sábado, 15 de novembro de 2008

a cónica da semana

[1344]

os encantos da literatura de viagem. a não perder esta semana a crónica nas fontes de inspiração, do blog dos costume, o fontes do ídolo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Os Contemporâneos

Ontem vi um sketch como não via há muito, não quer dizer que não se tenham feito ultimamente bons sketches, mas o de ontem deixou-me a chorar a rir.

Ainda não o encontrei no youtube para aqui o colocar, deve estar disponível lá mais para domingo ou segunda.

Imaginem uma Feira do Erotismo bem portuguesa. Era a Feira Folcloerótica, uma mistura de Folclore e Erotismo, de morrer a rir. Adorei a parte dos "Dildeiros de Miranda".

Acho que repete no sábado ou domingo à noite. De qualquer forma vou ver se coloco aqui logo que possível. Está de mêdo!

Espontaneidade

Quem andará, afinal, a orquestar manifestações dos alunos contra a Ministra da Educação e os seus Secetrários de estado???
O Secretário de Estado tem a certeza que alguém está por de trás destas manifestações. Só não sabe quem é!!!
Quem fizer chegar informações relevantes a este respeito será recompensado com um Magalhães. Se for professor receberá um BOM na avaliação.

Mini Drunfes

Toda esta agitação com as possíveis greves e manifestações de estudantes, deu para me lembrar dos tempos em que os camurcinas por lá andavam. E, como consequência, lembrei-me destes artistas que vale sempre a pena lembrar e homenagear. Pelos grandes momentos de pagode que nos proporcionaram. Ainda há entre nós quem tenha o cd.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

ponha aqui o seu pezinho [13]

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(re)citações

[1339]

do comum dos mortais
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certas coisas
.
certas coisas que nós suportamos
não nos dizem respeito,
e nós lidamos com elas
devido ao tédio ou ao medo ou ao dinheiro
ou à pouca inteligência;
a nossa vontade e a nossa esperança
cada vez mais pequenas, [...]

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charles bukowski
versões de manuel a. domingos
do blog [o amor é um cão do inferno]

(re)citações

[1338]

dos amantes

o início
.
quando as mulheres deixarem
de levar espelhos
para todos os lados
talvez nessa altura
elas possam falar comigo
sobre
libertação.

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charles bukowski
versões de manuel a. domingos
do blog [o amor é um cão do inferno]

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Bolsa de valores

O dólar cai ou não cai?




ponha aqui o seu pezinho [12]

[1336]

ruas oblíquas, desníveis inquebráveis, pendentes de escoamento rasgadas na rocha, água que tarda em cair do céu, núvens desenhadas a carvão, e azul. muito azul esparramado a pincel, em rasgo de inspiração na planície invertida. não é o pintor que tem arte mas antes a natureza que se excede de vontade.
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(declino o convite do mar. não volto a sofrer da sua fúria)
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percorro a marginal observando as palmeiras. e as cores das flores. os olhos encontaram descanso lírico no jogo visual proporcionado pelo contágio do pólen. acredito na mão suprema, na protecção da intempérie que segura a beleza das plantas. arrisco dizer que me canso de tanta formosa criação. sento-me a reverenciar o extracto de paraíso que se poisou nesta terra. e a sublimar o perfume das flores. relembro a música,
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e canto. porque me recordo dos cheiros retemperantes da loucura temporária, dos olhos parados em suspensão observativa, da contemplação das marés calmas e da espuma do mar que vai esverdiando as rochas dos molhes artificiais.
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(duas crianças brincam em frente ao mar)
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faço o rescaldo dos dias amenos. talvez amanhã o tempo piore e resfrie. acalme. e eu amanhã me deite de novo ao vento da prosa, procurando pescar as palavras soltas do rio que agora começa a chegar à cidade. é sinal de chuva no norte da ilha.
amanhã chega cá.
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e se a chuva assenta o pó, também derrama cheiro a terra molhada. bálsamo bendito a esta terra quis deus dar.

ponha aqui o seu pezinho [11]

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Alterações Climáticas!


Depois de um Verão atípico onde a chuva foi uma constante a imagem fala por si. Estamos no Outono, alguém vende castanhas em frente a uma praia onde há gente a tomar banhos de Sol. O calendário marcava 9 de Novembro.

Ainda sobre o fim de semana

Os bares são como a Filosofia. Difíceis de definir. Afinal o que é que define um bar, qual a sua essência. As respostas serão muitas e divergentes.

No caso deste fico-me pelo campo das aparências contrariando toda a tradição filosófica. Ainda era cedo e não pude entrar, por isso, é difícil fazer outro comentário qualquer sem conhecer o interior da questão, clientes incluídos. Numa próxima oportunidade talvez entre. Para já ficam as fotos exteriores, eu sabia que havia de existir um bar com este nome algures e dedicado a uma temática tão azeiteira como o tuning.


O mural com o Honda Civic constitui uma verdadeira osmose (toma S.G. também sei dizer). O casamento de uma técnica comuna (pintar murais) com um tema capitalista (o culto do automóvel desportivo).

E agora meus senhores, os petiscos, as especialidades...

Se o bar fosse meu a máquina dos finos teria forma de bomba de gasolina. A ver vamos se assim é. Um dia destes quando lá voltar.

Dov`e il trucco


terça-feira, 11 de novembro de 2008

JVCD

Olá amiginhos, já tinham saudades de um bom filme de porrada, daqueles, repletos de patadas rotativas (em câmara lenta é claro!) socos e murros nas trombas, diálogos a transpirar litros de testosterona e imbecilidade (não necessariamente por esta ordem) e muitos tiros e explosões?

Pois é, eu não. Mas para aqueles que tem uma ligeira simpatia pela tragédia e horror humano, não vão ter que esperar muito, porque estão prestes a estrear novas peliculas de dois dos mais proficuos heróis de bilheteira do "cinema macho internacional". Os reis da vingança gratuita, os paladinos das cargas de porrada e ossos partidos.

