terça-feira, 15 de julho de 2008

eu também desvendei um mistério

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cheguei a esta conclusão, relevante e la paliciana,
de que nada se perde,
se nada se tiver.

8 comentários:

Anónimo disse...

nada se cria
nada se perde
tudo se tranforma...

desculpa lá mas estou a estudar quimica e dá nisto...

Anónimo disse...

sou eu outra vez, o anónimo...

No intervalo da quimica estive a ler uma coisas engraças e quero partilha-las neste blog...

está genial :)

" "Hoje então!..." Vou-lhes contar um lance memorando dum filósofo da atualidade, lance único pelo qual eu fiquei conhecendo a pessoa. Hoje (21 de setembro de 1861) estava eu no escritório do ilustre advogado Joaquim Marcelino de Matos, e um cliente entrou, contando o seguinte: - "Senhor doutor, eu sou um lojista da rua de...: e fui roubado em oitocentos mil réis por minha mulher, que fugiu com um amante para Viena. Venho saber se posso querelar, e receber o meu dinheiro." Pode querelar, respondeu o advogado, se tiver testemunhas. O senhor quer querelar por adultério? - Responde o queixoso: "O que eu quero é o meu dinheiro." - Mas, redargüiu o consultor, o senhor pode querelar de ambos, dela como adultera, e dele como receptador do furto. - "E receberei o meu dinheiro?" - Conforme. Eu sei cá se ele tem o seu dinheiro?! O que é que não pode pronunciá-la a ela como ladra. - "Mas os meus oitocentos mil réis?!" - Ah! o senhor não se lhe dá que sua mulher fuja e não volte? - "Não, senhor doutor, que a leve o diabo; o que eu quero é o meu dinheiro." - Pois querele de ambos, e veremos depois. "Mas não é certo receber eu O meu dinheiro!?" - Certo não é; veremos se, depois de pronunciado, as autoridades administrativas capturam o ladrão com o seu dinheiro. - "E se ele o não tiver já" - redargüi o marido consternado. - Se o não tiver já, o senhor vinga-se na querela por adultério. - "E gasta-se alguma coisa?" - Gasta, sim; mas vinga-se. - "O que eu queria era o meu dinheiro, senhor doutor; a mulher deixá-la ir, que tem cinqüenta anos". - Cinqüenta anos! - acudiu o doutor. - O senhor está vingado do amante. Vá para casa, deixe-se de querelas, que o mais desgraçado é ele."

Indústria disse...

Afinal o gajo não queria querelas. Ele "Quer Elas", ou seja, o dinheirinho que as traz! A outra já era e pelos vistos não era grande coisa.

Fernando Pessoa disse...

amor de perdição, muito bem...

à primeira vista estava muito parecido com uma passagem d'" o cego de landim" (do mesmo camilo), adapatado ao teatro pelo nosso caríssimo valter hugo mãe, onde há uma cena muito parecida.

(eu acho que deixei de perceber dessas coisas da química)

eu próprio na minha vida já tomei decisões de ruptura que levaram a mudanças, transformações, mas temos de ser coerentes e assumir quando a mudança é necessária. tudo pelo bem estar de todos, o nosso e o dos outros. há coisas que por muito que nos custem fazer, delas, o nosso carácter sai reforçado. e o carácter é o que deve ficar inalterado.

obrigado anónimo, por este momento, mas há muita coisa que não há dinheiro que pague.

Anónimo disse...

Eu só queria dizer que na minha opinião, a química não se estuda...
Ou acontece, ou não acontece!

E quando acontece...

PontoGi disse...

Sabias palavras anonimo!
E a magia da quimica!

tonsdeazul disse...

Ora aí está uma grande conclusão!! :)

S. disse...

Eu acho que se me entrasse um cliente pelo escritório dentro e me dissesse que queria querelar, o aplaudia de pé!!

Quanto à tua conclusão, e apesar de la paliciana, nem sempre nos ocorre...o que dava um certo jeito...