um blog da cidade de braga. a cidade dos padres, putas e paneleiros e a puta que os pariu.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
rugby, lobos e surpresas
resultados até ao dia de hoje,
Canada 0.50%
USA 0.52%
Namibia 0.83%
Georgia 2.95%
Fiji 0.36%
Tonga 2.20%
Samoa 0.43%
Japan 0.28%
Portugal 91.52%
Romania 0.40%
bem visto, lá por fora. e por cá? será que já votaram?
a carta de despedida
sem papel torna-se difícil. sem palavras ainda mais. sem vontade muito menos.
escolhi o dia certo para escrever o que tem de ser dito. mais dia menos dia tinha de o fazer.
sem a certeza de que posso ir em paz, vou escrevendo o que posso dizer. sem mágoa. deixo tudo o quis ser e não consegui, mesmo que para tal nada tivesse feito. esperei sentado muitas vezes que me invadisse uma vontade franca e uma força destra para me erguer perante o escoar do tempo. ampulheta de vida estúpida que nunca parou. se bem que eu nunca a virei também. esperei que as vontades me sacudissem, e no entanto deixei-me levar pela incolor e calma onda de rio de verão, que nos embala. ensonei demasiados dia e vi passar diante dos olhos, os caminhos que nunca tomaria sem o desiderato interior cimentado. era uma ponte romana. fui um arco perfeito.
(espero que quem ler, entenda que parto de bem com a vida. a culpa foi e será minha. foi delito cometido perante as regras escritas em papiros que deixaram à minha nascença. deixaram-nos em árvores a germinar frutos que eu nunca colhi.)
parto então doente de doença minha. doença que contagiei a mim próprio. vírus poderoso que se entranhou demasiado fundo nos anos passando. e eu deixei. nem antídoto, nem antibiótico. agora nem remédio.
quero dizer aos amigos que os guardo a bem. em gavetas ordenadas pela vossa importante tarefa de me privarem deste tormento por muitos dias. fui bom para vós. lembrem-me de cor. e com recordar solarengo de nuvens pequenas deslizando sobre o nada...
o nada. para onde caminho.
o nada.
p.s.1 suponho que foi encontrada no ano da morte de ricardo reis.
p.s.2 suponho também que o ilustre desconhecido que a escreveu, não deixou escrito motivo aparente para o que aconteceu.
p.s.3 suponho que se a encontrassem em mais mesas de cabeceira não seria surreal.
despeço-te
lembro-me dos joelhos tortos. dos anéis que chamavam atenção a quem seguia em qualquer outro lado da rua.
(mas aquele momento é sempre difícil perceber o que se sente de real e o que se não se sente de imaginário. depois de duas horas, e depois de um velho se ter sentado na paragem do autocarro a falar sozinho, decidi então que o melhor era não fazer nada. absolutamente nada. para a despedida de todos os dias, que vem acontecendo a todas as horas, eu assinei em branco, de olhos fechados.)
lembro-me até de ter estado no alto do edifício e de ter sentido vertigens. aquele era também um estado de alma em queda. só não a vemos cair mas ela vai e vem. por isso sentimos fugir as alturas.
(com dias dispersos no calendário, segui como na cabra-cega, um jogo do esconde-esconde em que todos vemos tudo.)
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
despeço-me
preciso dormir.
enfim dormi. ou não. amanhã quando acordar logo verei.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
cai neve em braga
p.s. segundo o site de onde foi retirada a foto, ainda não sabiam o autor desta magnífica foto.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Parece-me uma boa iniciativa ...
Registos de Interesses dos Deputados da Assembleia da República:
http://www.parlamento.pt/deputados/Deputados_RegistoInteresses.aspx
Agora venham de lá os críticos dizer que é pouco e que devia ser mais, e que não se faz nada, e que é um país de merda, e somos uns atrasados e uns coitadinhos....