Depois de mais de uma década de criostase, retraídos à insignificância de filmes chunga nas matines de um qualquer Gold Center, eis que das mandíbulas do monstro cruel e antropófago de Rôlliwoodi (com o sotaque do netinho é sempre mais engraçado!) saem os novos filmes de Van Damme (artista de verdadeiros prodigios capilares) e Mickey Rourke (actor talentoso mas traido por um feitio irascivel e ...extravagantemente excêntrico!) e espantem-se, afinal são bons (pelo menos parecem pelos trailers e pelo Hype em torno das suas prestações) atenção ao que ai vem, porque Hollywood continua a ser a fábrica de sonhos (e de verdadeiros milagres!).

http://br.youtube.com/watch?v=4z_6UfkQ-c0



O filme chama-se, inspiradamente (sem aspas) JVCD e retrata com humor e auto ironia a carreira de um actor de série b (de terceira categoria, formatado e categorizado para repetir sempre o mesmo papel.) mas evitando os lugares comuns e enaltecendo a faceta humana (tragicómica a cena em que a pequena filha de Van Damme explica que sempre que os filmes do seu pai passam na televisão, a mesma, é alvo de chacota por parte dos seus colegas de turma).

Jean Claude afinal não é apenas músculos, assume riscos e sai vitorioso com uma face impoluta como nunca o antes vimos. Temos actor.


Viagens de Fim de Semana

No Sábado MANIF. Foi cansativo mas valeu a pena ter participado na maior manifestação de professores de sempre. A ver vamos como se desenvolve o resto da história.

Mas, não era disto que eu vos queria falar. Quero falar-vos de um paraíso que descobri no Domingo, pelo menos nesta altura do ano é um paraíso. No Verão é capaz de se transformar num inferno de filas intermináveis e praias onde é preciso andar ao murro para estender a toalha longe dos putos que jogam à bola. Fiz a estrada de Setúbal até Sesimbra e fiquei maravilhado. O Parque Natural da Serra da Arrábida merece uma expedição camurcina. Penhascos, muito verde, pequenas praias que aqui e ali vão surgindo lá em baixo entre os penedos, águas azuis, placas com promessas de bar e restaurante junto à areia das mesmas praias, tudo isto num dia em que, apesar de Novembro, deu para andar de t-shirt. Cheirou a Verão.

Entretanto estamos em Sesimbra, depois de resolvida a possibilidade de ficar sem gasóleo no meio da serra, a reserva parece que é grande, a de gasóleo, a natural atravessou-se em menos de uma hora, lá está o mar à nossa frente e em frente ao mar estamos nós e a baía polvilhada de casas. Aqui, no que às habitações diz respeito, há um pouco de tudo, do bom e do mau, do ordenado e do desordenado. Ainda assim senti-me bem naquele caos, cais do Atlântico, onde até havia gente a tomar banhos de sol. Com o pé quase na areia, os cheiros marinhos convidadavam ao almoço. O peixinho grelhado, simplesmente com sal e uma saladinha, meus amigos... qualidade de vida e de vista com o mar ali ao lado.

Passear, tirar fotos, visitar a feira dos produtos regionais onde só comi com os olhos, ainda era cedo para o lanche, foram algumas das actividades até ao fim da tarde lá em cima no castelo, de onde Sesimbra parecia um postal.

No centro de Sesimbra, muita gente nas ruas e a promessa de noites animadas, pelo menos a avaliar pela quantidade de bares, tasquinhas e restaurantes, quase todas exibindo orgulhosamente a placa onde se lê "Cozinha a Carvão". O verdadeiro império dos grelhados em terra de muito peixe deixa antever grandes jantaradas à beira mar, não muito longe de terra de bons vinhos.

Há muito mais para dizer e descrever mas vamos devagar. Vou ver se publico umas fotos nuns posts seguintes, é que fotos do Tunning Bar onde há um mural com um Honda Civic não é todos os dias. Mais logo se net houver.

ponha aqui o seu pezinho [10]

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

(re)definições

[1328]

osmose.
(delírio de uma noite em que me acometi de pecado terno. é a técnica que se revela a cada momento de distorção da realidade. um diluir constante da realidade nos teus olhos. é a certeza da imaginação que se ergue no perfume do cabelo negro. é a dimuição do meu poder de controle sobre todas as coisas invisíveis. que façanha esta de ter de te definir num primeiro olhar, como se as palavras se apoderassem do espaço e te contornassem pela cintura. como se as palavras te retirassem do medo, do escuro e pela cintura te aproximassem do meu desejo.)
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(osmose)
processo através do qual um homem se dilui de perdição no sorriso de uma mulher até atingirem o ponto de equilibrío, onde as massas se fundem num mesmo estado de concentração.
é, no fundo, paixão.

Jornalistas, comentadores e paineleiros...

Podem achar que é mania da perseguição mas... alguém viu o Sporting - Porto na TVI?

Do ponto de vista humoristico, os comentários daquelas bestas podem ter a sua piada. Mas do ponto de vista de quem quer ver apenas um jogo de futebol... são um bocadinho parvos!

Já tinha reparado antes, em jogos da selecção e aqui à uns dois ou três anos aquando de um Sporting - Braga transmitido pela TVI, no qual só não se viam os cachecóis do sporting à volta dos pescoços porque os senhores não costumam aparecer na imagem.

Eu, que nunca morri de amores pelo Porto, na verdade "METE-ME NOJO", quase festejei o golo do Hulk... bom, pelo menos disse baixinho - XUPA! - a pensar na cara dos comentadores.

