di, Ob-La-Da (significa “a vida continua” num dialecto da Nigéria)

semana veneza [12]

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semana veneza [11]

[1281]

la notte che balliamo, io lo ha veduto per l'ultima volta
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depois de ter sido consumido pelas chamas em 1577, o palácio ducale voltou a receber os grandes bailes de mácaras. ali se organizaram pelos reis e duques as mais concorridas festas caranavalescas da europa, onde nem napoleão escapou ao fascínio pela praça de s. marcos.


a sombra que podemos usufruir desce das duas colunas centrais da praça, uma com o símbolo de são marcos, e outra com o leão alado símbolo de veneza. depois é o mar. as gaivotas que rasam as gôndolas, a brisa fresca dos ventos laterais que trespassam a praça do mar, e os grandes cruzeiros.

e nós, onde nos perdemos? onde ficamos suspensos pela noite em que dançamos desconhecidos? voltarei aos canais na noite em que a lua anunciar a tua chegada ao cais.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

semana veneza [10]

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

semana veneza [69]

semana veneza [69]


Acho que o título não ilustra na plenitude (o caralho do draft autosave corta-me o (pouco) raciocínio que tenho) o que quero demonstrar.

Semana Veneza [69] É o novo título do ilustre realizador nacional José M. Gomes. Neste título, Zézé Gomes, como é conhecido, conta a vida de um empresário da noite que se envolve sentimentalmente com uma romena ninfomaniaca.
Para esta pelicula Zézé Gomes contou com um elenco de luxo composto por grandes nomes do indústria nacional. Segundo o próprio, o elenco é tecnicamente perfeito, referindo-se obviamente às capacidades do próprio num acto de pura bajulação.


semana veneza [9]

[1278]

no agradável livro histórias do bom deus do escritor rainer maria rilke, desfiam-se cordelinhos de prosa encantadora. num conjunto de histórias contados pelo protagonista, cujo principal personagem é deus, surge a dada altura uma que se chama no gueto de veneza. era um gueto cujo espaço se tornara cada vez menor e a solução encontrada foi passar a construir em altura. vejamos então a parte final do texto.
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" [...] Um ancião, homem sábio e experiente, Melchisdech, decidiu que haveria de habitar sempre no lugar mais elevado do gueto, e por isso foi mudando de casa, à medida que novas construções eram feitas. Numa manhã de Outono, de indescritível claridade, Melchisdech foi descoberto na beira do telhado, inclinando-se perigosamente para a frente, como se quisesse sacrificar-se. “O povo em baixo, reunido na praça, olhava para cima. Gestos e ditos dispersos ergueram-se da multidão, mas não chegaram até ao velho solitário que rezava. (…). O velho entretanto continuava a levantar-se com altivez e a baixar-se com humildade. E em baixo a multidão, sem o perder de vista, aumentava sempre. Terá ele visto o mar, ou Deus o Eterno em sua Glória?."
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é veneza meus amigos. ali tudo se torna possível.

Como anda a média dos portugueses

Determinado estudo que não me apetece procurar diz que cada português caminha em média 342Km por ano.
Outro determinado estudo na mesma situação do anterior diz que cada português bebe em média 12 litros de álcool por ano.
Logo, podemos concluir que cada português consome em média 3,5l aos 100km.

Nada mau, para quem bebe por desporto.
Qual será a média exacta de um camurcina? Os verdadeiros bebedouros profissionais.

semana veneza [8]

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"Where is everyone? What´s going on?"

"Sometimes, when we are talking,

my dad will stop, and sigh,
and close is eyes.
It´s then that i know, that he knows.

about my mum.

about everything"



Imperdivel. Daqui http://www.dayswithmyfather.com/

terça-feira, 14 de outubro de 2008

respiração

[1275]
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é importante interromper a série veneziana (disse interromper e não terminar). porque chateiam sempre os mesmo títulos. porque me chateia a mim também chatear-vos com repetições. e porque me chateiam algumas coisas que não importa referir. não importa porque sei que também vos iria chatear, dado sereis seres inteligentes e saudáveis. por isso urge dizer de uma vez algo que não chateie mais com tanto discurso inócuo.
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posto isto, para além das notícias de última hora, desta importante, ou desta menos importante, agradecia que os meus estimados leitores não deixassem de visitar dois blogs que me levam a usar a palavra obrigatórios.
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num lê-se isto,
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noutro pode ler-se isto,
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visitem se quiserem sair da pasmaceira. vão ver que põe os olhos bonitos.

semana veneza [7]

[1274]

nos estranhos meandros das ruas de veneza, não percebemos quem vive nestas casas. há alguns institutos, museus, universidade e lojas. tudo menos sinais de que nestas ilhas ligadas entre pontes, viva alguém.
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por momentos imagino que ainda oiço o violino de giacomo casanova. o som ecoa nas estreitas paredes, velhas e grafitadas, com cartazes colados, recolocando-me na realidade. estou noutro tempo, penso. o som do violino está gravado nas eras que cobrem esta casa.
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casanova disse o que eu diria se me sentisse inspirado, ou vivesse numa mansarda veneziana.
«Amei-as até à loucura... mas mais do que elas, amei a minha liberdade».
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é veneza meus senhores.
(e alguém espreitou à janela provando haver vida por trás destas paredes)

semana veneza [6]

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

semana veneza [5]

[1272]

no calmo crepúsculo de veneza, havia uma tonalidade peculiar nas escadarias. o sol reflectido das águas expunha-se aos passos de quem ainda visitava a cidade. não estava muita gente pelas ruas. havia arrefecido muito rápido, e os transeuntes eram os turistas que, como nós, aproveitavam ao máximo a beleza dos canais.
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há uma calma que não tem explicação lógica. a excitação da novidade soçobra perante o desejo de pacificação da alma.
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(juro que um dia hei-de voltar a comer lombo de porco assado, com fiambre e carne picada à bolonhesa, só que desta vez numa dose condizente com os meus 60 quilos)

semana veneza [4]

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domingo, 12 de outubro de 2008

semana veneza [3]

[1270]

uma alma caridosa, no dia em que estavamos em veneza, decidiu brindar-nos e a quem visitava os comentários ao post desse dia, com um texto maravilhoso sobre a cidade, ou sobre o amor ou talvez sobre as máscaras e o que se descobre por detrás delas.
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" [...] pediste-me um baile de máscaras, eu levo-te a veneza [...] "
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não sei quando ou se poderei sequer lá voltar. mas tenho definido o dia certo. haja pois o motivo.

semana veneza [2]

[1269]

não é justo o que a memória nos faz. não nos deixa ver com clareza a paisagem que por tanto tempo esteve perto de nós. não nos deixa privar de novo com os sentimentos que nos foram invadindo por essa estrada fora. não nos permite voltar a estar lá de novo.
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nenhuma cidade regressa mais saudosa que veneza.