lipovetsky, que continua na minha lista de escritores a vasculhar, fala da pós-modernidade com a calma e a seriedade que só um europeu podia ter, ou só mesmo sendo francês. isto às vezes parece-me pouco defensor das nossas qualidades, mas é verdade. numa entrevista recente a uma revista do JN, ele expressa, com tamanha facilidade, a sua visão sobre o apego que temos à vida nos aspectos superficiais e materiais, ou da inevitabilidade do nosso fim, que nos faz querer a todos tornar um bocado ascetas. rapidamente.
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de certa forma há em nós a certeza de que isto é verdade,
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"Em Nova Iorque, da mesma forma que acontece em outras grandes metrópoles do mundo, o hedonismo (quando existe) é uma prática forçada.Lipovetsky tem razão. Curvemo-nos assim perante a hiper-modernidade."
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quem nunca pensou que fazemos tantas coisas que não nos dão o prazer objectivo, nem nos preenchem pessoalmente, só porque se tornaram prática corrente e aceite pela sociedade que as temos de fazer?
A mensagem de lipovetsky está bastante clara no seu livro A Era do Vazio. Tive que fazer um ensaio sobre o mesmo numa das cadeiras que tive de Cultura Portuguesa e lembr-me de ter adorado a leitura e a realização do trabalho. Os temas são abordados com uma espécie de frieza que combina com o que ele tenta mesmo defender: a frieza, supreficialidade da vida, o consumismo, o laissez faire, a depressão quando se "visita" as catacumbas de nós mesmos e nos reconhecemos nesta imagem que estamos a construir.
ResponderEliminarExcelente!
Cara amiga,
ResponderEliminarNão li nenhum livro dele. (refiro isso no post) mas da entrevista que li percebo que tudo que o diz no comentário é muito claro.
O livro que regsitei na minha lista (futuras aquisições) é "A felicidade paradoxal - Ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo."
Excelente vai ser ainda mais quando eu o ler
:)
já escrevi um post sobre a depressão e a pergunta era essa mesmo, "o que é a depressão?".
Acho que é nesta sociedade de expectativas elevadas ao ridículo do consumo, que se constroem os desejos que nunca se realizam e nos tombam perante a fatalidade da suposta falta de algo que nunca nos fez falta.
hipermodernidade como ele lhe prefere chamar...
ResponderEliminarA Su também já me tinha falado deste autor, que nunca li.
ResponderEliminarAgora ainda fiquei mais curiosa...
A falta de algo ou o conhecimento de algo que destrói a superficialidade adormecida do que se vivia outrora...
ResponderEliminarDeriva de muitos factores. Eu só poderia falar de um. Se o quisesse.