(re)citações

[1327]

do blog das palavras certeiras, um trecho para não perderem o resto do texto.
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domingo, 9 de novembro de 2008

ponha aqui o seu pezinho [9]

[1326]

fim de tarde ameno no funchal. dali via o sobe e desce do teleférico, uns subindo excitados, outros descendo cansados. todos olhando-me como espécimen autóctone. julgo que somos sempre estrangeiros numa terra estranha. aqui - e por sinal nunca me sinto assim tão rapidamente - esvazio o tédio. consigo desligar os motores do cérebro, lançar âncora na memória, e entrar terra adentro num desconhecido aprazível. sou desta terra desde hora em que aterrei.
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solto bafaradas inócuas (a curto prazo). desdenho as horas como se nada mais importante existisse naquele momento. vou sorrindo descontraído. vejo os turistas admirados por estar de calções, estirado numa cadeira que me vai embalando, e retribuo os sorrisos. a comunhão com as gentes da terra é para estes forasteiros uma experiência necessária, uma contribuição para a sociologia do mundo e das nações, uma espécie de mestiçagem cultural. sorrio mais uma vez, porque eles não sabem que eu sou como eles um estrangeiro.
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sou um bom visitante. fecho os olhos amiúde, ao ritmo que uma ou outra núvem trespassa o céu, retendo a força do sol. enumero as vezes que oiço os gritos de vizinhos, nas estreitas ruas da parte velha da cidade. é a minha vez de aprender com eles, levar comigo traços da língua, expressões forçadas pelo tempo, risos e desgraças apalavradas entre madeirenses. vale que daqui não me vêem.
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bafarada de novo.
corto com o mundo e fecho os olhos e oiço um apito de partido de um navio atracado. é a hora de sair e percorrer as ruas. cilindrar esta ignorância que já aflige. descer com outra roupa e outros olhos. os de ver.

sábado, 8 de novembro de 2008

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

ponha aqui o seu pezinho [7]

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Milan 1 - 0 Braga

Doeu. Principalmente sofrer um golo no último minuto dos descontos. De qualquer forma estou orgulhoso por ser adepto de uma equipa que não temeu San Siro. Apesar da derrota fizeram um grande jogo, com atitude, com tomates e sempre à procura da vitória.

É nisto que também somos grandes. Vamos a San Siro discutir o jogo. Infelizmente em Portugal mais de metade dos clubes da primeira liga, nem em casa procuram discutir jogos contentando-se com o pontinho. É por isso que grande parte dos jogos em Portugal são uma valente bosta. Ainda que algumas equipas queiram jogar, predomina o culto do empate, do desenrasca, do "queima tempo"...enfim.

Obrigado Braga.

(re)citações

[1322]

Esta gente

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco
Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meu canto se renova
E recomeço a busca
Dum país liberto
Duma vida limpa
E de um tempo justo

Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Já que andei pelo youtube...

Este vídeo vem na sequência da animada conversa de Sábado à noite na qual se falava de grandes momentos de televisão. É.

Tributo a John Williams

O vídeo chama-se Star Wars mas contém referência a várias outras obras primas da sétima arte. Em comum todos têm a mágica batuta de John Williams (o grande), autor de verdadeiras pérolas músicais que ajudaram a fazer destes filmes obras memoráveis.

A história de Star Wars sublimemente resumida ao som dos temas principais de Encontros imediatos de 3º grau, Indiana Jones, Super Homem, E.T., Tubarão e Parque Jurassico.

Um trabalho fabuloso de Corey Vidal. Vale a pena ver.

ponha aqui o seu pezinho [6]

[1319]

uma semana inteira de chatices para a anfitriã. eu e o anfitrião na galhofa, repetitivos, chatos, tipo altifalantes humanos.
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só o digo porque passo ainda a semana a cantar o famoso hit de rouxinol faduncho, cães de loiça,
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(uma piada só para aliviar aqui um stress repentino)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Emprego SIM, trabalho NÃO!

Porque ainda hoje é quarta-feira e ainda faltam muitas horas de trabalho até sexta à noite, só me apetece dizer:



Trocadalhos

Se o S. Martinho se celebra a 11 de Novembro, quando é que se celebra Santa Rém?

Todos a uma só voz


ponha aqui o seu pezinho [5]

[1315]

subiram ao ponto mais alto da ilha. mais de 1800 metros de altura e desvio orográfico. no pico do arieiro, em tempos idos, celebravam-se honrarias em benefício da padroeira da terra. os crentes subiam estrada acima até ao topo, só para atirar flores ao vento, levando com elas os maus agoiros. são lendas.
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hoje estes sobem com a vontade de selar um único compromisso. olhos nos olhos, postos cabelos ao vento sereno, sorriram numa tarde de saudação a um dia vindouro. firmaram acordo, doranvante nada mais que um amor terreno, solidificado nas margens dos dias que passarão lentamente, coroado de brilho ofuscador da rotina e monotonia. saberão lidar com todos os contornos sombrios da agrura e do semblante citadino.
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olhos nos olhos, com a pacificação reinante dos silvos rasantes, recitaram a poética frase,
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" deixa-te em mim ser o não nomeado -
[...]
Como a noiva de mel da minha dor
E a papoila ébria dos meus sonhos." *
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funchal, fim de tarde de outono. para eles o outubro aquece. para eles que casam de madrugada. eles que se uniram no pico do arieiro.
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* georg träkl - outono transfigurado, in poemário 2008 - assírio e alvim.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

D. João Peculiar


Após muitos flashes e inúmeras gargalhadas, eis que ainda subsiste, no meio de uma qualquer praça bracarense, uma figura de contornos enigmáticos, com uma face impurturbável e de impunência estóica, como que imune à blague e à jocosidade daqueles que diariamente por ela se cruzam. Mas não se enganem, o seu legado é bem maior do que a devassa (graças a uma opção estética duvidosa que a resvala facilmente para a obscenidade fálica) a que hoje é sujeita por parte dos mais ignorantes.


