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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

a midnight valium for a good night sleep * [6]

[1430]

costumo dizer que há duas coisas que corrompem a moral da sociedade, mulheres e dinheiro. a uma destas causas ainda não consigo ser imune.
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* sutítulo do blog [vontade indómita]

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

e deus criou o mundo

[671]

um dia os pássaros voaram baixinho, e mesmo não precisando deles, eu dei-lhes de comer.
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um dia os pássaros voaram baixinho, e como não precisava deles, não lhes dei de comer.
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e um dia, quando eu precisei deles, mesmo não tendo que lhes dar de comer, eles voaram baixinho, junto a mim, entregando-me o que eu precisava.
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suponho, que os amigos são mesmo assim. e a moral desta história cada um que a disseque.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Lhasa *

existem histórias que merecem ser repetidas até à exaustão. via [para quando a nossa revolução], deixo-vos esta triste história.

"[...]Sherab tinha 15 anos, era monja e vivia no Tibete. Em 1992, foi presa por criticar o regime chinês. Na cadeia, algum tempo depois, foi castigada. Motivo: cantou música "subversiva" com as suas companheiras de cela. Segundo os relatos agora divulgados pela revista, a rapariga de 15 anos foi espancada com bastões eléctricos e com tubos de plástico cheios de areia. Ficou irreconhecível, com lesões nas costas, com os rins e os pulmões destruídos. Perdeu a memória e passou dois meses quase sem se conseguir alimentar. Resultado: Em Abril de 1995, morreu.[...]"

não há dúvida que o mesmo peso para pedirmos a libertação de Timor, serve para a medida da liberdade do Tibete.

* para este blog continua a ser a capital do tibete.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

as razões da fé

a luz trespassa o vitral. se olharmos com atenção, vemos por vezes cintilar os olhos destas figuras. mesmo os sorrisos espelham mais alegria.
lá fora o calor. de joelhos no granito, pagas as as formas de fé. de novo o calor intenso. e a luz. luz de velas que ardem a expiar os pecados e pedidos realizados. o granito em que te sentas, arde como brasa. rugoso e duro.
nada aqui te dá alegria. se vens, ou a procuras ou a agradeces. ali também não há paz. se vens, ou a procuras, ou a agradeces.
e o povo segue o ritual. em uníssonos de aclamação e adoração. as vibrações pressentes a pairar sobre as cabeças. e há ao longe ondas de calor, de aspereza e de dor.

aqui não há nada.
se aqui vens, ou procuras algo ou o vens agradecer.

fátima
22/08/2007

p.s. se alguém não percebeu, eu esclareço, eu sou católico.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

(...) (2)

“Subis-te a pulso. Pela força da tua persuasão. Subis-te e mais que isso não caís-te. Foste sempre bem sucedida nessa tarefa… Foi fácil entregares a tua vida a esse objectivo. Foste de mais para tantos problemas. Estives-te lá e nem sequer vacilavas. Quando descias todos os dias pelo mesmo caminho, trazias contigo o charme da realização pessoal. Esse não se disfarça. Nem se esconde.

Foi isso que o dinheiro fez de ti.

Puta.”


Eu

“onze minutos”se eu tivesse escrito esse livro falaria assim, destes minutos.

Queres falar? (2)

- Olha, chega aqui para te mostrar o meu vestido novo...
- Agora não posso...
- É rápido...
- Já te disse que não posso...
- Podias falar com mais calma...
- Não vês que estou concentrado no trabalho?
- O trabalho é sempre mais importante para ti....
- Não comeces com essa história outra vez...
- Já devias saber que quando estou sensível por, estes dias, preciso de atenção...
- Bem sei que sim .... e eu dou-te o que quiseres mais logo... agora deixa-me acabar o trabalho.
- Mais logo não quero e não preciso...
- Já te disse para não começares com essa história outra vez...Fodasse lá para o período...

- Vou sair...
- Vai lá ...

