sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

de profundis valsa lenta

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se há coisa que me enerva solenemente é as pessoas escarnecerem sobre assuntos que não deveriam. dizer a alguém que está a ler um livro de merda - balizado pelo seu próprio estado evolutivo na literatura (porque no fundo é disso que se trata quando procuramos mais e melhor na escolha dos livros) - é de uma crueldade sem limites. rir de alguém que lê paulo coelho, só porque os níveis da hermenêutica da escrita do autor não são os mais exigentes, parece-me um acto de frustração de quem já não encontra satisfação no que vai lendo.
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sou obrigado a dizer que no meu caminho de leitura li muito do paulo coelho há uns anos atrás. e gostava muito. serviu como base e trampolim para evoluir de uma forma sustentada nos meus gostos pessoais. a aprendizagem e assimilação de conceitos e critérios de qualidade deve ser gradual, e deve principalmente partir da necessidade do leitor. a necessidade de prazer como leitor.
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isso pode mostrar o crivo labiríntico da nossa personalidade. se negamos o nosso passado, se não sabemos lidar com os nossos erros (e não digo que ler paulo coelho foi um erro), se não aceitamos que tudo faz parte do crescimento e que a experiência de vida - por muito má que ela seja - é absolutamente essencial na construção do presente e do futuro; se com toda esta panóplia de sucessão de factos, não conseguirmos sentir a alegria de crescermos e prendermos nas mãos essa certeza, então o melhor é não ler estas palavras.
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isto foi só um desabafo. porque no fundo estava a tentar distraír-me da vontade indomável de querer comprar este livro, que apesar de antigo e de estar a ser reeditado como obra completa, tem sido revisitado e apreciado por muito boa gente. mas estou em contenção de despesas. mesmo o josé cardoso pires terá de me perdoar, mas a sua última valsa (a do título do post) terá de ficar para outras núpcias.
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Parc des Princes

O Braga consegui ontem o justo apuramento para os oitavos-de-final da Taça Uefa, e confirmou a melhor perfomance europeia de sempre do clube.
Segue-se o Paris Saint Germain. A partir de agora tudo é possível, até porque, quando se sonha não há limites!!!

a realidade

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às vezes penso em escrever como um analista social, armado de palavreado e conceitos, teorias sociológicas (à boa maneira boaventura sousa santos), munido ainda de razão e certezas inabaláveis - doutra forma as opiniões não ecoam - e sinto-me um verdadeiro português, um mestre opinion-maker dominando a maiêutica, encerrando em cada linha escrita a luz que não entra na alegórica caverna de platão.
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gostava de vos dar esse prazer (em mim, já percebi há muito, esse efeito não pega) e que a vossa peregrinação a este espaço pudesse ser recompensada. tenho pena, mas para isso já sabem onde encontrar os jornais diários.
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mas se querem a realidade, aqui vai um opinião.
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a crise financeira e as subsquentes falências das empresas.
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recentemente, e depois de descobrir o blog do manuel jorge marmelo (o autor do livro há dias recomendado por mim - aonde o vento me levar) tive oportunidade de saber que a sua editora estaria em processo de insolvência, por estas palavras dele, e que o autor, sem outra forma de reaver o seu dinheiro, teria de ficar numa lista de credores, esperando que um qualquer processo judicial se resolva. fiquei a pensar que esses senhores lhe deviam pelo menos 2 euros da minha parte e que a desgraça deste país é que anda meio mundo a viver à custa de outro meio.
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no entanto, gostaria de dizer que a falta de eficácia, profissionalismo ou mesmo aselhice pegada de algumas editoras (ou empresas no geral) são também responsáveis pelo arrastar dos problemas financeiros, a par das megalomanias típicas. a saber,
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1 - em pelo menos duas editoras (livro do dia editores e quid novi) pedi informações de preços, livros ou gerais sem que obtivesse qualquer tipo de resposta. não será um bom exemplo da falta de organização?
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2 - na wook (plataforma de distribuição de livros da porto editora) fui obrigado a cancelar dois livros por falta de cumprimento de entrega dos livros.
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3 - na quasi (reparem como ainda ajudo a publicitar o site), depois de uma encomenda entregue a horas (tudo isto é pago com a devida antecedência) a segunda encomenda - que incluía uns descontos - já demorou um mês, com falta de resposta a emails e outras trapalhadas inexplicáveis.
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assim meus amigos, nunca podemos pensar só no que o país pode fazer para nos salvar da crise, mas também reflectir sobre o papel que temos de desempenhar como agentes consumidores, mas principalmente como trabalhadores. só assim poderemos almejar ter a certeza de que o dinheiro chegue para os nossos salários no fim do mês.
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eu tenho opiniões sobre o meu país. só não quero é ficar deprimido. prefiro ver o mundo com olhos de esperança reforçada num futuro melhor.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