Foi exactamente isso que aprendi, hoje mesmo, ao folhear as páginas d'A Vida Dramática dos Reis de Portugal (edição Ministério dos Livros, 2008). Assim, apesar de adoentado por mais uma "atípica" gripe da época (sim, na Madeira também se apanham gripes!) foi com grande agrado e comoção que li:


"...após novas juras de fidelidade de Afonso Henriques e o acordo de Zamora, em 1143, pelo que o imperador reconhecea afonso Henriques o titulo de rei (...) è nessa mesma data que Afonso Henriques se faz também vassalo ao papa. D. Afonso Henriques aproveita as boas graças da Igreja, e, por intermédio do arcebispo de Braga, D. João Peculiar, faz com que o papa Inocêncio II aceite a sua vassalagem contra o pagamento de quatro onças de ouro por ano."


Em suma, é pelo contributo diplomático inestimável de D. João Peculiar que D. Afonso Henriques consegue garantir no séc.XII o reconhecimento oficial da independência e autonomia do reino. Assim nasceu Portugal!


(suspende-se a corrente madeirense para uma comunicação ao país)

[1313]
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em resposta a este comentário, e para que ninguém volte cá com ideias mirabolantes, ou até com vontade de perceber mais do que precisa, aqui vai a minha resposta,
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ora bem, finalmente alguém que vem com vontade de agitar umas águas.
por mim pode tirar o equídeo da pluviosidade que a minha opinião dou-a quando e bem me apetecer.
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o comentário, se bem que de uma forma pouco atrevida, tem que se lhe diga. não chama nomes ao pessoal, não insulta, não agride verbalmente, nem põe em causa a nossa seriedade intelectual.
posto isto, e porque não conheço a menina ou menino, digo-lhe que de política percebo o suficiente, leio o suficiente, e informo-me o suficiente, para não fazer depender a minha opinião de uns panfletários anúncios ou de umas campanhas originais.
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a minha barricada é a cidade de braga. ponto final. não há ninguém com superioridade moral para me acusar do que quer que seja, simplesmente não alimento a vida dos espiões ao serviço da guarda pretoriana, que circula na internet à procura dos inimigos do mesquita.
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já servi a comissão nacional de eleições, e por inerência a cidade e o país de borla. já perdi tempo a explicar ideias, e já me empenhei a sério em campanhas. já lutei contra a ignorância ou falta de informação.
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e continuo. para sua informação até hoje tudo o que dei em prol da luta política e social foi de borla.
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assim sendo e, porque me fartei dos meandros podres da promiscuidade política, porque me fartei de uns quantos meninos ricos que circulam nas juventudes partidárias, porque estou farto da falta de discussão democrática, porque me cansei dos caciques, porque me enjoei de homens honestos que faliram com as mãos no poder, porque me cansei de acreditar, hoje calo-me. talvez não seja a solução. mas é a minha opção.
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se todos fizerem tanto (ou de preferência mais) que eu, estará a cidade bem servida de juventude para um futuro próximo.
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(este blog não é político. fala de política quem quer. a única regra aqui é que todos são livres de escreverem o que bem entenderem)

O bilhete já cá mora...


Curiosidades e profissões curiosas!

Andando eu a investigar por essa internet fora, acerca do S. Martinho, o que se celebra no dia 11 de Novembro, a fim de descobrir se este das castanhas seria o mesmo de Dume, tropeço com um texto que diz o seguinte:

"São Martinho de Tours é santo patrono dos alfaiates, dos cavaleiros, dos pedintes, dos restauradores (hoteis, pensões, restaurantes), dos produtores de vinho e dos alcoólicos reformados..."

ALTO, PAROU !!!

Há uma pergunta que se impõe:

Alcoólico é profissão? (é que pelos visto existem professores reformados, cozinheiros reformados, médicos reformados e... alcoólicos reformados que até têm padroeiro e tudo!)

E já agora, o S. Martinho de Dume não é o das castanhas nem o dos alcoólicos. O das castanhas é o S. Martinho de Tours. Curiosamente ambos nasceram na Hungria numa localidade chamada Panónia e ambos foram bispos, um em Tours e outro em Braga.

A título de curiosidade, há quem atribua a S. Martinho de Dume a criação da paróquia de Panóias, alusão clara à sua terra natal a Panónia. Sabe-se também que fundou um mosteiro em Dume, ficou conhecido como o bispo da conversão dos Suevos e bispo de Braga. São-lhe reconhecidos alguns textos importantes da Filosofia Medieval.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

domingo, 2 de novembro de 2008

ponha aqui o seu pezinho [3]

[1309]
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à medida que subimos (em metros medidos por pés) a temperatura desce. o ventos sacodem as asas e os motores seguram a rota definida. o arranque estrépito e os desatinos momentâneos da estratosfera, mostram o longínquo arfar do coração da terra. é o céu normalizado com as afluências de núvens instáveis.
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(não sei se há paralelo com a vida ou com o resto dos dias. certamente que quando subimos na vida não sentimos a vertigem dos graus celsius. nem vemos os estranhos objectos nubulosos que retraem as escolhas.)
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parecemos destituídos de razão. da palavra história resvalamos na tensão de um cadafalso. a rotina acidental reprime o relaxe e a distenção muscular. cerram-se dentes a cada simulação de queda vertiginosa, sentimos no estômago a tortuosa imagem de fogo devastador de outras paragens.
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(a morte, escrita por extenso, é sinalizada ao aviso sonoro que nos obriga a voltar a pôr o cinto de segurança.)
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não escrevo nada no livro de registo. quero preservar apenas o que a memória me quiser oferecer. distraio-me facilmente com a história que vou lendo. as palavras do escritor, registos de viagem curiosamente - embora menos confortável que a minha - dão-me a necessária concentração para enfrentar este novo territótio inóspito. como se um lugar passasse a existir a partir do momento em que o vemos.
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(a ilha da madeira, perdida no mar, fixa nos dentes de monstro quinhentista ancorado ao largo da minha imaginação, passa nestes dias por uma fabulosa turbulência de temperatura. é verão digo eu. e digo bem.)
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à distância, esta manta que me cobre os pés, recolhe os escombros da brusquidão do embate com aquela terra. talvez as peças do puzzle se encaixem um dia.

sábado, 1 de novembro de 2008

a ver se aumentamos as visitas aqui do nosso estimado blog

[1308]

a crónica da semana no fontes do ídolo. a ler as fontes de inspiração.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O Migalhas...