- És sempre o mesmo...
- Não sei ser melhor...

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Zé Camurça



Discursos de um filho de Deus, Discursos de um filho de uma grande camurcina...

Bom, este caro amigo que hoje vos apresento, surgiu na nossa vida assim, da noite p'rá noite. Aceitamos ser seus amigos apesar de ele apresentar alguns problemas psicológicos.

Bipolaridade é o mais grave deles.
Gosta de falar sozinho.
E vai dar-nos o prazer de algumas considerações mais ou menos psicadélicas.

Esta foto foi tirada quando passava férias no meco....e praticava vela.

Veremos mais para a frente outras a acompanhar os seus discursos.

Um abraço a todos os "camurcinas".

P.S. Bem sei que daqui a pouco vai surgir alguém a perguntar o que são os camurcinas. Aqui fica a definição (não oficial).

"Camurcinas" - Mais conhecidos por boémios e "bebedolas" os camurças (ás vezes também se chamam assim) são uma espécie de "Antes quebrar que ceder (ao alcool claro)". São tenazes defensores da máxima "diz-me o que bebes dirte-ei quem és".

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Estórias d'Aquém e D'Além

Périplus fora casado com Simionna. Deixou 3 filhos pequenos antes da sua viagem e no regresso ele ainda soube que eles tinham seguido com um caixeiro-viajante, vistoso e rico, que prometeu criar os 3 rapazes. Sua esposa seguiu também, mas morreria cedo com uma peste.
Cresceram saudáveis, fortes e treinados na melhor escola de artes militares, sendo que, em pouco tempo, se tornaram líderes, cada um da sua divisão.

Máximo, tornou-se perito nas artes do arco e da flecha. Tinha um corpo forte, e uma pontaria que lhe almejara o lugar de líder da divisão.

Plínius, era o melhor dos cavaleiros. Tinha também muita força e por isso com treino intenso tornou-se o mais forte a derrubar cavaleiros.

Ixus, por ser mais fraco e franzino, tornou-se o melhor estratega.

O Rei Agámemnon que decidira invadir Tróia, Chamou os 5 líderes, entre eles estavam os irmãos. Cada um seguiria com a sua divisão. A estratégia seria entrar em Tróia com um cavalo de madeira na festa da cidade.

Aos irmãos restava esperar pela altura certa para invadir pelos flancos.

Certa noite estavam os soldados em grande descanso, depois de uma farra, usual entes de uma batalha, e entra uma bela mulher na tenda de Ixus. Hipnotizado, deixa-se envolver por ela e bebe um veneno preparado pela beldade. Quando o alerta soava já as tropas estavam em sobressalto. Sem o estratega a batalha estaria perdida. Seguiram para junto do flanco mais próximo em busca de se juntarem aos companheiros do outro batalhão.

A Plínius não chegara a notícia da morte do irmão embora pressentisse que estaria algo de errado. Ao entrar na cidade, já minada pelos guerreiros do cavalo, Plínius percebe que o castelo estava já a ser tomado pelo seu irmão, Máximo. Quando entra para assegurar que tudo estaria em ordem recebe uma flecha no coração, enviada pelo seu irmão, máximo que estava ao lado da mulher que matara Ixus. O rei de Tróia entregou as armas e Máximo tornara-se assim Chefe de Tróia. Com todas as tropas a seu lado, e com a rainha Víscera.

Por mais triste que isto seja, há em nós genes que não conseguimos combater, e a propensão à traição é um deles.
A moral diz-nos que, mesmo sendo criados com afecto, e com o que necessitamos, podemos tornar-nos cegos pela ganância de poder.

P.S. Mais uma vez esta estória é original e por isso, mesmo sendo o cenário reconhecível, tudo que consta é ficcionado. Obrigado.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Saramago casa-se

Pois era a isto que eu me referia...poesia da boa....

