quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
peito [5]
Publicada por S. G. à(s) 14:28 1 amigos do bagaço
peito [4]
[666]
encheram-me o peito de brisa fresca,
e não sei por onde circulou o ar.
abriram gavetas, sacudiram o pó, e
neste meu armário já não há cheiro a naftalina.
.
só primaveril esperança de cheiro fresco.
Publicada por S. G. à(s) 10:43 0 amigos do bagaço
peito [3]
[665]
pousei os pés na água. límpida.
.
o frio que me encolhe os dedos
o gelo que enrijece a pele
a mágoa que adormece a circulação
e o peito a rebentar.
.
pousei os pés na água. límpida.
.
remexo o fundo coberto de algas
arrasto as pedras milenares
arranco ao espaço uma erva seca
e o peito em histeria.
.
pousei os meus pés na água, límpida,
e o meu peito a rebentar de histeria.
Publicada por S. G. à(s) 10:42 0 amigos do bagaço
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
peito [2]
[662]
deixa-me ouvir o teu ombro, deslocado
agachado pela minha cabeça em descanso.
deixa-me segredar o que precisas ouvir,
encostar a alegria sussurante do meu peito,
no calor do sorriso promessa.
.
dá-me a tua mão, agarra-a em força,
desenha arco-íris, arcos do triunfo
remete o silêncio para um pincel que rasgue
em bom termo, o espaço em branco.
.
sorri em voz baixa de novo, porque podes ser tu.
Publicada por S. G. à(s) 23:00 0 amigos do bagaço


