segunda-feira, 31 de março de 2008

Coisas...

O nsoso créerbo é uma mqáunina mtiuo etrsnaha…

a poesia nos recantos de braga

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na fnac de braga, comemorou-se o dia mundial da poesia com a presença de jorge reis sá, editor da quasi.
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com pouca gente e ainda por cima com pouca vontade de falar, deve ter sido uma tarefa um bocado penosa, embora ele deva estar habituado a este ipo de eventos. falou de poesia, da edição de poesia, e porque eu também tinha curiosisade, falou de mais assuntos relaccionados com as edições de livros. teve a amabilidade de me oferecer o seu livro,

assim sendo, deixo este post de agradecimento. biologia do homem (***)
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"porque procuro no poema final e definitivo a face de Deus,
todos os versos que escrevi me hão-de condenar ao inferno." pp.59

Porto de Abrigo

Não que tenha bem a certeza da necessidade de por entre os segundos, os minutos, as horas e os dias, chegar a alguma conclusão.
Não que sinta imperiosa vontade de por entre inquietantes pensamentos obter uma explicação para os impulsos de uma incôndita mente - Sinónimo de Vida.
Talvez por temor do que possa vir a deduzir. Talvez porque não queira chegar rapidamente ao epílogo desta discorrida poética viagem.
Vou continuar mergulhado por entre os dias, as horas, os minutos, os segundos até que o coração já não tenha reservas de oxigénio e tenha finalmente encontrado um bom porto de abrigo!

se numa manhã destas

[840]

não raras vezes suponho ser escusada a segunda-feira. e não devo ser o único.

sábado, 29 de março de 2008

caracteres sem som

[839]

Não queiras gostar de mim
Sem que eu te peça
Nem me dês nada que ao fim, eu não mereça
Vê se me deitas depois culpas no rosto
Isto é sincero
Porque não quero dar-te um desgosto

De quem eu gosto nem às paredes confesso
E até aposto que não gosto de ninguém
Podes sorrir, podes mentir, podes chorar também
De quem eu gosto, nem as paredes confesso

Quem sabe se te esqueci ou se te quero
quem sabe até se é por ti
Por quem eu espero
Se eu gosto ou não afinal, isso é comigo
Mesmo que penses que me convences
Isso é comigo

De quem eu gosto, nem às paredes confesso
E até aposto que não gosto de ninguém
Podes sorrir podes mentir podes chorar também
De quem eu gosto, nem as paredes confesso

Podes sorrir podes mentir podes chorar também
De quem eu gosto, nem as paredes confesso

Nem às paredes confesso
Música: Ferrer Trindade, Artur Ribeiro
Letra: Maximiano de Sousa
Intérprete: Amália Rodrigues

sexta-feira, 28 de março de 2008

as 6 canções marcantes da minha vida

[838]

aceito o desafio simpático da su.
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vou correr o risco de me terem como amante de música muito foleira. mas estas são algumas músicas que me marcaram em diferentes momentos da minha vida. e passo a explicar cada uma delas.
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1


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era um tempo em que descobria a música. era com os meus tios, quando eles compravam os novos aparelhos de som, ruidosos que punham a minha avó maluca de tanto barulho. esta não me esqueço. e ainda hoje recordo aquelas manhãs de sábado em que ouvia os sons do aparelho-maravilha.
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2
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esta música acompanhou a primeira paixão da minha vida. incrível como podemos passar uma noite a ouvir esta música e pensar numa mulher. era ainda a primeira paixão impossível. tal como outras músicas, esta em especial, ainda hoje quando a oiço, transporta-me para um estado juvenil e sorridente.
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3


impecável. os festivais da canção. sempre os festivais.
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não digo porquê.
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5
esta música descobri num momento estranho. embora já gostasse do tio cid, só a descobri num momento que fica guardado.
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6
e esta só porque gosto. esta música é um contacto divino. fazer isto é de facto perfeição. quem diz, "it's all so beautiful like a landscape painted in the sky", só pode merecer homenagem...grande música, muito pouco conhecida.



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passo o desafio aos meus colegas de blog. aos meninos do costume do fontes do ídolo, sem excepção, incluindo o dr., ao pedro morgado, à luz acesa, ponto gi, butterfly, amora, ladybird, andré benjamim, ao pedro duarte, ao sérgio gonçalves, à s. e à minha amiga, caminhoparaavida.

quinta-feira, 27 de março de 2008

o destempero

[837]

o dinheiro quando me faltar, não fará falta. porque ou ele é que estará em falta, ou eu. e por isso não fará falta.

o mestre teatro

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no dia mundial do teatro, o mestre vasco santana, o maior da arte em portugal.
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ou esta interpretação, ou esta também serviriam para hoje.

