domingo, 2 de dezembro de 2007

And in the end...



Num destes dias fui fulminado por uma persistente insónia e como a leitura notivaga não me conseguia embalar o espírito decidi ligar a televisão. Por entre anúncios, programas e concursos dúbios fui brindado com uma descoberta, uma entrevista a Miguel Esteves Cardoso que passava no canal 1 ás três e meia da manhã. Miguel Esteves Cardoso, falou de Portugal, do seu sol, da sua comida, dos portugueses e das suas vicissitudes, sempre com uma mordacidade e elevação crítica notável. No fim da entrevista, fiquei refastelado a absorver toda uma hora de sublimes apontamentos de humor sobre a vivência num pais cheio de deliciosas contradições e certfifiquei-me se eram de facto quatro da manhã. No fim pensei. O serviço público não deveria começar e terminar de madrugada!


Destaque: Com grande ternura, M.E.Cardoso enaltecia o que os portugueses tem de mais bonito, justamente, a sua entrega total e incondicional ás emoções assim como a falta de lucidez nas suas relações sentimentais. Facto que me fez relembrar as sábias palavras de São Paul McCartney na última música gravada pelos míticos Fab Four de Liverpool, quando dizia:


And in the end

the love you take

is equal to the love

you make!

2 comentários:

Fernando Pessoa disse...

O amor é fodido, e as brilhantes noites da má lingua, a par dos momentos desconcertantes dos tempos em que dirigia o Independente (falecido semanário), esse é o MEC que todos admiramos. Subtil e mordaz, ao mesmo tempo que nos transmite a ideia de que se pode ser revolucionário nas ideias, sem os típicos extremismos.

thanks my friend.

RuiMaga disse...

Ontem marquei presença no concerto que os Chemical Brothers ofereceram na Telefonica Arena de Madrid.
Cerca de 6000 desvairados.
Musica electronica de qualidade.
Animaçao grafica muito bem conseguida.
Antes da ultima música soar nas colunas, para tristeza daqueles que lá nos encontravamos, fez questao de aparecer no ecra gigante por alguns minutos a mensagem, "Love Is All".
Aparecia e desparecia... "Love is All".
Ainda bem que no meio do "toledo franciscano" ainda se respeite o principio basico que sempre nos regeu e sempre nos regerá, mesmo que nao nos apercebamos disso muitas vezes.
"Amemo-nos um aos outros"... Partindo daqui tudo se simplificaria...

E se possivel amemo-nos carnalmente, já que o "Amor é fodido" e leva-nos a foder.

ps: mulheres existirao que nao se importaria que esse Cínico por Excelência lhes segredasse poesias por entre as pernas...

ps2: Duas palavras para o blog, EM PECABLE