terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Um conto de Natal

O dia de Natal estava à porta e o Pai Natal não tinha mãos a medir com tanto trabalho. Ainda por cima grande parte das empresas de brinquedos estava atrasada nas suas entregas.

"O Ken saiu para comprar tabaco, em Novembro, e ainda não voltou", "a Barbie, anda em tratamento por causa da anorexia", "o Action Man descobriu que tem um irmão gémeo e anda a negociar com a TVI a cedência dos direitos para uma telenovela" - diziam as empresas ao telefone sempre que um pedido era solicitado.

Por estes e outros motivos, o Natal estava atrasado e o Pai Natal corria o risco de não conseguir fazer todas as entregas atempadamente.

Quem levou na cabeça foram os ajudantes e as renas que aturaram o mau humor do velhote. Que o diga, Rudolfo, a rena macho de nariz vermelho, que ao jantar acabou por ser insultada ao pegar num naco de pão que estava mais próximo do Pai Natal, "Viado do car... pousa o fdp do pão! Já! Esse nariz vermelho não me engana, tu andas é sempre borrachão!"

Num desses dias, ao início da noite, um anjo que andava por ali decidiu tentar animar o Pai Natal levando-lhe um pinheirinho todo enfeitado.
- Pai Natal, Pai Natal, olha o que trouxe para ti... Onde é que queres que a ponha?

Desde esse dia instituiu-se a tradição de colocar um anjinho no topo da árvore de Natal.

Este conto foi adaptado a partir de uma anedota.

2 comentários:

Fernando Pessoa disse...

eu próprio não sei o que o pai natal vai fazer para levar os presentes se acabarem os sacos...

Fernando Pessoa disse...

Se o Pedro Ribeiro vê isto....ta tudo desgraçado...lá vais tu ter que dar o teu talento áquela malta de lisboa!