zöe [6]

[1553]
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perdi-me de novo nessa longínqua batalha
em que os teus olhos me urdiam um fim
avassalador de tremores de terra, com as mãos
desunidas pelo caminho a encolher na manhã.
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já nem vou de espada em punho. corto os
destinos em fatiados. a palavra proibida desenha-se
para não sangrar o medo antecipado, com ridículos temores
hoje amaciados pelos aromas de um orvalho verde-escuro.
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esta é a força bruta de um coração que se perfuma em ti.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

acédia

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há alturas em que as páginas em branco não me desestabilizam. há dias em que se apodera de mim uma verdadeira apatia. não sei se será resultado do abrandamento da correria. não sei se será resultado de um bem-estar (querer) mais acentuado. não sei se desbravando o princípio desta inocuidade, não chegamos, enfim, a perceber que nunca se teve grande assunto a discutir, muito menos de interesse. temos sempre uma interior vontade de meditar sobre temas que abalem as verdades que dia-a-dia tiramos da prateleira. temos sempre a certeza que alguém sairá melhor de um post do que nós. temos a crença - ridícula - de que nos libertamos de imaginários pesos de consciência, e dessa forma aligeiramos a perda de tempo que é pensar em demasia nos problemas. a acédia pode ser uma vertente purificadora da vontade, de regeneração de certezas, de acertos biológicos com um mundo desregulado.
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e no fim deste post seguiremos com mais uma dúvida, a razão de ser de mais um texto típico da preguiça meditativa.
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sábado, 21 de fevereiro de 2009

zöe [5]

[1551]

há qualquer coisa no quadro de velázquez, no seu jogo de sombras - ou de luz? o que sobressai, a causa ou o efeito? - que me deixa intrigado. há um jogo de espelhos, há um reflexo de uma imagem num espelho de fundo, quase fotográfico de tanta precisão, que nos lembra a vida como tantas vezes a apreciamos, um palco. há o real e o observado.
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não sei se a luz intensa do corredor principal do museu me tolheu a versatilidade da observação, mas o certo é que há algum tempo que estou parado perante esta obra prima de velázquez. estarei porventura a procurar-te no espelho, como se de alguma forma, e através dos meus olhos, o meu interior se pudesse reflectir neste espaço e tu te anunciasses presente a qualquer hora.
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fontes de inspiração

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esta semana, publico a partir de madrid. a crónica no local do costume, com laivos de inspiração roubados num artigo genial, frontal e corrosivo de mário crespo. a minha visão näif se quiserem.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

zöe [4]

[1549]

museu do prado, estação de atocha
praça de espanha e praça cibeles,
em todos os cantos de madrid se
projectam os teus cabelos perfumados.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

zöe [3]

