quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

julgados de paz

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a minha relação com a fé, ou com deus himself, é uma espécie de casamento moribundo. ele dorme num quarto e eu noutro. nesta fase já nem conversamos.
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y

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agora, um dos melhores suplementos dos jornais portugueses, o ípsilon (público), encontra-se on-line. eu comecei por ler esta entrevista. por muito que conheçam o meu apreço, tenho razões especiais extra, agora que terminei uma viagem à àustria nos costados de um elefante.
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e tu, queres cinema?

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assine esta petição pela justiça que trará à aplicação dos nossos impostos e por uma verdadeira descentralização da cultura. é que abrir três salas no porto é algo que não se comprende sendo braga a terceira cidade do país, para além de poder servir mais facilmente 500.000 cidadãos.
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da petição,
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

(re) citações

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" [...] Acho que há por aí muita gente incapaz de dizer adeus ao que realmente precisa dizer adeus. Passam a vida numa espécie de “até logo”, deixando sempre uma porta entreaberta para o que for preciso. São os mal resolvidos e resolvidas da vida. Uma porta entreaberta deixa entrar frio. Faz corrente de ar. Deixa entrar ladrões, pó, bichos, lixo. E raramente se abre para o que esperávamos. Portas entreabertas não me servem. Estou farta de as ir espreitar. Nunca serviram. Nunca.
Que se fechem as portas mal fechadas. Que se acabe com a corrente de ar. Que possa eu finalmente passar os meus dias descansada sem as ir espreitar de 5 em 5 minutos. [...] "
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Energúmenos

18h - Trofa - Café junto ao estádio do clube local - Ambiente: tranquilo, descontraído.
Esperava-se pela hora do jogo entre o Braga e o Trofense, aconchegava-se o estômago, assistindo pacatamente ao Guimarães-Leixões, partilhando o fim de tarde com alguns adeptos do Trofense e do Braga, repórteres da Sport TV, empresário de futebol e os simpáticos proprietários do estabelecimento. Tudo tranquilo!
18:15h - Chegou o comboio com centenas de adeptos do Braga.
18:30h - Acabou a tranquilidade do café, depressa encheu.
Não durou cinco minutos o ambiente, confuso é certo, mas alegre, com cânticos e palavras de incentivo ao Braga, algumas delas tão desconcertantes que provocavam o riso aos repórteres televisivos, mesmo estando por certo habituados a idênticos ambientes.
18:35h - Não faço ideia como tudo começou....
Olhava atentamente para a televisão, enquanto atrás de mim os cânticos se transformavam em gritos. Era a confusão total: dois adeptos do Braga, supostamente da claque dos Red Boys, agrediam o proprietário do café. Voavam chávenas, garrafas, cadeiras. Caíam inocentes, enquanto tentavam fugir, crianças e idosos, derrubando mesas e cadeiras. A porta do café, tamanha era a confusão, encravou por segundos, voltando abrir-se sairam também os gritos de duas crianças que assistiam ao desespero da mãe (proprietária do café) e ao linchamento do pai.
18:35h... mais uns quantos minutos (havia perdido a noção do tempo) - Chegou a GNR, os agressores já tinham dispersado, um militar dirigiu-se a mim e perguntou-me se estava bem - estou, respondi-lhe - mas não estava. Tudo se tinha passado perto de mais para que não estivesse chocado, revoltado, agoniado e com nojo daquelas bestas que se dizem gente...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

crepúsculo

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se não há nada a dizer
nada se diga.
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(o sol escondeu-se
no segundo de um suspiro)

domingo, 7 de dezembro de 2008

snow [7]

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sábado, 6 de dezembro de 2008

snow [6]

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fontes de inspiração

[1385]

a crónica semanal no sítio do costume. as cidades e as terras.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

snow [5]

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[...] quem aceita a ideia de sacrifício já aceitou a ideia do amor. O sacrifício não é apenas uma parte integrante do amor; o sacrifício é a própria definição do amor, porque é a suspensão do egoísmo. [...]
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" [...] ela não recusou o amor por ter recusado o sacrifício; ela fugiu do sacrifício porque foge do amor. Porque admitir a fraqueza é dar parte de fraca, e ela tem a paixão dos fortes. "
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Fiz uma piada à Malucos do Riso. E resultou!