LDS
vida, vidinha, se te visse por aí
"[...] Não me faças mais promessas
dessas cheias de ilusão,
Não lhe vendas mais quimeras
ao meu pobre coração,
não lhes digas mais que...não.[...]"
Xaile - Faixa 10
Assim dito parece que ela é cruel, mas na realidade só o é mesmo para alguns...
100ª página
[via avenida central]
«Se tivesse que escrever um livro de moral, as primeiras 99 páginas ficariam em branco e na 100ª PÁGINA escreveria uma só frase: Existe um único dever, o dever de amar»
[Albert Camus]
Via [Avenida Central]
Ao que parece a livraria mais "fresca" e "arejada" da cidade, mudou de local. Podemos ver na página da rede, [AQUI], a suas novidades e actividades e também a sua nova LOCALIZAÇÃO.
Como muita gente gostará deste espaço, fica o esclarecimento ou a novidade para os mais distraídos.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
será-que-existem-novas-estórias-ou-são-sempre-as-mesmas-disfarçadas-noutras-pessoas?
pré publicação da obra " O Vírus da Vida", JP Simões - André Carrilho, Sextante Editora, Lisboa, 2007
pela amostra parece ser interessante o suficiente para pensar em comprar.
via [miniscente]
FRASE DO DIA! CURTA.... MAS OBJECTIVA!
FERNANDO QUÊ?
Fernando, "O Rocha"!
É do melhor que já vi nos últimos tempos...fazem de tudo para vender a alma à televisão.
Via [fontes do ídolo].
domingo, 23 de setembro de 2007
Vamos la apoiar o Braga!!!
Está uma bonita tarde de domingo... Já vesti a camisola do Sp. de Braga (que me foi oferecida pelo Vandinho há duas épocas atrás) e preparo-me para ir apoiar o Enorme neste desafio contra os lampiões...sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Theatro Circo
Foi há 60 Anos
Hoje o Agrupamento 458 do Corpo Nacional de Escutas, de Real, está de parabéns, foi precisamente há 60 anos, no dia 21 de Setembro de 1947 que nasceu este movimento na freguesia.
Ao assinalar 60 anos de existência, quase sempre esplendorosa, é naturalmente forte motivo de grande orgulho e alegria. Em termos humanos, 60 anos, é uma idade provecta. Infelizmente já não acontece a muitas das associações que, tal como o C.N.E de Real, continua pujante e determinado em olhar o futuro; futuro esse que desejo que seja cada vez melhor, pois deve ser essa a vossa grande força e coragem.
Evocar tão bonito aniversário é, em ultima análise, relembrar que só aqui se chegou, porque muitos lutaram e trabalharam para tornarem possível edificar esta salutar associação. São por isso todos os que passaram pelo C.N.E de Real, merecedores de admiração e louvor.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
sem mágoa na ponta dos dedos
deixei de escrever para te começar a ver. sem mágoa na ponta dos dedos.
Taça UEFA: Braga defrontra Hammarby

Passei aqui, apenas para desejar boa sorte a todos os clubes portugueses envolvidos na 1ª eliminatória da Taça UEFA...
Em especial ao Enorme!!! S. C. Braga!!!
amanhã será cedo demais...
volta a casa. e volta sem cartas.
visto daqui...
Fernando Pessoa
via [a mesa da ciência]
mais e melhor que isto só nos imalaias, é mais alto.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Epitáfio
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer [...]
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se por
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor [...]"
Titãs
se eu fosse forte, faria forte a força que necessito.
mas ainda assim sobeja-me a que te falta...
burlados
TOMÁS KUBÍNEK

via [theatro circo]
vejam [AQUI] um vídeo maravilhoso do artista...
p.s. para os invejosos sexta-feira dedico um post a descrever o que vi.
