quarta-feira, 17 de setembro de 2008

intróito [3]

[1218]

entre o real e o imaginário, vagueio - em tentativas não-invasivas da memória - procurando a definição para o sentir-isto. a conclusão - não-invasiva da verdade luzidia de platão - leva-me a acreditar que o fascínio surge de uma ideia que tenho de ti, e não um fascínio por ti (mulher-corpo-alma). não há nada de confuso nisto. é a distância que marca o limite. é o início do amor-tangível que marca a passagem. mas não é um fascínio mais débil por isso.
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"[...] Alguma vez a mulher real que um homem tem ao seu lado pode competir com o estatuto «resplandecente» das mulheres que ele imaginou? [...]"
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6 comentários:

Anónimo disse...

Realmente não pode...!

Contudo não deveria existir essa comparação, essa competição porque essa mulher nao existe a não ser na cabeça desse homem.. esse homem tem de amar a mulher que tem ao seu lado, ela não é tudo aquilo que ele imaginou, mas ela está lá!! Talvez ela ate seja "aquela mulher resplandescente" mas ele ainda não descobriu!

penso que quem faz competição é o proprio homem porque a mulher nao consegue competir com algo que é da imaginação do homem, com algo que lhe é desconhcido e tentar aproximar-se desse algo qdo desconheçe os parametros com os quais é tecido (bem algumas coisas nós sabemos...)

Seja como for, essa luta é do homem e da mulher que qdo insatisfeitos com a companhia que se tem recorrem a essa mulher/homem de sonho..

Anónimo disse...

não sei se consegui transmitir a ideia.. parece tudo confuso agora que leio o que escrevi :(

Teté disse...

Fantástico texto do "estado civil"!

Gradiva aí funciona para o homem, um pouco como a imagem do príncipe encantado para a mulher. Entre o mito e a realidade, esta última fica sempre a perder, longe que está de atingir a perfeição de um sonho!

Gracias por teres chamado a atenção para a postagem! :)

Jinhos!

Anónimo disse...

Eu acho que estão a nascer heterónimos em mim.

Anónimo disse...

resposta ao post: sim!

Fernando Pessoa disse...

ao primeiro anónimo,

não é nada confuso. obrigado pelas palavras. concordo com quase tudo, apesar de achar que há homens que não vivem obcecados com essa ideia de mulher perfeita, e mulheres que acham que não podem melhorar. o equilibrio pode ser encontrado.

tété,

é de facto um óptimo post do pedro mexia. é uma questão que ultrapassa o tempo e o espaço. haverá sempre o poder da imaginação a inventar algo que não existe ou não se pode ter :)

e de facto eu concordo com o último anónimo, eu acredito no poder da mulher que consegue superar a ideia que o homem tem de um ideal, tornando-se melhor e real.