AQUI

" A cerimónia foi precedida de um emotivo discurso pronunciado por Mercedes de Pablo, jornalista e amiga pessoal de Pilar del Rio que, em alusão a como o casal se conheceu, disse que

"quando se encontraram sem procurar-se nas páginas de um livro - Memorial do Convento, de Saramago - ela untou de saliva o seu dedo e, ao passar a última página, apagou o ponto final".

Via JN.

Quem leu algum livro do homem sabe que eles encerram muita da moralidade que se perdeu ou que nunca se conseguiu encastrar na alma dos homens. Os românticos, inveterados como eu, sabem que ali se encontram palavras de sonhos que nunca se realizarão e também discursos da razão sobre os imponderáveis da vida que não se conseguem mudar. E despiu muitas vezes, com palavras simples, o interior dos humanos, deixando à vista de todos, que na essência, somos feitos de massa ruim. E chega de ensaiar sobre a cegueira, se não um dia destes chego à lucidez...e não quero.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Fairy Tails

"I found Love was only true in Fairy Tails..." Shrek 2

Vejam esta estória maravilhosa AQUI .

sábado, 7 de julho de 2007

Périplus e o seu dom

Périplus era um servo de um senhor rico da Antiga Grécia. A certa altura, veio a descobrir uma verdade inconveniente que acabaria por torna-lo num espectador especial da vida.
Triste com tamanha desfaçatez, de quem ao longo de muitos anos lhe escondera a verdade, decidiu fazer as malas e partir em direcção a MERMES, cidade longínqua que tinha fama de ser mística e onde moravam os mais imponentes adivinhos e os mais procurados videntes. Certo de que seria altura de partir para resolver o seu destino, Périplus anunciou ao seu senhor a intenção de viajar e que regressaria num ano. O nobre pagou os serviços e ainda lhe adiantou algum dinheiro para que este não ficasse sem recursos em pouco tempo.

Partiu então a cavalo pelos caminhos percorridos por muitos, em busca da alegria e da sabedoria e de esquecer a tristeza que lhe assomara o coração.

No fim do primeiro dia, e ao caír da noite, cumpria-se a profecia.

O cavalo em que seguia morreu. Périplus dizia mal da sua vida. Seguiu a pé pelos caminhos esguios da planície e foi juntar-se a outro caminhante. Ao cumprimentá-lo, o caminhante fechou o seu rosto e tornou-se carregado o seu semblante. Périplus desconfiava que se esgotava o tempo da sua cura. Por muitos quilómetros foi reparando que em tudo o que tocava, as alterações se tornavam visíveis. As flores que apanhava murchavam, as árvores secavam, as moedas em ouro tranformavam-se em cobre e ele sentia seu coração a definhar.

Périplus tornara-se o homem mais triste do mundo e em tudo o que tocava transformava em tristeza.

Chegado ao templo mais reconhecido em MERMES, o adivinho lembrou a Périplus que tinha sobrevivido em criança a uma peste devido a uma maldição, que seus pais pagariam por ele, mas como tinham morrido muito cedo, o jovem carregava em si todo o peso de estar vivo. Então o adivinho e sábio cartomante, explicou que só estaria curado quando encontrasse a pessoa mais feliz de todo o mundo.

Percorreu então mais uns dias de caminho e encontrou uma cidade em que ninguém trabalhava.
Estavam em festa permanente e foi ao encontro do seu líder. Depois de conversarem durante algum tempo, Périlplus percebeu que aquele líder era a causa da alegria, contagiava toda a gente que vivia naquela cidade, e este não estaria disposto a equilibrar a sua alegria com a tristeza daquele homem.

Então, ao terceiro dia de estadia esperou pela parada e tocou pelas costas o líder. Mas nada aconteceu.

Regressou triste e encontrou seu senhor morto e sua casa fechada. Périplus vageou muitos anos pela cidade e morreu triste e só.

O destino dele não era este, mas a sua ganância e impaciência, encerrou dentro dele toda a tristeza. Deixou de espalhar a tristeza pelos outros, ficando condenado a carregá-la para sempre.