No Inferno ou no Céu há-de haver muita mulher.

De acordo com o Diário Digital, "Elvis é a celebridade morta que mais factura".

Titanic II - O Regresso


O Titanic está de volta. Desta vez o navio foi substituído pelo Ensino Público português que se afunda cada vez mais.

Estão à vista os resultados das medidas "revolucionárias" do Ministério da Educação.

Esperemos que daqui a 20 anos, os alunos actuais não sejam protagonistas do "Apocalipse Now II - Os dias do fim".

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

ponha aqui o seu pezinho [3]

[1304]

não será por aparecer nos jornais do funchal, na primeira vez que saio à noite, nas páginas do jet 7, que vou ficar por cá. até me habituaria rápido a este ambiente maravilhoso, mas não abdico para já da minha terra. paciência para os madeirenses.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

ponha aqui o seu pezinho [2]

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Informar??? Caga nisso, o importante é vender!

Para aqueles que ainda têm dúvidas quanto à qualidade dos "jornaleiros" desportivos em Portugal, aqui vai uma demonstração de incompetência, parcialidade, amadorismo, onde se percebe rapidamente que o que manda é o que vende e não aquilo que interessa informar... o desporto em si, as incidências do jogo.





Houve algum jogo ontem??? E na semana passada só jogaram Porto, Benfica e Sporting nas competições europeias??? Parece que sim... não sei.
E não é que jogou mais alguém! Jogou o BRAGA, que na quinta venceu o Portsmouth (onde só jogam vários jogadores da selecção inglesa e outros tantos que valem milhões) por 3 a 0, e ontem despachou o Estrela da Amadora com 5 golos na bagagem.
Aos jornalistas desportivos deste país:
- Assim que começarem a levar na boca sempre que forem a Braga, a Guimarães, ao Funchal, à puta que os pariu, talvez repensem a sua atitude face áqueles que não fazendo parte da maioria, não deixam de ser portugueses.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ex-combatentes do Arroz do Frango

ponha aqui o seu pezinho

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Festa do Vinho e da Vinha - Borba 2008


Realiza-se em Borba, entre os dias 8 e 16 de Novembro a Festa do Vinho e da Vinha 2008. Anjos, Augusto Canário e Amigos, Francisco Menezes, Frei Hermano da Câmara, Paulo Gonzo, Avô Cantigas, Mafalda Veiga e Deolinda são apenas algumas propostas em cartaz. Gostem ou não, há vinho e especialidades gastronómicas da terra com fartura.


Ouvi falar em 7 euros para o bilhete inteiro. Não andará longe disso.

Apitos Dourados

O Pinto da Costa lá se vai safando mas desconfio que o mesmo não vai acontecer ao Jesualdo Ferreira. Ainda acaba condenado ao abrigo da "Lei Xões".

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

(sem tempo e distraído)

[1297]


vou só ali e já venho. se não voltar, fiquem a saber que gostei muito de vos conhecer.

À atenção do mister Quique Flores.

Da próxima vez que fores jogar com o Herta, tens de arranjar jogadores do calibre do Sérgio Conceição ou do Pedro Barbosa. São jogadores mais habituados às Bolas de Berlim.

Dicionário Informal

Mêdo...
http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=bilas&id=3344

Só alguns se regozijam com isto

Líderes do Grupo

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Arranca hoje a fase de grupos - Uefa

Vamos apoiar o S.C. Braga contra os ingleses do Portsmouth.
Tenho fé que iremos ganhar!

P.S - Boa sorte para o Benfica, também.

O Magalhães

Será que os pais ficam descansados se a filha ficar sozinha em casa com o Magalhães?

Coisas estranhas

Para quem acha que a luta é um desporto nobre, descendente da fabulosa cultura greco-romana, aqui ficam duas fotos recentemente tiradas nas Olimpíadas de Pequim.


Foto1 Bem ao nível do papel dos defesas centrais no nosso futebol distrital.



Foto2 Is there anybody out there?

O nome do autor das fotos não é revelado por desconhecimento meu. As fotos foram encontradas no site "Estranho mas Verdade".

terça-feira, 21 de outubro de 2008

o que é um "pastol"?

[1290]

o meu preferido do festival. vejam o vencedor e as menções honrosas. e não comento mais, não vá a casa vir abaixo como no ano passado.



FILME 03/2008 - Mala entendida from fast forward portugal on Vimeo.

(para quem se distraiu)

[1289]

visão sobre a mais recente obra de mia couto, venenos de deus, remédios do diabo. crónica no blog fontes do ídolo. fontes de inspiração.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

(o meu ego afaga-se com um bom tacho)