[1548]
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zöe
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até hoje desconheço a origem da palavra. fiquei intrigado por a ver utilizada da forma recorrente num blog que já referi aqui algumas vezes [escrita casual] - devem acompanhá-lo porque a par do eclectismo temático do blog, é escrito com muito cuidado, e inclui avaliações muito boas sobre cinema e música - e eu aproveitei para usurpar o nome nesta fase, com a esperança de que ele nos explique um dia a sua origem.
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como dizia, a zöe referida por ele nos seus textos, pareceu tomar forma mítica, quase endeusada, como que se transformasse numa entidade da mitologia grega. saída de uma composição entre mulher física e mulher platónica, passou a ser um ideal de equilíbrio perfeito, a conta-peso-medida criada por decreto entre humanos e deuses.
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zöe
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a própria sonoridade do nome soletrado pausadamente cria uma espécie de espectro que deve assustar uma comum mortal. nada de mais errado. a existência de aproximações à perfeição, prova que há um pequeno passo entre o que se é, e o que nos podemos tornar. o peso metafísico da imagem imprimem-lhes a vantagem de se poderem elevar ao estado contemplativo se procurarem desmaquilhar a superfície puída, o estrado gasto e moído da vaidade, e procurarem uma análise à contra-luz do essencial dos sentimentos.
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nunca sabemos bem quando começa a segunda parte da nossa vida, é sempre um incógnita avaliar a passagem dessa fronteira, mas neste momento experimento uma espécie de segunda oportunidade - não bastando acreditar que já vivi um turbilhão de sensações irrepetíveis - e sinto estar perante um desafio maior, uma aventura e um destino que a minha curta visão futurista não alcança.
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zöe

zöe [2]

[1547]

estava farto das metáforas
até nos ver de novo em dois cisnes
abraçados no meio de um lago.
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Acabei de ver...

Uma praça alentejana. Muitos putos. Um desfile de carnaval. Zorros, cowboys, fadas, príncipes, princesas, campinos e... uma cenoura! Quem é que se veste de cenoura, ou melhor, que pais vestem os filhos de cenoura?!!!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

zöe

[1545]

queria dizer amor. mas as palavras
vão-se eclipsando antes de sonorizarem
esta vontade.
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palavras prensadas nos lábios
entre línguas seguras por paliçadas
em que se vão erigir as praias do teu verão.
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queria dizer amor. mas já não há
cor cinzenta que arranque esta
maldade do meu peito.
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palavras que se entranham nos dedos
ao reterem a força dessa verdade.
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mas é amor que queria dizer-te.

20:45


As portas do Axa voltam-se a abrir para mais um jogo de gala europeia. Desta feita, os "Guerreiros" jogam frente ao conjunto belga do Std de Liége.
Vamos lá ganhar este desafio!!!

Liga dos últimos

Estou a ver. Sem dúvida, um dos melhores programas da televisão em Portugal. É genuíno, verdadeiro, um magazine semanal da verdadeira cultura popular portuguesa. Ainda agora, neste preciso momento, um homem diz "truços". Isto é do melhor!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Curtas #3

A Simara, hoje astróloga, já foi cantora e também teve uma banda. Uma banda gástrica.

Post onde, num determinado momento, se diz "espectáculo de variedades" e nunca se diz "freepór"

Nunca fui um grande adepto do carnaval, muito menos da “parolice” de importar do Brasil certas tradições que em nada enriquecem a nossa cultura. Não, não tenho nada contra os brasileiros ou o carnaval brasileiro mas acho que temos as nossas próprias tradições de carnaval e eles têm as deles. Depois, cada povo preserva as suas. É que me faz alguma confusão, chega a ser ilógico, andar semi-nu em Fevereiro ou percorrer as ruas de Vila de Coiso a dançar “um sambinha bem legal e maneirinho”. Já andei semi-nu no Inverno, da parte da cintura para baixo em plena Rua do Souto, mas isso era uma aposta, estávamos ligeiramente alcoolizados, eram quatro da manhã e… lembro-me que outro camurcina também participou com um número à base de flexões.

Em miúdo, o meu traje favorito era o de cowboy. Na realidade, confesso, mesmo fora do carnaval cheguei a vestir-me de cowboy. Graças a Deus, o Brokeback Mountain apareceu muito mais tarde. Eu sei, eu sei, já existiam os Village People mas eu pensava que eram pessoas que se dedicavam à lavoura. O facto de, lá no meio, haver um cowboy era interpretado por mim como, o gajo que tratava da parte das vacas. Só muito mais tarde me ocorreu que ele podia ser o gajo que tratava da parte do boi. Mas isso foi um filme que eu vi muito mais tarde e que metia gladiadores. Mantive a minha masculinidade a salvo! Hoje deve ser preocupante ter um filho que nos diz:

- Pai, posso ir com o Toni brincar aos cowboys para dentro daquela tenda?

