
É triste a forma ríspida e ditatorial com que Scolari ofende todos aqueles que se recusam a alinhar numa atitude acrítica e de bajulação ás suas idiossincrasias.
O facto de ter atingido a qualificação para o Europeu não o isenta de um julgamento por parte dos demais portugueses (que de uma forma geral até lhe pagam o ordenado e respectivo meio de subsistência).
Portugal deve muito a Scolari, é um facto, da mesma forma que deve a todos os jogadores que com ele alcançaram resultados desportivos que a todos nos encheram de orgulho, no entanto, quando as coisas não correm bem, Scolari assume uma posição de intransigência (por não admitir obtusamente algumas escolhas dúbias, ex: Ricardo na baliza?) agressividade (sob a forma de murros, literalmente nos opositores e insultos sortidos para com os jornalistas, comentadores, etc.)
Sr. Scolari devemos-lhe tanto respeito como a qualquer outro homem comum, por ser seleccionador nacional não se torna especial, ou isento de escrutínio. A selecção alcançou os seus objectivos, mas os fins não justificam os meios (imaginemos que ontem a Finlândia tinha ganho por um penalti inexistente, o que pensaríamos disso?) não basta ganhar, não basta o pontinho, temos que ser mais exigentes, deixemos de ser miserabilistas e complexados com laivos de inferioridade, tornemo-nos exigentes, porque a selecção não começou com Scolari nem vai terminar com Scolari .
Só a titulo de exemplo, na nossa vizinha Espanha o treinador campeão, sublinho campeão, foi despedido por não apresentar um futebol digno dos pergaminhos de excelência do clube em causa. Pensemos sobre isto.
P.S. Sou o fã número um de Scolari, mas estou acordado.
