quarta-feira, 25 de julho de 2007

(...)

(três da tarde e não há vento na praia. nem brisa. há só sede e um mergulho. volto para perto de ti e deito-me na tua barriga. com a cara encostada na tua pele branca. sinto o teu bronzeador nos lábios.)

- pagas-te a conta da água?
- hummm..acho que me esqueci.
- já perdi a vontade de estar aqui...já vamos pagar uma multa.
- esquece isso a multa é de 50 cêntimos...
- não gosto de multas.
- não te chateies. vamos dar um mergulho?
- não. quero ficar aqui a descansar.
- amanhã dizes que tens vontade de dar um mergulho. estás bem onde não estás.
- não comeces. vai buscar um gelado.
- de quê? morango ou limão?

- desliga também o rádio...

"foste a frescura da minha sede, andei contigo na minha mão. pintei a boca de rosa e verde, foste o gelado do meu verão."



- não gostas dos humanos?
- gosto mais do variações.


- a tua pele sabe a bronzeador salgado.

(não corre brisa. nem vento e a tua pele ainda sabe a bronzeador salgado. toquei na tua mão esquerda e senti ainda a frescura da água do mar. é bom o verão.)

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