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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

nunca vi um escritor alegre

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a sério que não. a não ser o manuel. ainda assim A. luzes que preferem a alegria de escrever, à tristeza contagio do mal dos poetas. os escritores, e eu falo por mim, nunca se servem da escrita para a catarse que precisam. depurar os enredos e os lodos em que as suas mentes se envolvem, não está ao seu alcance. ainda assim, há os que preferm o sol, a luz, a alegria, e o sorriso. escrevem com a satisfação de quem complementa o que falta aos outros. destreza na caneta e arrojados laivos de inspiração, em comunhão com o papel.
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eu desconfio da perfeição, mas que ela pode existir, pode. e eu não posso deixar de acreditar.
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há depois uma tiradas deliciosas que me garantem que eu estou no bom caminho. devo continuar por estes lados. a ler o que de melhor aparece na blogosfera.
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contagia a alegria com “dias de bata e saia às pregas” ou outras imaginações ainda mais perniciosas para os saudáveis pensamentos, “sobre um rasto de saliva na curva de um joelho”.
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e eu acredito. tenho de acreditar. apesar de sentir não ter nada a dar a mim próprio.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

luz acesa

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a luz acesa tem destas coisas, faz-nos ver com mais claridade o que na escuridão já de si brilha. eu por muito que queira saber o que realmente penso, sinto que só algumas palavras podem desvendar os mistérios mais simples da vida.

e a luz acesa sabe demasiadas vezes.

"[...] Ele fazia comparações entre as mulheres, e com o melhor de cada uma delas arranjava uma única que não havia meio de encontrar. Mas quase de repente aquelas ruas apinhadas de gente esvaziaram-se como no fim de um espectáculo, e o Antunes perdeu-as a todas. Ficava apenas com a que não encontrava. [...]"

«Nome de Guerra»José de Almada Negreiros

p.s. gosto de leituras despretensiosas. simples e directas com rendilhados suaves e suficientes para nos fazer sorrir de soslaio.