Aconteceu ontem quando entrei para almoçar num restaurante. Foi um daqueles momentos em que dámos uma resposta da qual nos orgulhamos, sem a ter preparado antecipadamente.

Entro no restaurante, algumas pessoas ao balcão, e diz-me assim o dono:

- Está por cá hoje? Não me diga que o pessoal de Braga é contra as greves!

Ao que eu respondo.

- O pessoal de Braga faz greve às aulas mas não faz greve de fome!

E pronto, gargalhada geral. Já posso dizer que fiz comédia num restaurante alentejano. Foi uma piada à Malucos do riso mas pronto...

p.s. - Não fiz aquela cara parva no fim do "sketch". Para não abusar.

os camurcinas segundo um coelho.

http://www.acapela.tv/Winter-1-bb701f3b8f5e7

é ele que diz, vale o que vale.

Toca a ganhar


À hora dos campeões - 19:45h - o S.C. Braga vai tentar a passagem á fase seguinte da Taça Uefa!
Na Holanda frente ao Heerenveen só interessa a vitória! Força BRAGA!!!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

o hiperconsumismo segundo s. g.

[1380]
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não deve haver pior pesadelo do que este de jorge de sena. de facto não poder aceder à cultura (apesar de não estar necessariamente ligado à falta de dinheiro) é um mal que não desejo a um inimigo. apesar de admitir que para algumas pessoas, o livro não é mais que um peso (pesado?) e, nessa justa medida, não mais que um castigo.
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eu próprio de tempos a tempos tenho uma relação estranha com os livros. neste momento tenho três casos pendentes (em duas vertentes). por um lado suspendi a leitura dos maias (deve ser uma maldição), suspendi o arquipélago da insónia e carta ao pai de kafka. estes são os momentos em que me questiono se não estarei com os gostos distorcidos, se maquinalmente não estarei a desviar-me de um caminho necessário de brumas silenciosas em que nos podemos perder nas escolhas literárias. agradeço que avisem se porventura acharem que sim.
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[só para completar este raciocínio deixem-me ressalvar que, não totalmente por minha culpa, tenho 3 livros zangados comigo. um porque o sublinhei - e os livros de poesia detestam isso; outro porque o manchei inadvertidamente com os dedos sujos; e outro ainda porque o emprestei sem o ter lido (e não é meu costume)]
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o meu objectivo primordial é essencialmente sentir prazer na leitura. não se espere contudo que quanto mais se ler, mais astutos iremos ficar. ou se, ao lermos muito, teremos capital moral superior a outras pessoas menos dadas a desperdiçar o seu tempo com isto. espero, apenas e só, que respeitem quem gosta da leitura (nos dias de imediatismo que correm podemos correr o risco de depreciar quem se dedica a este hobbie). assim como eu respeito quem não quer ler por opção. e respeito também quem encontra no espelho de uma qualquer fábrica de sonhos (vulgo loja de moda) o seu orgasmo intelectual diário. o que convém é que as pessoas não percam a noção de que estamos em definitivo numa era diferente que, não sendo nova, nem de maneira alguma original, será com certeza uma fase acérrima de viciação no consumismo.
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volto a falar nisto do hiperconsumismo para afirmar que é um problema que me atinge de sobremaneira. ninguém escapa. e por vezes cedo naturalmente. demorei a convencer o meu lado racional que teria de investir. nos grandes dias do desconto da fnac debitei mais uns euros na conta da megastore. eis a lista da perdição,
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a viagem do elefante, josé saramago
nenhum olhar, josé luís peixoto
myra, maria velho da costa
diário de um ano mau, j. m. coetzee
um homem: klaus klump, gonçalo m. tavares
a máquina de joseph walser, gonçalo m. tavares
balada da praia dos cães, josé cardoso pires
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vou só especificar o último caso. o livro do cardoso pires (uma obra que figura nos manuais como obrigatória do autor a par de delfim, custou 3, 87 €. com o desconto de 10% do cartão fnac passou a custar (deixem-me só terminar a conta...) 3, 483 €. some-se mais 10 % de desconto comemorativo do dia fnac, e dá a módica quantia 3, 135 €. fico uns segundos a olhar o número e não me ocorre dizer nada. (este camarada foi bastante irónico com o alvoroço do dia) apesar de tudo não vou revelar quanto gastei num aninho de fnac de braga. seria indecoroso nos tempos de crise que correm.
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é óbvio que também há quem compre para encher uma vistosa biblioteca de sala, e tem esse condão de dar emprego a algumas pessoas. (eu só o faço para ler. demore o tempo que demorar) e há também quem tenha em vista um grande negócio com certos e determinados livros que eu por acaso até tenho. veja-se este caso vendido em leilão por quase 70 euros. o meu custou 18.
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agora não me ocorre como espremer mais esta questiúncula pertinente. reflicto sobre isto para que não me esqueça de ter razões firmes em tudo o que faço. é que comprar faz-nos realmente bem. desde que não nos dispensemos de uma análise prévia da necessidade do que iremos comprar. mas isso é com cada um. não pensem que aqui por aqui se dão conselhos. escrevo só para passar tempo antes de ir jantar.
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" [...] O luxo se desenvolve, porque ele vem compensar a falta de sonho, as pessoas procuram isso. Essa leitura é pessimista, mas não deixa de ser verdadeira. Parte dela é correcta, mas não é tudo. Acho que tem uma parte positiva também, algo de gosto, um gosto hedonista, de saborear e descobrir coisas bonitas. [...] mostra que a libido pode estar em outro lugar que não no sexo. A libido pode estar nas mãos, no nariz, nos ouvidos, no gozo, e eu acho que o luxo é um. [...]"
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gilles lipovetsky

