quarta-feira, 27 de agosto de 2008

lost in translation [2]

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ao procurar encontrar solução para os problemas cada pessoa vive o processo de decisão de uma maneira muito particular. é assim que as pessoas vão evoluindo para outras gentes, virando por vezes do avesso o que são ou foram, entrando outras tantas numa infinita viagem a um mundo diferente, que não raras vezes nem chegam a reconhecer no fim.
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eu gosto de pensar que me conheço a cada passo que dou. não quero achar que sigo um caminho influenciado por uma desatenção, por uma avaliação errada do presente, que sigo um caminho por não ver o oposto. escrevo o meu destino com os olhos postos no meu umbigo.
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no amor, o estranho desenlace da caligrafia que gravo nas páginas do meu tempo, sempre me deixou reconhecido. não só pelo que vivi de bom, mas principalmente por ter conhecido uma parte nova em mim e noutras pessoas. provamos que somos capazes de coisas extraordinárias que nunca pensamos ser possível viver.
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o amor é um lugar estranho. e usar a palavra amor, devia ser como na religião e nas orações, nunca em vão. eu acredito existir amor, onde a palavra não entra, mas apenas a sua força através de um gesto, tantas vezes simples.
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poderia dizer vezes infinitas que a verdade é a que existe e não a que imaginamos, tal como a realidade. não há no mundo um só humano que carregue demasiado peso penoso, que não seja a medida exacta do que precisa para crescer. e por isso cada etapa é uma vitória. eu aprendi que há alturas na vida em que não adianta medir forças com a tristeza. é demasiado forte e derrota-nos. aprendi a abraçar a tristeza quando ela me aparecia, e como em todas as relações, a amizade acaba sempre por nos tornar bons amigos.
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escrevo em devaneio premeditado para dizer à nossa amiga kitty, que a força para enfrentar o dia-a-dia é como a brisa refrescante no deserto tunisino.
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pergunto eu agora,
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depois de tantas manifestações agradáveis, ainda achas que o amor é um lugar estranho? olha que nós é que somos...

3 comentários:

Teté disse...

Perdi-me! Quer dizer, ia comentar qualquer coisa, abri os links, fiquei a ler outras coisas escritas pela Kitty (que pelo que percebi foi operada recentemente a não sei quê), já não me lembro do que ia referir inicialmente...

Contudo, uma me ficou: por muito que pensemos e repensemos em cada passo a dar, é impossível, uma vez por outra, não agir irreflectidamente! :)

Kitty Fane disse...

Esse tipo de amor que refiro no post não é estranho, mas não tão estranho assim, já o outro... esse continua a ser estranho. :-D

Um beijinho grande e obrigada pelas palavras. :-)

Fernando Pessoa disse...

teté,

e não há mal nenhum em nos deixarmos levar por um instinto em certas alturas da vida. eu costumjo dizer que sou muito bom na teoria, na prática as coisas são mais complicadas...

kitty,

não foi uma grande mensagem, mas no final achei que poderia deixar a minha palavra.