Lhasa *
"[...]Sherab tinha 15 anos, era monja e vivia no Tibete. Em 1992, foi presa por criticar o regime chinês. Na cadeia, algum tempo depois, foi castigada. Motivo: cantou música "subversiva" com as suas companheiras de cela. Segundo os relatos agora divulgados pela revista, a rapariga de 15 anos foi espancada com bastões eléctricos e com tubos de plástico cheios de areia. Ficou irreconhecível, com lesões nas costas, com os rins e os pulmões destruídos. Perdeu a memória e passou dois meses quase sem se conseguir alimentar. Resultado: Em Abril de 1995, morreu.[...]"
não há dúvida que o mesmo peso para pedirmos a libertação de Timor, serve para a medida da liberdade do Tibete.
* para este blog continua a ser a capital do tibete.
cinema e + cinema
- f.c.porto - liverpool
- milan - benfica
- declaro-vos marido e ... marido
- o gang do pi
só um deles foi animado...
mais rendições
via [com a luz acesa]
terça-feira, 18 de setembro de 2007
e findou o cheiro a maresia
para todos os camurcinas.
aqui fica a saudade do verão, assim dita sem sermão,
"O verão era a tua hora de grandes libações, lembro-me de no "café" te ver com frequência bebendo uma tarde inteira, enchendo a mesa de vidros que mandavas retirar para não publicares a tua sede."
(Vergílio Ferreira, Aparição, Portugália Editora, Lisboa, 1960, p.260)
via [miniscente]
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Correspondente em Bissau

monday sleepy monday
Há quem peça apenas razões para acreditar
que tempo e eternidade não são sinónimos
e que a noite não adormece apenas cadáveres
há quem sempre acorde na esperança da luz
e nunca desista
que nenhum escultor dispensa
a verdade do cinzel interior.
Ademar
Via [Abnoxio]
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Tudo por Acaso

A parceria - Parte II
[...]"No que concerne à instalação de pisos sintéticos e arranjo de balneários serão contempladas, neste âmbito, as freguesias de Arcos São Paio, Aveleda, Celeirós, Cunha, Fraião, Frossos, Gondizalves, Guisande, Lomar, Maximinos, Merelim São Paio, Navarra, Nogueira, Padim da Graça, Palmeira (Póvoa), Pedralva, Santa Lucrécia, São Lázaro (Camélias II), São Vicente (Bairro da Misericórdia), Tadim, Arentim, Cabreiros, Crespos, Espinho, Este São Mamede, Este São Pedro, Figueiredo, Mire de Tibães, Morreira, Panoias, Parada de Tibães, Semelhe, Sequeira, Parada de Tibães, Vilaça e Vimieiro."[...]
Longe da discussão que se gerou em torno disto, apenas pergunto onde está a freguesia de REAL?
Será que as obras necessárias nos balneários do Realense F.C., que serve dezenas de miúdos, teimam em ficar esquecidas?
Ou será que um caldeira e umas pinturas afectariam o orçamento de 70 milhões?
isto é que afecta a gente da minha terra. por isso, sem politica abram os olhos e toca a encher a caixa de e-mail da junta de freguesia de real. [AQUI]
p.s. se não conseguirem enviar nenhuma reclamação ou e-mail, não se inquietem muito. é mesmo porque nada daquilo funciona.
fragmento
Via [Fontes do Ídolo]
sempre pertinente e cada vez mais actual. poeira que nos cega. lama que tentam esconder. enfim, tédio que brilha.
p.s. perdoem-me o meu comentário.
viagem ao longínquo
(nem sei mais onde guardei essas memórias. quero pensar nisso e não sei onde estão os meus velhos amigos. nem sei o que dizíamos para nos rirmos daquela maneira despreocupada. ou então sei. éramos inocentes num mundo inocente. e hoje somos crentes num mundo descrente.)