[1288]
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cozinhar é uma espécie de culto espiritual. apesar de sabermos as receitas, uns de cor outros com os livros sempre abertos, nunca sabemos se o resultado final será o desejado. e nunca temos a certeza de que aplicamos tudo como manda a lei, essa que passou de gerações em gerações mais pela via da oralidade que pelos livros dos grandes chefes de cozinha.
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mas a espiritualidade está presente em muitos aspectos que algumas pessoas esqueceram, ou pelo menos nunca ouviram falar. um exemplo de que existe um fantasma qualquer a pairar sobre nós enquanto nos aplicamos a fundo nos tachos, era repetidamente contado por uma mulher que já nem me lembro do nome. dizia ela que quando "jogava o benfica" (ouvir deolinda e perceber como se diz isto), não podia fazer bolos. dizia que mesmo seguindo à risca o que estava em inúmeras receitas, algo acabava por não funcionar, fosse o fermento que não fazia crescer o bolo, ou a temperatura deixava o bolo cozido por fora e cru por dentro (um pouco como as mulheres com o avançar da idade).
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escrevo isto porque a minha cabeça não tem um minuto sequer que descanse sem ver em cada movimento um potencial post brilhante. este surgiu-me porque há vários anos que sei que o meu arroz (branco e seco) me sabe infinitamente melhor que todos os que vou comendo por aí. inclusive o da minha mãe. e aqui entra de novo a questão, se eu sempre fiz o arroz da forma que ela me ensinou, porque é que o meu é melhor?
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e isto é o resultado de anos de tarefeiro na cozinha, que o digam os pandegueiros, companheiros de certas noites de luar, que nunca se queixaram dos meus petiscos. que me lembre nunca nada nos correu mal. os fantasmas deviam andar distraídos.

Ob-La-Di, Ob-La-Da [3]

[1287]

olho tantas vezes os ponteiros do relógio e finjo conseguir parar o tempo. em certos dias consigo que o tempo passe mais devagar, noutros só consigo pensar que eles circulam ao ritmo dos meus olhos. já tenho as lições mais importantes gravadas em textos que por vezes não consigo interpretar. ou não quero. a dificuldade está em entender a que a imortalidade vive um dia de cada vez.
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lobo antunes, visão

A Lâmpada de Aladino

Luis Sepúlveda em Braga na livraria Centésima Página para apresentar o seu novo livro "A Lâmpada de Aladino". Mais informações.

Bai lá ber que bale a pena (links)

Apenas um link para o um post no Armando da Verdade onde se vê uma cena digna de ser fotografada. Ainda por cima na nossa cidade!

http://pimbapimbapimba.blogspot.com/2008/10/tome-dois-deficientes-que-isso-passa.html

Ob-La-Di, Ob-La-Da [2]

[1284]

como não me ocorre melhor, deixo isto. é que, se o passado é o exacto momento em que acabas de escrever um texto, o futuro é o que tens a germinar na cabeça. e o texto que me escapa neste momento não tem lugar no presente.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Ob-La-Di, Ob-La-Da *

[1283]

pede o teu desejo
que se desmaterializem as conquistas dos
dias
.
que as intangíveis formas
de prazer ocupem o espaço físico
.
(começa antes pela visão do deserto
coberto de eufórbios e no silêncio
da noite que desperta em maná)
.
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* Ob-La-Di, Ob-La-Da (significa “a vida continua” num dialecto da Nigéria)

semana veneza [12]

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semana veneza [11]

[1281]

la notte che balliamo, io lo ha veduto per l'ultima volta
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depois de ter sido consumido pelas chamas em 1577, o palácio ducale voltou a receber os grandes bailes de mácaras. ali se organizaram pelos reis e duques as mais concorridas festas caranavalescas da europa, onde nem napoleão escapou ao fascínio pela praça de s. marcos.


a sombra que podemos usufruir desce das duas colunas centrais da praça, uma com o símbolo de são marcos, e outra com o leão alado símbolo de veneza. depois é o mar. as gaivotas que rasam as gôndolas, a brisa fresca dos ventos laterais que trespassam a praça do mar, e os grandes cruzeiros.

e nós, onde nos perdemos? onde ficamos suspensos pela noite em que dançamos desconhecidos? voltarei aos canais na noite em que a lua anunciar a tua chegada ao cais.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

semana veneza [10]

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

semana veneza [69]

semana veneza [69]


Acho que o título não ilustra na plenitude (o caralho do draft autosave corta-me o (pouco) raciocínio que tenho) o que quero demonstrar.

Semana Veneza [69] É o novo título do ilustre realizador nacional José M. Gomes. Neste título, Zézé Gomes, como é conhecido, conta a vida de um empresário da noite que se envolve sentimentalmente com uma romena ninfomaniaca.
Para esta pelicula Zézé Gomes contou com um elenco de luxo composto por grandes nomes do indústria nacional. Segundo o próprio, o elenco é tecnicamente perfeito, referindo-se obviamente às capacidades do próprio num acto de pura bajulação.


semana veneza [9]

[1278]

no agradável livro histórias do bom deus do escritor rainer maria rilke, desfiam-se cordelinhos de prosa encantadora. num conjunto de histórias contados pelo protagonista, cujo principal personagem é deus, surge a dada altura uma que se chama no gueto de veneza. era um gueto cujo espaço se tornara cada vez menor e a solução encontrada foi passar a construir em altura. vejamos então a parte final do texto.
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" [...] Um ancião, homem sábio e experiente, Melchisdech, decidiu que haveria de habitar sempre no lugar mais elevado do gueto, e por isso foi mudando de casa, à medida que novas construções eram feitas. Numa manhã de Outono, de indescritível claridade, Melchisdech foi descoberto na beira do telhado, inclinando-se perigosamente para a frente, como se quisesse sacrificar-se. “O povo em baixo, reunido na praça, olhava para cima. Gestos e ditos dispersos ergueram-se da multidão, mas não chegaram até ao velho solitário que rezava. (…). O velho entretanto continuava a levantar-se com altivez e a baixar-se com humildade. E em baixo a multidão, sem o perder de vista, aumentava sempre. Terá ele visto o mar, ou Deus o Eterno em sua Glória?."
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é veneza meus amigos. ali tudo se torna possível.

Como anda a média dos portugueses

Determinado estudo que não me apetece procurar diz que cada português caminha em média 342Km por ano.
Outro determinado estudo na mesma situação do anterior diz que cada português bebe em média 12 litros de álcool por ano.
Logo, podemos concluir que cada português consome em média 3,5l aos 100km.

