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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

trânsito e hipers

[1800]

antes que me esqueça,
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bom natal e feliz ano novo
(até breve)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

incenso, mirra e ouro [5]

[1423]

polvo cozido com molho verde. bem regado com azeite e vinagre.
uma posta de bacalhau com grelos, regado com azeite fervido e cebola com alho.
eugénio de almeida, tinto. licor beirão. e pão de ló com queijo.
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desejo a todos uma ceia tão boa como a minha.
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(telemóvel sempre à mão para retribuir as mensagens)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

ouro [4]

[1422]

ao meu avô, que há muitos anos abria a porta de sua casa e me marcou com um natal rústico; à minha avó que me soube mostrar o verdadeiro sabor do natal, incluindo o sabor a borralho nas batatas, e dos pinhões acabados de sair da pinha; ao meu avô (sapateiro) que nunca soube que cortei um dedo por esses dias, mesmo depois de me avisar que me batia se me cortasse;
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a eles, onde quer que estejam, desejo um feliz natal.

mirra [4]

[1421]

a todos os visitantes, seguidores e bloggers (em especial aos que nos visitam religiosamente e que não vou referenciar, porque eles sabem quem são) e a todos os que comentaram, e perderam tempo no nosso cantinho.
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aos meus colegas de blog,
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um feliz natal para todos.

incenso [4]

[1420]

actualizando os desejos de bom natal, não posso deixar de referir outras pessoas que me marcaram de uma maneira ou de outra.
  1. o português com imagem à la che guevara, que no eléctrico de viena nos deu algumas indicações.

  2. a miúda do hostel de ljubljana, que em bom português (estudou no porto 6 meses) se riu dos nossa troca de galhardetes.

  3. a um senhor perdido nos campos onde a heidi andou (suíça), que num inglês macarrónico nos mandou para não sei bem onde (nem sei como saímos de lá)

  4. àquele velho que no hotel de praga entrava num ataque, esperando que esteja bem.

  5. a todos aqueles pedintes que, num ritual estranho, apenas pediam de joelhos e cotovelos no chão (praga)

  6. àquele funcionário do museu de auschwitz que vendo-nos no lado oposto da entrada principal, nos deixou entrar pela porta dos funcionários.

  7. aos aviões e ao carro que se portaram lindamente.

aos que me esqueci desejo também umas boas festas.

domingo, 21 de dezembro de 2008

god damn right its a beautiful day [3]

[1418]

a mulher determinou muitas das mudanças essenciais nos grandes acontecimentos históricos. boas e más, não as queremos avaliar por aqui.
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no caso de camilo castelo branco, que escreveu o amor de perdição (coisa que parece não ter sentido alguma vez na vida, pelo que dizem os analistas) foi muito influenciado pela sua esposa - ela também escritora para quem não sabe - invertendo muito do estilo do escritor. ao que parece quando camilo terminou a obra supra citada, ana plácido terá sido a primeira a ler e, com lágrimas de regozijo por ver o seu empenho recompensado, terá dito que aquele era o melhor do escritor,
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"escreves como se o mundo fosse acabar amanhã"
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eu para completar diria, escrevo porque o meu acabou ontem.

god damn right its a beautiful day [2]

[1417]

analisando à lupa o que me sobra como dádiva,
percebo enfim que doei 3/4 do meu coração.
no hard feelings. no regrets.
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procuro a minha ana plácido para quem,
o quarto que sobrou, é a melhor parte.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

ouro [3]

[1415]

no pico de ljubljana encontramos um casal português (gaia)
em trânsito para a capital da croácia, zagreb. umas simpatias
que me marcaram com uns sorrisos e desejos de boa viagem.
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a eles eu desejo o melhor natal de sempre.

mirra [3]

[1414]

no único país de que não dispunhamos de mapa no gps,
ao perdermo-nos, pela primeira vez no percurso de 3500 km,
pedimos uma orientação a uns jovens locais. e em inglês perfeito
conseguimos chegar rapidamente ao destino.
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a estes sei porque desejo um excelente natal.

incenso [3]