(se um dia voltar a sentar alinhado, num passeio qualquer e vocês voltarem, nem que seja uma sombra de vós, então estarei pronto para voltar ao meu baú. das memórias. que um dia foram folhas caídas da ramada.)
malditas memórias, que com asas de cera, te deixas apagar pelo sol do tempo.
luz no início do túnel
onde já não houver mais caminhos, e onde as estradas terminarem, eu estarei lá para te mostrar que isso não é o fim. é só uma paragem reflexiva.
sem saber isso nunca te teria visto, claramente vista.
renascimento grego
(sem monções, nem ventos. sem correntes de marés, nem tempestades. assim chegou o dia.)
hoje é dia da graça de nosso senhor el-rei d. prometido,
14 de agosto do ano de MMVII
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
viagem ao início
- queres ir até perto da albufeira?
- sim podemos, desde que não caminhemos muito depressa.
- pois será bom que andemos ligeiros. está a caír a noite.
- sim sigamos pelo trilho, então que os caminhos são melhores.
(desde tempos imemoriais que descem e sobem por estas colinas as pessoas desta terra. já são poucos. os que resistem vivem muitas vezes sem sentido. sem condições. mas para esses era já tarde para mudar. mudaram mais rápido os caminhos.)
- estas estradas devem ter muitas histórias pra contar...
- sim. este caminho é o mais natural de ligação à europa. não é à toa que napoleão o escolheu para invadir portugal.
- pois. napoleão à parte, isto é mesmo bonito. quem perdeu a guerra ficou satisfeito. pelo menos com a paisagem...
(sabes desde que criaram o tempo que estas viagens são elixires. fazes de fio e pavio para acenderes a chama. fechas as portas, que encostadas fazem soprar correntes arrojadas de fantasmas. nem os vês, nem os sentes. mas sabes que os fazes desaparecer.)
à noite as estrelas ouvem os sons delirantes do rádio,
[...]have you come here to play jesus, to the lepers in your head[...]
U2
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Dalai Lama visita Portugal
Dalai Lama, o líder político e espiritual do Tibete, Prémio Nobel da Paz em 1989, chegou hoje a Portugal para uma visita de cinco dias ao país.rendição incondicional...
Por Abbie
via [com a luz acesa]
encontramos em [escrita causual]
discursos d'antigamente
[...]
Quem ama verdadeiramente não escreve cartas que parecem requerimentos de advogado. O amor não estuda tanto as cousas, nem trata os outros como réus que é preciso "entalar".
[...]
E adeus até amanhã, meu anjo.
Um quarteirão de milhares de beijos do teu, sempre teu
Fernando. "
fernando pessoa, cartas a ophélia
Mais um negócio "Obscuro"???
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Bolinhas
Já cheguei das vacaciones...

que farei com este mapa
(nunca pensei que os mapas nos indicassem caminhos difíceis. tortuosos. nunca mais peguei nele. nunca me levou a lado nenhum. pelo menos que eu percebesse. desisti de o entender. de o decifrar.)
(nunca pensei que ele me falasse. um dia acordei com o sonho perturbado e então decidi que nunca mais queria ouvir falar em mapas de ruas, mapas de corações,mapas de almas, mapas de perdições, mapas de caminhos, mapas de desilusões, mapas de amores perfeitos, nem de mapas de estradas.)
(não quero saber de estradas que não levam a lado nenhum.
só nunca saberei, se no final desses trilhos, haverá mais indicações.)
sei que o tenho no bolso para o dia incerto.
"leva-as o vento meras palavras,
guarda no peito, a ingenuidade..."
ana moura
que farei com esta ansiedade
que desleixo de alma mais simplório nunca se viu,
nem rejeição mais triste alguém sentiu.
que força oculta mais poderosa,
que fraqueza me atinge dessa altivez,
que malvadez mais cruel e ociosa.
que fraco paladar degustas ainda,
que sal mais fino não pode entrar,
que o mel espesso sentes apoderar.
ansiedade devotas ao silêncio,
que nas entranhas do prazer te faz sonhar,
ansiedade que nunca fez mal,
andar de mãos dadas com o desejar...
p.s. só em silêncio sinto-te.
cloud under feet
momento reflexão,
Those who feel the breath of sadness
Sit down next to me
Those who find they`re touched by madness
Sit down next to me
Those who find themselves ridiculous
Sit down next to me
in love, in fear, in hate, in tears
Sit down next to me
James
espasmos
Santo Ovídio
p.s. nem o guilherme leite, nem o antónio sala se lembrariam de tamanha façanha...