Nada mau, para quem bebe por desporto.
Qual será a média exacta de um camurcina? Os verdadeiros bebedouros profissionais.

semana veneza [8]

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"Where is everyone? What´s going on?"

"Sometimes, when we are talking,

my dad will stop, and sigh,
and close is eyes.
It´s then that i know, that he knows.

about my mum.

about everything"



Imperdivel. Daqui http://www.dayswithmyfather.com/

terça-feira, 14 de outubro de 2008

respiração

[1275]
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é importante interromper a série veneziana (disse interromper e não terminar). porque chateiam sempre os mesmo títulos. porque me chateia a mim também chatear-vos com repetições. e porque me chateiam algumas coisas que não importa referir. não importa porque sei que também vos iria chatear, dado sereis seres inteligentes e saudáveis. por isso urge dizer de uma vez algo que não chateie mais com tanto discurso inócuo.
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posto isto, para além das notícias de última hora, desta importante, ou desta menos importante, agradecia que os meus estimados leitores não deixassem de visitar dois blogs que me levam a usar a palavra obrigatórios.
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num lê-se isto,
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noutro pode ler-se isto,
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visitem se quiserem sair da pasmaceira. vão ver que põe os olhos bonitos.

semana veneza [7]

[1274]

nos estranhos meandros das ruas de veneza, não percebemos quem vive nestas casas. há alguns institutos, museus, universidade e lojas. tudo menos sinais de que nestas ilhas ligadas entre pontes, viva alguém.
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por momentos imagino que ainda oiço o violino de giacomo casanova. o som ecoa nas estreitas paredes, velhas e grafitadas, com cartazes colados, recolocando-me na realidade. estou noutro tempo, penso. o som do violino está gravado nas eras que cobrem esta casa.
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casanova disse o que eu diria se me sentisse inspirado, ou vivesse numa mansarda veneziana.
«Amei-as até à loucura... mas mais do que elas, amei a minha liberdade».
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é veneza meus senhores.
(e alguém espreitou à janela provando haver vida por trás destas paredes)

semana veneza [6]

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

semana veneza [5]

[1272]

no calmo crepúsculo de veneza, havia uma tonalidade peculiar nas escadarias. o sol reflectido das águas expunha-se aos passos de quem ainda visitava a cidade. não estava muita gente pelas ruas. havia arrefecido muito rápido, e os transeuntes eram os turistas que, como nós, aproveitavam ao máximo a beleza dos canais.
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há uma calma que não tem explicação lógica. a excitação da novidade soçobra perante o desejo de pacificação da alma.
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(juro que um dia hei-de voltar a comer lombo de porco assado, com fiambre e carne picada à bolonhesa, só que desta vez numa dose condizente com os meus 60 quilos)

semana veneza [4]

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domingo, 12 de outubro de 2008

semana veneza [3]

[1270]

uma alma caridosa, no dia em que estavamos em veneza, decidiu brindar-nos e a quem visitava os comentários ao post desse dia, com um texto maravilhoso sobre a cidade, ou sobre o amor ou talvez sobre as máscaras e o que se descobre por detrás delas.
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" [...] pediste-me um baile de máscaras, eu levo-te a veneza [...] "
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não sei quando ou se poderei sequer lá voltar. mas tenho definido o dia certo. haja pois o motivo.

semana veneza [2]

[1269]

não é justo o que a memória nos faz. não nos deixa ver com clareza a paisagem que por tanto tempo esteve perto de nós. não nos deixa privar de novo com os sentimentos que nos foram invadindo por essa estrada fora. não nos permite voltar a estar lá de novo.
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nenhuma cidade regressa mais saudosa que veneza.

sábado, 11 de outubro de 2008

semana veneza

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Um voto de silêncio para alguns também não era mau...

Com a proliferação de comentários anónimos neste blog, a maioria com um alvo bem definido, estes só conseguem servir como instrumento para ataques, ofensas e agressões, despontando claramente para o fracasso.
Utilizar o anonimato para ofender, agredir, difamar, é vil, degradante, e cobarde.
Quando o ser humano perde em grandeza e coragem, ganha em cobardia e pequenez!

voto de silêncio (uma semana chega) [7]

[1266]

não há nada como reaver o poder da internet em casa. desde que mandei aquela operadora dominante (com a cor principal azul) às urtigas, que estava sem acesso ao mundo virtual em casa. se por um lado me causava algum prurido estar afastado deste palco, em que se passeiam algumas das melhores opiniões que eu já pude ler, por outro descansava e afastava-me das lides dramáticas de certos personagens.
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como não sou adepto de peças artísticas como "a melhor facada nas costas de um amigo" de samuel seca-te, ou "como as mulheres enganam os homens" de berto brocht, até me sinto bem quando estou em frente ao computador. nada podem contra nós quando nos separa esta tela.
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o certo é que também não podemos perceber quem se esconde do outro lado. poderá estar alguém muito especial, pessoas que como eu (sem desprimor para todas as outras) são absolutamente imprescindíveis e quiçá maravilhosas (sem modéstia). vale que se vai percebendo quem realmente merece alguma atenção aprimorada da minha parte.
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ora, por sinal, as duas partes estão um pouco perdidas com esta minha versão renovada 2.0 do lar. estarei por aí. tudo isto numa semana de silêncio. um portento de mudanças edificadoras se aproximam. até um cheiro a humor se desencadeou destas flores primaveris. tudo menos silêncios.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

voto de silêncio (uma semana chega) [6]

[1264]
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e nesta semana de silêncio, percebi que os lugares de estacionamento são como as mulheres. só não temos as melhores porque não nos aproximamos mais, e não verificamos se estão disponíveis.
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há quem o faça com mestria, pelo menos com os estacionamentos.

voto de silêncio (uma semana chega) [5]