[1413]

na viagem feita de verão encontramos, numa manhã de partida,
uns rapazes que pareciam ter estado a noite toda a beber.
em cracóvia por esta altura estará a nevar, e na quarta será também natal.
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não sei porquê, mas desejo a esses rapazes um bom natal.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

ouro [2]

[1409]

no dia da consoada, emprestando ao frio da noite
uma suspeita alegria, cerrou os olhos com força
procurando imaginar os desejos transformados em realidade.
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deu-se conta que tudo o que faz falta está à nossa volta.

mirra [2]

[1408]

dois corvos e uma andorinha, de preto lacado no corpo
atravessam o nevoeiro desabrido, cumprindo a tarefa
em véspera de natal com uma luz refulgente atada nas garras,
uma revoada nocturna de cantos anunciados.
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não se sabe se por descuido, ou engano (ou se ardeu numa lareira)
mas o presente não foi entregue ao destinatário.

incenso [2]

[1407]

de repente as tuas mãos como um ninho,
um ovo nascido do nada, e de um calor dedicado
pelo teu empenho nasce um coração
clonado pelos meus desejos inocentes.
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é isto um amor anterior.
um amor que já o era antes de o ser.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ouro

[1406]

se porventura alguém me viu ontem em plena madrugada
a transportar uma caixa do carro para casa, descanse. não é contrabando.
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aliás o único produto contrafeito e de fraca qualidade era eu.
mas isso é culpa dos meus pais.
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mirra

[1405]

como sou pouco dado a festividades natalícias
decido não me oferecer nada este ano.
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não sei se mereço a prenda.
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incenso

[1404]

depois da festa de natal da empresa,
um cabaz de oferta.
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agora sim, começa a cheirar a natal.
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Pedido de Natal

Este ano não escrevi ao Pai Natal. Enviei-lhe o pedido em forma de música. Pode ser que assim resulte melhor.

sábado, 13 de dezembro de 2008

no natal o meu presente eu quero que seja

[1397]

matutei no presente que teria(mos) de dar a uma chefia por manifesta simpatia extra num processo rentável. sabendo que ele gostava de whisky, procurei relembrar as poucas vezes que eu bebi esse néctar. assim cheguei a um veredicto, o melhor que eu bebi foi,
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et voilá,
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dimple 15 anos
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(para mim só se fosse com mais de 20)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

[546]
.
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sonhei que era um solteirão de 40 anos, vivia sozinho, com dinheiro suficiente para mandar cantar um cego, e depois do esforço de anos a fio, vivo neste T2 sozinho. a minha véspera de natal é acompanhada de grelos cozidos, e ovos mexidos, batatas fritas de pacote e um eugénio almeida reserva. é natal.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Um conto de Natal

O dia de Natal estava à porta e o Pai Natal não tinha mãos a medir com tanto trabalho. Ainda por cima grande parte das empresas de brinquedos estava atrasada nas suas entregas.

"O Ken saiu para comprar tabaco, em Novembro, e ainda não voltou", "a Barbie, anda em tratamento por causa da anorexia", "o Action Man descobriu que tem um irmão gémeo e anda a negociar com a TVI a cedência dos direitos para uma telenovela" - diziam as empresas ao telefone sempre que um pedido era solicitado.

Por estes e outros motivos, o Natal estava atrasado e o Pai Natal corria o risco de não conseguir fazer todas as entregas atempadamente.

Quem levou na cabeça foram os ajudantes e as renas que aturaram o mau humor do velhote. Que o diga, Rudolfo, a rena macho de nariz vermelho, que ao jantar acabou por ser insultada ao pegar num naco de pão que estava mais próximo do Pai Natal, "Viado do car... pousa o fdp do pão! Já! Esse nariz vermelho não me engana, tu andas é sempre borrachão!"

Num desses dias, ao início da noite, um anjo que andava por ali decidiu tentar animar o Pai Natal levando-lhe um pinheirinho todo enfeitado.
- Pai Natal, Pai Natal, olha o que trouxe para ti... Onde é que queres que a ponha?

Desde esse dia instituiu-se a tradição de colocar um anjinho no topo da árvore de Natal.

Este conto foi adaptado a partir de uma anedota.