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
lobos e heróis
se os artista da bola redonda cantassem o hino assim, ainda eramos capazes de já estar apurados para o europeu de futebol...
obrigado por nos mostrarem como se sente o hino...
(re)citações
(Antoine de Saint-Exupéry, in "Cidadela")
via [Fontes do Ídolo]
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
encontro marcado no meu coração
na aldeia de Mermes, vivia uma princesa enamorada de um rapaz. embora proibida pelas leis, o rei nunca viu com maus olhos a ideia, o rapaz era respeitado na aldeia, e tinha boa reputação. então um dia a princesa pediu autorização a seu pai para poder convidar o rapaz a visitá-la no castelo.
passaram-se semanas em que eram vigiados de perto por amas e aias até que um dia ficaram sozinhos no jardim...
- nunca beijei ninguém...
- pois...ainda bem que me escolhes-te para ser o teu primeiro beijo.
- queria que fosse um beijo especial...
- e será. o nosso beijo, seja ele como for será especial...
- então diz-me, quantos tipos de beijos existem no mundo?
- muitos...vou preparar uma lista, para que possas escolher de qual deles gostarás mais. escolhido o teu desejo será uma ordem.
assim foi. enviou-lhe uma longa lista de beijos. beijos húmidos, secos e molhados. beijos tranquilos, calmos e ardentes. beijos de fúria, amor e pacíficos. beijos tristes, alegres e desmesurados. beijos cansados, arfantes e até asmáticos. beijos carinhosos, doces e apetitosos.
tantos que a princesa passou toda a noite a imaginar como seria o seu primeiro beijo.
então no dia seguinte, e quando o príncipe lhe perguntou qual tinha sido a sua decisão a resposta saiu sem hesitação.
- o beijo que mais desejo é o teu. sem adjectivos. confio em ti.
(um beijo, sempre que sentido, é como um tesouro escondido no coração. só quem o quiser sentir a partir daí, jamais quererá outro.
quer queiramos quer não, só assim se pode adjectivar o beijo.)
no princípio há sempre o verbo
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen
freddo, ma non troppo
por isso é que, se começa a passar em comerciais e RFM's, não presta...
mais um hit a ver se vêm aqui alguma semelhança com as corrs...
p.s. (eu só vi o facto de serem mulheres :)
p.s.2 sempre sonhei escrever esta frase (freddo, ma non troppo - frio mas não muito), por isso o xaile vem mesmo a calhar.
xaile
Grande som, as Corrs portuguesas...
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
duo centésimo post
para comemorar esta marca, decidi publicar mais um poema da senhora. Sophia.
dedicado especialmente a alguém especial...
espero que as marcas se vão sucedendo e que este Blog continue a ser um espaço magnífico de liberdade de expressão.
poema sem título
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen
espasmo deliroso (deve ser febre aftosa)
espasmos
... bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o reino dos céus ...
(pelo menos estes coitados não vão arder no calor do inferno, seria demasiado o castigo, já lhes chega serem pobres de espírito)
(re)citações
Osho
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
(re)citações
Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
"Dia do Mar"
Petição pelo Eléctrico
Via Avenida Central, deixo-vos o link para quem quiser aderir a esta petição, para que volte a Braga o eléctrico.
http://www.petitiononline.com/braga/petition.html
Eu já assinei.
Para que seja um sucesso, deixamos o nosso contributo.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
like a bridge over troubled waters
mas os meus princípios não, esses nunca.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
sem título
(re)citações
a tua pele nua não pode ser igual á minha memória.
ontem à noite, imaginei que segurei os teus dedos
[...]
existe sempre ontem na memória que me enche de
sonhos, os teus dedos tocam-me dentro dos sonhos
nos teus lábios, imagino beijos. perdi-me no mundo.
no mundo, há jardins e palácios onde nunca entrarás.
