quarta-feira, 18 de julho de 2007

Estórias d'Aquém e D'Além

Périplus fora casado com Simionna. Deixou 3 filhos pequenos antes da sua viagem e no regresso ele ainda soube que eles tinham seguido com um caixeiro-viajante, vistoso e rico, que prometeu criar os 3 rapazes. Sua esposa seguiu também, mas morreria cedo com uma peste.
Cresceram saudáveis, fortes e treinados na melhor escola de artes militares, sendo que, em pouco tempo, se tornaram líderes, cada um da sua divisão.

Máximo, tornou-se perito nas artes do arco e da flecha. Tinha um corpo forte, e uma pontaria que lhe almejara o lugar de líder da divisão.

Plínius, era o melhor dos cavaleiros. Tinha também muita força e por isso com treino intenso tornou-se o mais forte a derrubar cavaleiros.

Ixus, por ser mais fraco e franzino, tornou-se o melhor estratega.

O Rei Agámemnon que decidira invadir Tróia, Chamou os 5 líderes, entre eles estavam os irmãos. Cada um seguiria com a sua divisão. A estratégia seria entrar em Tróia com um cavalo de madeira na festa da cidade.

Aos irmãos restava esperar pela altura certa para invadir pelos flancos.

Certa noite estavam os soldados em grande descanso, depois de uma farra, usual entes de uma batalha, e entra uma bela mulher na tenda de Ixus. Hipnotizado, deixa-se envolver por ela e bebe um veneno preparado pela beldade. Quando o alerta soava já as tropas estavam em sobressalto. Sem o estratega a batalha estaria perdida. Seguiram para junto do flanco mais próximo em busca de se juntarem aos companheiros do outro batalhão.

A Plínius não chegara a notícia da morte do irmão embora pressentisse que estaria algo de errado. Ao entrar na cidade, já minada pelos guerreiros do cavalo, Plínius percebe que o castelo estava já a ser tomado pelo seu irmão, Máximo. Quando entra para assegurar que tudo estaria em ordem recebe uma flecha no coração, enviada pelo seu irmão, máximo que estava ao lado da mulher que matara Ixus. O rei de Tróia entregou as armas e Máximo tornara-se assim Chefe de Tróia. Com todas as tropas a seu lado, e com a rainha Víscera.

Por mais triste que isto seja, há em nós genes que não conseguimos combater, e a propensão à traição é um deles.
A moral diz-nos que, mesmo sendo criados com afecto, e com o que necessitamos, podemos tornar-nos cegos pela ganância de poder.

P.S. Mais uma vez esta estória é original e por isso, mesmo sendo o cenário reconhecível, tudo que consta é ficcionado. Obrigado.

1 comentário:

Armando (mas branco... ou quase) disse...

Pois é... O problema não são os genes... São as mulheres! Porquê é que elas são tão boas??? PORQUÊ MEUS DEUS? PORQUÊ???