sábado, 27 de outubro de 2007

Braga Zeitgeist (um ensaio sobre Braga)


Braga, sempre que te visito sinto-me protegido pelos teus braços graníticos que se estendem infinitamente...labirinticamente por entre os circulos concêntricos das tuas terriveis lendas e estórias milenares. A tua identidade encontra-se perdida por entre mil guerras santas, que de escarnio druida se tornaram em devotas promessas . Braga, és profana como mais não poderias ser, porque os teus ditirambos de perturbante prazer, loucura e êxtase encontram-se imortalizados no peito sinuoso dos teus anjos e nos lábios lascivos dos teus Santos. A vertigem com que sitias os teus habitantes é intoxicante, porque exiges com orgulho, nada menos que um servilismo absoluto das tuas insignificantes crias e antes mesmo de exibires os teus mistérios arabescos e a tua vetusta fortaleza espiritual , já me conquistaste.