- Não filho. Tu agora não és um cowboy. Tu chamas-te Lucas, és um Jedi e queres facturar a princesa Leia! Também podes brincar ao Indiana Jones. Cowboy é que não!

(e aqui esperamos que o Toni não se ofereça para ser a Leia. Ainda estes dias li num blog a preocupação de um pai com o filho de quatro anos que se quer mascarar de Minie. Ainda se fosse de mini, cooper ou Sagres, tanto faz, era de homem!)

Não sei como vou celebrar este ano mas deixo isso para a última da hora, como sempre, uma hora antes de sair de casa, quando as lojas já estão todas fechadas eu tenho uma ideia brilhante! Infelizmente é tarde demais para a concretizar, não fosse essa a história da minha vida. Um dia destes publico aqui a lista das minhas invenções, ideias geniais, que descobri posteriormente já terem sido inventadas. Alguém me lê o pensamento. Com certeza!

Ora, acontece que este ano, estou (no preciso momento em que escrevo este texto) com a barba de alguns dias, e portanto, várias hipóteses se me afiguram. Com jeitinho corto tudo e deixo um bigodinho à Charles Bronson que vai ser uma loucura.

Outra hipótese, sem barba ou com barba, é aderir à sofisticação e substituir o velho cowboy, agora gay e em desuso, pelo disfarce do vaqueiro! O problema é que aquilo besunta muito e não sei se será menos gay andar por aí com o pacote à vista de todos e com a musculatura a brilhar! Sim musculatura, tenho um músculo abdominal extremamente desenvolvido. No outro dia entrei no autocarro e uma senhora pediu ao neto para me dar o lugar das grávidas.

Bom, o melhor vai ser mesmo improvisar e na pior das hipóteses acabo por me vestir de Manuel Pedro, vocalista dos “Camurcinados”, e dou um espectáculo de variedades no sítio do costume. Aproveito e faço o lançamento do próximo single “Um dia destes vou-lhes dar Kuduro”, desta vez sem coquilha apertada.

A ver vamos.

Curtas #2

Se eu quiser medir uma mesa e não tiver fita métrica será que o São Mamede?

É só fazer zoom....!!!

Trata-se da cerimónia da Tomada de posse de Barak Obama.

Podem fazer o zoom que quizerem, que ficará sempre com altadefinição. Esperem um pouco para focar. Podem ver as faces das pessoas, podem ver a música nas partituras da orquestra e podem ver Clarence Thomas a dormir durante o discurso de Obama.

Usem este link e desfrutem da alta definição!!!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Biblioteca Online

Quero partilhar convosco algo que recebi por mail.
Reproduzo em seguida o texto recebido:

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ATENÇÃO !!! DIVULGUEM ...

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre , mas que está prestes a ser desactivada por falta de acessos.

Imaginem um lugar onde nós podemos gratuitamente:
· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia
· ter acesso às melhores histórias infantis e vídeos da TV ESCOLA e muito mais.

Esse lugar existe! O Ministério da Educação do Brasil disponibiliza tudo isso, basta aceder ao site:

www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desactivar o projecto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno.

Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

Divulguem para o máximo de pessoas!Obrigado!
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Se estiverem interessados cliquem lá no link. Ainda não tive tempo de explorar a fundo o site mas acho que tem mesmo muita coisa que pode interessar a muita gente que por cá passa.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

fontes de inspiração

[1537]

esta semana publiquei duas crónicas, uma atrasada da semana anterior e outra [um poema] desta semana com uma dedicatória especial, no blog do costume.
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não tarda e o blog passa as 50.000 visitas e eu queria aproveitar para agradecer a todos os leitores dedicados e pacientes deste pasquim. apesar de tudo ainda é para vocês que escrevemos, e por quem trocamos visitas em blogs, e por quem estamos atentos às palavras.
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e porque hoje é um dia diferente, porque há uma comemoração, deixo-vos uma passagem escrita por fernando alvim, no jornal metro (13.10.2007),
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" [...] Quando se gosta de alguém — mas a sério, que é disto que falamos — não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há SMS que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque não recebi as flores que pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.

Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de impossibilitar o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém — e estou a escrever para os que gostam — vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante do que nós. "
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