[677]
tudo o que eu digo é verdade.
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o meu coração é como o banco de portugal,
a jóia que aqui se depositar há-de render bem acima da inflação.
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(juro que um dia hei-de perceber porque é que as mulheres não se apaixonam só pelo medo de se desiludirem)
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
por deus! tudo o que eu digo é verdade
Publicada por S. G. à(s) 16:55 7 amigos do bagaço
Etiquetas: Delírios Saudáveis, um sonho numa noite de carnaval
será possível existirem dois mundos que se tocam de forma invisível?
[672]
perdoe-me o gustavo sampaio, mas eu tenho de o citar mesmo que a ele não lhe agrade. é que certas palavras são escritas para serem lidas, e outras, mesmo que mistificadas, para serem compreendidas...
." [...] schopenhauer continuou a regar a fogueira com gasolina, acrescentando, subtilmente, que eu cheguei a casa numa destas noites a cheirar as mangas do meu casaco, em busca de um restinho do aroma feminino que tanto me encantou ao longo de um primeiro encontro, suspirando de amor com maiúscula. nietzsche franziu o sobrolho esquerdo e questionou-se sobre em que é que terá falhado na sua missão para me converter à eterna miséria e infelicidade desumana do cinismo niilista. [...] "
.via [escrita casual]
Publicada por S. G. à(s) 09:47 2 amigos do bagaço
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
e se o fernando pessoa morrer de novo?
[669]
pensei em matar de novo o poeta. não que tenha alguma coisa contra. até me tem trazido muita inspiração (acho eu - melhor os anónimos avaliarem isso). mas o homem também transporta demasiado medo, demasiada incerteza, demasiado chão onde os passos não são firmes. e eu que posso fazer por isso. nada. em especial pela tragédia grega que lhe corre nas veias. de facto tanta tendência para a tristeza, traz pouca sorte. o destino começa a rondar de mansinho a fatalidade reinante. e eu que posso fazer por isso. nada. não se admirem pois que o poeta possa morrer. de novo. seria pois "o ano da morte de fernando pessoa - e seus heterónimos". vou deixar o tempo falar. se me fizer tropeçar o amanhã, encarrego-me de encomendar o fim do lamechas. e em boa verdade, irá nascer um novo eu. um outro eu mais igual aos outros comendadores da parvoíce. mas que vencem sempre. e se vencerem desta vez, eu próprio pago o funeral. e eu próprio pago um jantar de apresentação do novo eu.
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ou então até ganho. deixem ver.
Publicada por S. G. à(s) 20:31 7 amigos do bagaço
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