quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Era uma vez um camurcina





Ainda se lembram quando os finos no B.A. passaram de 100 para 120 escudos?
Eu lembro-me disso e de muitas das estórias daí resultantes...
Alguém que muito orgulhosamente exibia 500 escudos e exclamava a bom som: 5 Finos!!
Sabendo então que o fino tinha passado para 120 escudos adiciona aos 500 escudos uma moeda de 20 e perante a atenta assistência... 5 Finos!

Isto, porque os camurcinas têem um passado e esta parte corria o risco de ficar no esquecimento.




11 comentários:

Fernando Pessoa disse...

Era no tempo em que o preto ia trabalhar aos fins de semana e depois de um dia (sábado), muitas vezes cansado até ao osso de puxar paletes, e repôr stocks, ia com os seus 500 "paus", ao BA contente da vida por mostrar ao seu corpo que o esforço de trabalhar "um coche", podia e devia ser bem recompensado :)

é desses momentos que tenho saudades. hoje garanto-vos que me dava mais gozo gastar esses 500 escudos, que hoje gastar 25 euros num jantar sem graça nenhuma :)

mas esse tempo volta sempre atrás e nós estamos a aproximarmo-nos da época oficial dos jantares (tantas vezes deprimentes) de recordações dos tempos brilhantes.

Cá vos espero estrangeiros (não o de Albert Camus)

Abraço aos resistentes.

Fernando Pessoa disse...

Acho que fizeste umas contas erradas...

Só com mais cem escudos dava para beber 6 finos :)

aquilo foi um amento pior que aquela na ponte 25 Abril (sempre)!

(sem os confrontos claro)

O Poeta Morto disse...

pois amigo, as contas fizeste-as tu mal na altura.e a piada esteve mesmo aí...

Que adicionando 20 "paus" ja conseguias beber os mesmos finos que com o preço antigo.

Fernando Pessoa disse...

EU?!
ah pois! um homem vira as costas ao tempo e o logo alguém reenventa a história. (ainda se fosse depois de as beber) e depois não se esqueçam que o tempo deu-me razão em algumas piadas que fizeram. (tipo, isto não tem métrica! e coisas do género)

ah! e aquela capa dos pretenders era mesmo estúpida! (isto foi dito no dia em que dois gajos tomavam banho e diziam, AI que boa!)

memories...

Zé Baptista disse...

Tens razão na história da métrica. A própria música original já vinha estragada e depois pronto.

"Qual é a tua ó meu
De andares a dizer quem manda aqui sou eu".

Mas na dos vinte paus, se bem me recordo, foi mesmo como o Poeta Morto contou. Aquilo é que foi cá um regabofe... Deu para rir a bandeiras despregadas. Cum catáno!

Fernando Pessoa disse...

rir era todas as noites...isso era o pão nosso de cada dia. aliás, nesses idos tempos o final ainda era mais hilariante quando encarnavamos a pele de "mujhedines", e iamos à "faixa de gaza" lutar pela guerra santa.

disso sim...lembro-me perfeitamente!

(admito contudo "forçado", que posso ser autor dessa parodiante tirada que vós me trazeis do passado) - (mais alguém a confirmar e serei forçado a admitir de vez)

O Poeta Morto disse...

Pergunta ao Armando (Branco)

Zé Baptista disse...

Pergunta também ao Onun.

Fernando Pessoa disse...

Eu vou ter que ceder...

confesso que às vezes pergunto-me o que me leva ainda a ir ao BA quando a maioria das vezes me sinto um peixe fora d'água. Deve ser de certeza a sub-consciente a querer recuperar esses dias...

abraço

Onun Ras Al Gull disse...

Este é o turno da noite na onda da re-cor-da-ção...

(e isto tem métrica ó mestre cancioneiro, fernando Pessoa?)

Onun Ras Al Gull disse...

Pois é, vais ao B.A. pela mesma razão que todos nós vamos (porque tens amigos fixes, que não são das enguardas nem da CÓNIGA, com os quais gostas de conviver. Embora confesse que também já me sinto algo desadequado no B.A.)