snow [4]

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

a casa da mariquinhas

[1378]

o que mais custa aceitar com o avançar da idade é a perda da qualidade da beleza. é sintomático que a dada altura, principalmente nas mulheres, o adiantar da vida se revele por algo diametralmente oposto ao que se define como parâmetro de beleza. e os espelhos são os maiores culpados. a imagem de alguém que se deprime a olhar para o espelho diariamente, num exercício incompreensível de recuperar os anos perdidos, é-me absolutamente misterioso. não vou escrever o lugar comum de que a moda se arvora como a medida certa, nem irei dizer que os estereótipos vincados pelas mais variadas formas de comunicação e imagem são obstáculos que impedem uma saudável convivência pós-moderna. prefiro procurar entender a perspectiva de quem se deixa diluir pela necessidade consumista, procurando nesse exercício um estímulo emocional.
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(não vou imiscuir-me em assuntos profundos da filosofia pós-moderna, até porque continuo sem ter tido tempo para ler a felicidade paradoxal - ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo de lipovetsky. sendo assim passo ao que me levou a escrever hoje)
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a imagem que guardei deste filme é um pouco essa, a de que o declínio começa na imagem, no poder que ela dá (e tira) a algumas pessoas, na vida de felicidade aparente (paradoxal para lipovetsky). a viciação na imagem, a procura de incentivos visuais, a crença numa sempiterna juventude - qual elixir da juventude - torna-se no óbice maior da felicidade aproximada a que poderemos aspirar.
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o filme que assisti ontem em ante-estreia em braga, mostra essa queda para o fatalismo dos que ascendem a estados de pomposidade especial, e dentro desse mundo de sucessivas expectativas, se deixam cair em desgraça psicológica em determina altura de decadência. o filme amália (com um argumento bem amanhado - co-escrito por este blogger e escritor) é uma boa surpresa que recomendo. não posso deixar de estabelecer certos paralelismo na montagem do enredo com o filme acima citado. há um passado a que não podes fugir (uma infância marcante) e um futuro que pode estar à distância de um desejo. amália foi (é) um ícone para todos, e não será desvendando um passado de incertezas e erros amorosos que ficaríamos com outra imagem. e ela sofreu com o desmascarar do corpo pelo tempo. recomendo vivamente, porque está bem escrito, bem dirigido, com uma ou outra excelente interpretação, e porque é português. não é todos os dias que temos oportunidade de ver um filme nacional com tanta qualidade. a partir de 5ª feira nos cinemas.
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barco negro
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De manhã temendo que me achasses feia (de manhã que medo),
Acordei tremendo deitada na areia (acordei tremendo),
Mas logo os teus olhos disseram que não,
E o Sol penetrou no meu coração [...]
...
estranha forma de vida
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Eu não te acompanho mais:
pára, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais
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snow [3]

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largos dias têm 5 anos

[1376]

1826 dias de dedicação a esta ca(u)sa.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

snow [2]

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snow

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