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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Como Ricardo III.



Em dia de festejo face ao sofridíssimo apuramento da selecção para o próximo Europeu, não resisto a manifestar, neste espaço priveligiado, algumas críticas pertinentes.

É verdade que existe uma certa tendência, bem portuguesa, para euforias e melancolias excessivas, por isso pretendo ser tão claro e objectivo ( se tal é possível no reino do desporto rei)quanto os meus argumentos permitam.

Com o passar dos anos já assisti entre várias coisas, á gradual reabilitação do espírito e orgulho nacional (para sempre inesquecíveis as bandeiras nas casas de um povo) concomitantemente ao crescente prestígio internacional conseguido com o sangue, suor e lágrimas da geração de ouro portuguesa (culminado com a vénia de reconhecimento á consistência, talento e calculismo imperial de Luís Figo).

Em apenas uma década (anos noventa) passamos da equipa com futebol ingénuo, romântico, desgarrado e sem resultados concretos (é intragável aquela história de sermos uma espécie de Brasil da Europa) a uma verdadeira selecção, que impõe respeito aos adversários (este sim o verdadeiro termómetro face á verdadeira qualidade e valia de qualquer equipa, ao contrário dos falaciosos rankings em que parecem estar sempre as mesmas equipas variando apenas, e pontualmente, a ordem entre si).

A conquista de um espaço de relevo no futebol mundial pela selecção deveu-se a vários factores, 1) a maturidade profissional de vários jogadores, que souberam transportar para a selecção um novo espírito ganhador e uma mentalidade de maior exigência dos seus respectivos clubes internacionais (o olhar de Luís Figo antes de cada jogo era uma verdadeira demonstração do poder da mente sobre a massa bruta, como uma força da natureza domada, apenas á espera do momento certo para devastar tudo que se atravessasse no seu caminho) este factor foi coadjuvado por uma maior e mais reforçada liderança 2) basta fazermos o seguinte exercício, Carlos Queirós, António Oliveira, Humberto Coelho e Scolari, qual a natureza da qualidade que os separa do menos para o mais dotado, a resposta é simples , autoridade!

Ora depois da participação de Portugal em alguns torneios internacionais, a sensação é que agora estamos confortavelmente habituados a ganhar, no entanto, uma erva daninha espreita nos pobres e ilusórios resultados que a selecção conseguiu nesta última qualificação para o europeu, estou-me a referir a Ricardo, o "nosso" guarda-redes!

Ricardo faz-me lembrar o Ricardo III de Shakespeare, um ardiloso pretendente ao trono (a baliza da selecção) do verdadeiro rei (outrora Baía do Porto, hoje Quim do Benfica) com um doentio complexo de inferioridade, cuja fealdade interior (sobre esta não me pronuncio) e exterior, um nariz proeminente, deficiências físicas e aspecto efeminado ( é apenas coincidência que o Ricardo da selecção também tenha um nariz proeminente e voz efeminada, mesmo assim...) apenas confirma a sua sede de vingança mesquinha e vulgaridade.

Ricardo é um mau guarda-redes, todos sabemo-lo desde que Scolari o canonizou subjugando para o exílio (mas nunca para o esquecimento) o rei legitimo da baliza da selecção, o último grande guarda-redes português, Vítor Baía.

Ricardo é um mau guarda-redes porque :

1) não é tranquilo nem transmite confiança (Baía inspirava os outros jogadores pelo seu perfil de líder inato, sem necessidade de gesticular dramaticamente, ou recorrer a outros artifícios teatrais, patéticos e desnecessários como defender bolas sem luvas, ou marcar penáltis sem ser a sua função);

2) é vulgar tecnicamente, chega a ser ridícula a forma como claudica infantilmente entre os postes sem nunca agarrar uma bola (quando Baía se elevava para agarrar uma bola num cruzamento, o desfecho era quase sempre o mesmo, bola nas mãos, segura e firme, ponto final!);

3) já comprometeu a selecção com a sua incompetência e mediocridade (pelo menos quando Baía estava entre os postes, sabíamos que se fosse golo na nossa baliza o nosso adversário teria sido efectivamente melhor, mais rápido ou mais forte);

4) não é articulado nem fluente no discurso, quase sempre balbucia uma choradeira incompreensível e asmática cujo tom de soprano ofende e irrita dolorosamente os ouvidos de quem o ouve (Vítor Baía transmite com natural eloquência, rectidão e masculinidade as suas ideias e opiniões);

5) é mesquinho e sofre de vitimização crónica (homem, aceite que por vezes também erra. Vá lá, não custa nada, até o Baía o admitiu e ele era apenas humano!);

6) teve/tem um péssimo penteado (ainda tenho pesadelos quando penso naquelas patinhas de leão esculpidas no couro cabeludo de Ricardo num célebre jogo contra o Benfica).

Por tudo isto, penso que a selecção pode melhorar muito. Comecem pelo guarda-redes.