quinta-feira, 24 de abril de 2008

O tempo e o sonho

No momento em que o tempo se preparava para se apoderar definitivamente da minha vida, os sonhos atiraram-se a ele.

Quem sois vós que ouço tão indistintamente?

Que me incitam a não parar!

Que vozes são estas que ouço dentro de mim?

Que me guiam para o desconhecido!

Vou voltar a contar os segundos, os minutos, as horas, o dia. Tudo do princípio!

Não terei o tempo como proprietário a extorquir-me rendas exorbitantes ou o fruto pelos meus sonhos.

Não permitirei que o dia, as horas, os minutos e os segundos se alimentem descuidadamente daquilo que os sonhos conseguiram merecidamente. Ou que roubem aquilo que eles tiveram a virtude de armazenar.

Os sonhos são afáveis! Afectuosos! Não têm ciúmes, não têm sentido de posse!

No tempo existe o que só eu imaginaria em sonhos!

O tempo e o sonho jamais se explorarão um ao outro!

2 comentários:

Fernando Pessoa disse...

eu acho que os sonhos "sonham" com o tempo, ou não raras vezes com a falta dele.

mas nós é que devemos explorar os sonhos e o tempo.

Anónimo disse...

sonha, sonha, porque na realidade nunca vais lá chegar. Presidente :) :) querias :) :)