[1263]
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hoje termina o silêncio. amanhã continua com a crónica semanal no espaço que em breve será o do costume. fontes de inspiração.

voto de silêncio (uma semana chega) [4]

[1262]

como me remeti para um estado pouco recomendável no sub-mundo das efaluções (embora perfeitamente consciente), não podia estar atento a esta realidade que entretanto não pára de nos encontrar.
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enquanto solucionei meia-dúzia de coisas prementes,e porque não podia escrever nada que me importunasse a concentração, faltou,
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1 - felicitar saramago pelo nobel que recebeu há dez anos.
2 - felicitar j.m.g. le clézio pelo nobel da literatura.
3 - nada de mais importante se passou (a não ser que aquela moça que vocês não conhecem já não namora, mas ainda não descobri o horário dela)
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assim dito, parece que o retiro não trouxe nenhuma descoberta alquímica. e não trouxe mesmo. sempre a alquimia provou ser importante pelo lado da procura e nunca pela solução.

voto de silêncio (uma semana chega) [3]

[1261]

confesso que uma semana andou perto de ser suficiente para resolver os equívocos. não que seja um gajo hermético, eu tenho é a tendência assumida para uma visão maniqueísta das relações. ou seja, ou há chão para andar, ou então atalha-se caminho. e não há nisto fatalidade nenhuma, hoje somos nós, amanhã serão outras.
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assumir a visão do mundo, que este homem nos descreveu assim, ainda é a melhor saída para estas questões existenciais. é como dizia camus, aceitemos o absurdo da vida e assim ela ganhará o sentido necessário que nos escapa.

voto de silêncio (uma semana chega) [2]

[1260]

miasma.
esqueci-me de referir a palavra que descobri hoje.
sim miasma, há muito que vivemos entre uma horda de abutres sanguinários que cheiram a podre.

voto de silêncio (uma semana chega)

[1259]

já faltava por cá uma palavra complicada. uma que nos ponha a ir ao dicionário. sim, porque ir ao dicionário não faz mal a ninguém, nem faz de quem a publica um enervante presunçoso. não meus amigos. as palavras não podem assustar quem gosta de viver com elas.
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e se por ventura nos deparamos com alguma que não conhecemos, devemos agir como se fosse uma mulher que não conhecemos de lado nenhum.

Yoga do Riso

Descobri que existe uma coisa chamada yoga do riso. Entre os muitos benefícios destacamos os seguintes (retirados deste site):

Reforça o sistema imunitário, activando as células que combatem as infecções.

Ajuda o corpo a lutar contra o "stress".

Uma boa gargalhada, das que fazem doer a barriga, ajuda a fortalecer os músculos do estômago.

Liberta endorfinas no cérebro, o analgésico natural do corpo

Mantém o rosto jovem e aumenta a beleza física.

Dilata o tórax e melhora a respiração.

Favorece o relacionamento social.

Aumenta a criatividade e a produtividade.

Facilita a tomada de decisões

Melhora a auto-estima

Não sei exactamente como funcionam as sessões mas imagino e... decidi eu próprio iniciar um centro de yoga do riso.

As sessões consistem no seguinte:

2 horas semanais nas quais eu tento fazer yoga enquanto vocês se riem de mim. INFALÍVEL.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

S. C. Braga, mais...



AC Milan, Itália - Heerenveen, Holanda - Portsmouth, Inglaterra - Wolfsburgo, Alemanha

Venham de lá esses tubarões!!!

domingo, 5 de outubro de 2008

ao domingo talvez se possa mostrar

[1255]

sim, não sei se algum dia serei capaz de te explicar onde está o amor. talvez aqui. ou então olha bem a palma da tua mão.

sábado, 4 de outubro de 2008

[1254]

nada como um bom fim-de-semana no descanso, para aligeirar estes solilóquios.
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(post programado ontem para que hoje vocês saibam que eu estou a descansar. e calado)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

paralelismos

[1253]

uma boa linha de baixo está para uma música, como a mulher está para uma relação.
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quase não se dá por isso, mas são elas que marcam o ritmo.

alma mater

[1252]

ou a representação pictórica do meu ideal


miosótis

convite para o que se apelida de crónica

[1251]

a partir de amanhã escreverei uma crónica semanal no blog FONTES DO ÍDOLO. todos os sábados, às 14:14, a crónica FONTES DE INSPIRAÇÃO.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

eu (que até nem gosto dela) me condeno (com esta bela canção)

[1250]

quando ainda sonhava

[1249]

“ many years ago i had this dream about this girl that came flying through my window and whispered in my ear, you’re my boy.”
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Angel song
Silence 4

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

intróito [11]

[1248]

naquela noite, numa estranha vigília que não sabe se a sonhou, adiantou os dedos procurando os seus cabelos, mais rápido que o próprio futuro que tardava em acontecer. depois, o espaço que desapareceu entre eles, (espaço onde viajou num perfume doce entre o seu corpo ausente e o corpo que se anunciava nas suas mãos) foi destruindo o estranho. e então os olhos fechados desfizeram a dúvida, romperam o medo, e os lábios nervosos - doces do perfume - cerraram entre os dentes um amanhã.
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de mãos dadas transladaram o medo para o infinito mais longínquo, para que nunca regressasse de novo com vida.

eremita

[1247]

desceste a esse inferno
mascarado de solidão
tão forte como um peito aberto
.
e
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nesse signo de vida cinzenta
és o sangue do meu coração
teu eremitério.

gira o sol

[1246]

os girassóis
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Assim fremente e nua,
a luz só pode ser dos girassóis.
Estou tão orgulhoso
por esta flor difícil ter entrado pela casa.
É talvez o último verão,
tão feito de abandono é o meu desejo.
Mas estou orgulhoso dos girassóis.
Como se fora seu irmão.
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Eugénio de Andrade (A Religião do Girassol)
in Poemário Assírio e Alvim 2008