Foi bom estar contigo

Mais um dia, mais uma hora, mais um minuto, mais um segundo que passa sem estar contigo...
Os segundos, os minutos, as horas, os dias não querem passar... vão passando devagar por parecer que falta muito para estar contigo...
Finalmente, foi bom estares à minha frente... para recarregar energias a teu lado...
Os dias, as horas, os minutos, os segundos vão voltar a teimar em custar a passar... Mas não importa, o que me alimenta é saber que em breve voltaremos a estar juntos.

quarta-feira, 26 de março de 2008

a distância não se toca [2]

[834]

aprendi, demasiado tarde, que demasiado cedo se aprendem as grandes lições.

a distância não se toca

[833]

se nos separa esta distância enorme, como posso dar-te um beijo de boa noite?
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ao menos chega os pés p'ra junto dos meus que estão a ficar frios.

cinenimação

[832]

lembro-me de ler esta obra de gabriel garcía márquez. e lembro-me de ter sido uma fase nova no que toca a leituras. passei a ler mais. desde há 5 anos que esta obra, mais os cem anos de solidão, mais o crime do padre amaro e o primo basilio, se tornaram na renovação do gosto pela leitura.


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amor em tempos de cólera (****) trailer
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este filme foi como que um fechar de ciclo. espero que renovando de novo o gosto pela literatura e pelo cinema.

terça-feira, 25 de março de 2008

os fados no minho

[831]

o grupo de fados e serenatas da universidade do minho (visitem a maravilhosa página do nosso designer favorito), organiza um festival no theatro circo com outros grupos de fado do país e com convidados de luxo.
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podem ver o cartaz e a programação no blog dos aficionados do fado. divulguem o gosto pelo fado, divulguem a inicitiva (muito pouco acarinhada pela câmara de braga).

não esqueçam. dia 12 de abril, às 21h30, todos ao theatro circo.

domingo, 23 de março de 2008

que farei com esta história [2]

[830]

se bem me lembro, deixei o primeiro capítulo em suspenso. mas mandei toda a gente para casa.
no segundo episódio contei um pouco da história do protagonista, desde a sua infância. o terceiro segue dentro de momentos. não sei se entre na trama, no enredo que me atormenta, ou se continuo a descrever, desta vez o espaço onde ele trabalha. inclino-me mais para esta segunda hipótese.
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a espera do epílogo.

sábado, 22 de março de 2008

como os dias se passaram de repente

[829]

e porque está toda a gente de férias, e posso falar sozinho à vontade.
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digo-vos que é nas alturas em que não temos o queremos ou precisamos, que damos valor ao que temos ou tivemos.

sexta-feira, 21 de março de 2008

dos dias mundias

[828]

e porque hoje também se comemora o dia mundial da árvore, e não fossemos os eternos amigos da natureza, aqui fica a junção da poesia e da árvore, num poema de ruy belo,
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As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros
Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores
Os pássaros começam onde as árvores acabam
Os pássaros fazem cantar as árvores
Ao chegar aos pássaros as árvores engrossam movimentam-se
deixam o reino vegetal para passar a pertencer ao reino animal
Como pássaros poisam as folhas na terra
quando o outono desce veladamente sobre os campos
Gostaria de dizer que os pássaros emanam das árvores
mas deixo essa forma de dizer ao romancista
é complicada e não se dá bem na poesia
não foi ainda isolada da filosofia
Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros
Quem é que lá os pendura nos ramos?
De quem é a mão a inúmera mão?
Eu passo e muda-se-me o coração

peito [10]

[827]

a noite já não volta
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ofegante de cavar um buraco,
nesta terra dura e seca,
lembrei-me dos sonhos que enterrei.
cavando, olhei em volta
buscando um espaço que já não encontrei,
mesmo debaixo do sol abrasador.
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a noite já não volta
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e cavei, ardendo de calor,
um buraco que pensei chegar,
mesmo na hora de enterrar o peito,
para desaparecer o desassossego.
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mas a noite,
essa noite
já não volta.
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e mesmo escurecendo, buraco aberto
no chão e no peito, a noite
de prateados recortes em pontos,
será testemunha do fim, porque

a noite,
aquela noite
já não volta.
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dia mundial da poesia
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e porque sim, comemoremos então as palavras. da forma que elas menos se entediem. o dia mundial das palavras curtas e sinceras, palavras encavalitadas em espaços carregados de simplicidade. palavras que não quiseram ser prosa. palavras poéticas vindas do peito. palavras.
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poemas especias,
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poemas que não devemos esquecer,

quinta-feira, 20 de março de 2008

Alguém alimente a rapariga

peito [9]

[825]

caio a teus pés, como um resumo de mim
caio sem amparo ao desfecho,
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confessaria o pecado, se pecado fosse amar
mas amar não é pecado.
amar é ter uma pátria
amar é ter um nome
amar é ter uma identidade
é o estado pagador e cobrador.
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caio a teus pés, resumo de um sonho
caio a teus pés, reverto o assombro.
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fechas o teu peito, recortado,
cozinho em linhas que julgas perfeitas.
deixas entrar todo o mar no teu peito
e esqueces que o coração se fez ilha,
isolada e banhada a sal.
deixa antes ser um barco livre
seguir as correntes e as marés
de vaza, em lágrimas de azul-celeste.
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caio a teus pés, resumo de lágrima
caio a teus pés, crepúsculo das horas,
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e só a noite pode descer suavemente com as palavras certas.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Instantes

Junto à Jangada de S. Vicente, GUINÉ-BISSAU - Dezembro de 2006