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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

espaços vazios

[622]

antes de um jantar dos que nos deixam com vontade de comer o resto da noite toda, peguei num livro da estante e relaxei. ora, a verdade que nos assalta aos olhos, mesmo que por vezes nem nos apercebamos disso, é que temos livros muito bons para serem folheados. mesmo que um pouco moribundos na estante.
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o caso do livro da antologia poética de álvaro de campos, que eu peguei e li na diagonal, deixou-me a impressão de que existem palavras escondidas de cada vez que lemos alguma coisa. neste caso, saltaram-me à vista algumas frases que não poderia deixar de partilhar. pela sua simplicidade.
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"[...] porque a recompensa de não existir, é estar sempre presente.[...]"
"[...] ouço a alegria, amo-a, não participo não a posso ter [...]"
"[...] vou atirar uma bomba ao destino[...]"
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é claro que depois do belo jantar nada melhor que um bom café.
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e depois um banho de relaxamento total. e um pouco de angustia. duas ou três frases escritas. uma série de médicas que nos diz uma outra frase magnífica,
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" so, here's a truh about the truth, it hurts...that's why we lie."
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quando acaba a anatomia da vida no ecrã, mergulhamos um pouco nas imagens criadas pelos escritores. eles querem deixar-nos viajar pelo mundo dos abstractos perfeitos. e por vezes permitem-se a perfeições. e deixam-nos adormecer mais felizes. ou acordar com mais dores de cabeça, com tanta verdade metida olhos dentro.

p.s. tive muita pena de não estar presenta na apresentação do último livro de poemas de francisco josé viegas, na fnac. pena, pena, pena ...