és demasiado bela para o mundo. não te conheço.
[...]
ontem, esqueci todas as respostas: os teus dedos,
a tua pele a tua memória. os teus cabelos, os teus lábios
e os sonhos. ontem deixei de saber o que é um olhar."
José Luís Peixoto in A casa, a escuridão
p.s. ele chama-lhe a escrava, eu chamar-lhe-ia a escravidão. a tua e a minha.
Grande Jorge?
Queres falar? (9)
andava só pela rua e via só o que estava parado. tudo o que mexesse em minha volta eu ignorava. nem ouvia as palavras que me dirigiam. sentia estar lá. para lá de tudo o que eu senti existir. era só um tempo em nenhum espaço. era eu sem sentido. era eu porque alguém mo dizia. olha ele, lá vai ele. mas eu não sentia o que era. deixei-me adormecer junto do plátano. e de repente pensei estar no jardim botânico. coimbra, a cidade protegida pelos deuses mais iluminados. sagradas as lajes que pisava e que me estremeciam perante tamanha grandeza. e de novo nos jardins alguém me acordou. mas eu voltei outra vez para o lado de lá. já nem sei como voltei a casa. e não esta não é a minha casa. a minha casa és tu.
(só mergulhando nessa infinita profundidade do teu olhar, eu sinto tocar a realidade. se hoje não te vejo, então estou lá. para lá.)
p.s. digo-te que, se ouvires as três pancadas na porta, então serei eu. mesmo que isso nada signifique, sou eu.
(re)citações
Albert Camus, in "O Homem Revoltado"
estados de ansiedade
Se não estou, quero estar só,
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.
Ser feliz é ser aquele.
E aquele não é feliz,
Porque pensa dentro dele
E não dentro do que eu quis.
A gente faz o que quer
Daquilo que não é nada,
Mas falha se o não fizer,
Fica perdido na estrada.
Fernando Pessoa
i'm back in town
i've been on vacation
i've been travelling light to reach my final destination
now i'm coming home
[....]
i could be your friend
i could be your stranger
i could be the one your mother said would be a danger
now it's up to you.»
jay-jay johanson
via [escrita casual]
domingo, 2 de setembro de 2007
(re)citações
paredes de casa, eu rasgo as páginas onde te escrevo,
porque sei que tudo será desnecessário, tudo será
frágil, quando imagino o sol que não sei se poderei ver,
esqueço as paredes e,
com tanta força,
quero que sejas feliz.
José Luís Peixoto in A casa, a escuridão.
foi contigo que aprendi a gostar da poesia.
deixo-te esta.
Vou a banhos...
Meus amigos vou nos próximos dias para a zona mais meridional de Portugal Continental: o Algarve (em português de portugal), por isso no entretanto aquilo que vou "postar" é um "solzinho" e umas "bifas"... I hope....Bye...Bye...
sábado, 1 de setembro de 2007
as minhas palavras últimas
Alma viúva das paixões da vida,
Tu que, na estrada da existência em fora,
Cantaste e riste, e na existência agora
Triste soluças a ilusão peerdida;
Oh! Tu, que na grinalda emurchecida
De teu passado de felicidade
Foste juntar os goivos da Saudade
Às flores da Esperança enlanguescida;
Se nada te aniquila o desalento
Que te invade, e o pesar negro e profundo,
Esconde à Natureza o sofrimento,
E fica no teu ermo entristecida,
Alma arrancada do prazer do mundo,
Alma viúva das paixões da vida.
Augusto dos Anjos
da alma miserável e dos profundos mistérios, saíram as certezas mais tristes da história da literatura. depois disso então, serviram-se, pelos momentos mais díspares, as certezas que nunca se podem ter sem as viver. e se convencem as almas distraídas que tudo o que de mau pode acontecer, acontecerá.