O final, esse, é triste.
A moral, essa, está na forma como se encara a vida. Não se encontra a nossa felicidade ao espalhar a triteza pelos outros.

P.S. Périplus não faz parte da mitologia Grega, nem é familiar do Rei Midas - embora pudesse ser primo....

P.S. 2 Dedicado aos camelos.... (elogio saudável...)

P.S. 3 Se ouver alguma estória destas agradeço que me identifiquem o autor ou então não me acusem de plágio porque esta é minha...pantalones...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

September 19, 1981

E assim se criam mitos...

quarta-feira, 4 de julho de 2007

D. João Peculiar


O mais distraido transeunte que, por acaso, se decida a transitar pelo largo de S. Paulo, ali para os lados da colina da cividade, em Braga, não vai certamente deixar passar em claro a presença da estátua de alguém que, não tendo nascido em Braga, é e será um dos grandes bracarenses, um dos grandes portugueses, um dos maiores impulsionadores da independência desta terra a que hoje chamamos Portugal. Ei-lo pois, D. João Peculiar, amigo pessoal de D. Afonso Henriques, arcebispo de Braga e primaz das Espanhas entre 1138-1175.


Eu sei que já devem ter reparado mas a estátua... Em si também tem algo de muito peculiar! Será que a forma fálica no bordão da bengala é mesmo aquilo que estamos a ver?


É que sendo assim já não somos apenas a cidade dos cinco "Pês" como costumam dizer por aí. Somos a cidade dos sete "Pês" (vejam o simbolismo do número). Padres, Putas, Paneleiros, a puta que os pariu, e Pénis Peculiares, para encher ainda mais a boca de quem, à boca cheia, nos pretende humilhar com a história dos três "Pês".

Tenho dito.

terça-feira, 3 de julho de 2007

O primeirO diA - 6

"E entretanto o tempo fez cinza da brasa
outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida

hoje é o primeiro dia do resto da tua vida."

Sérgio Godinho.
O primeiro dia.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

(In)tolerância Religiosa

Li à pouco no blog http://devaneiosdesintericos.blogspot.com/ um post intitulado "Qualquer dia também emitem fatwas...", no qual se critica o vaticano por ter recentemente emitido um documento onde se aconselham as boas práticas e o civismo na estrada.

No documento constam os chamados "dez mandamentos da estrada", que não são mais que uma série de bons conselhos aos automobilistas.

Infelizmente, e porque hoje em dia somos presos por ter cão e por não ter, o referido post, em Devaneios Desintéricos, foi colocado num tom jocoso de muito mau gosto, no qual se procura equiparar uma acção de prevenção rodoviária às fatwas. Os comentários ao post também não são melhores.

Eu, que muitas vezes critico algumas acções da igreja católica, não faço disso a bandeira da minha luta. Há que criticar quando é preciso criticar. Há que aplaudir quando é preciso aplaudir. Desta vez vou aplaudir esta acção e esperar que os críticos nunca levem com um tunning nos cornos. Deus tenha piedade de vós.

Deixem-me que vos diga. Num blog (Devaneios Desintéricos) onde tantas vezes apregoam aos sete ventos a necessidade de mais tolerância (principalmente em relação aos homosexuais), deviam tentar dar o exemplo e mostrar a todos com que linhas se coze a tão badalada tolerância.

Só deve exigir tolerância aquele que sabe ser tolerante com os outros.

Enquanto não forem capazes de tolerar as opções religiosas de cada um, fechem-se em casa a ver o "Brokeback Mountain", a chorar como uns desalmados.

Enquanto não forem capazes de tolerar as opções religiosas de cada um, não me peçam para ser tolerante com vocês.

Tenho dito.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

O Homem e o pão

Certo dia, cansado da mesma receita, o padeiro mais velho da aldeia isolada de Mermes, decidiu recorrer a um sonho que havia tido fazia anos. Uma velha descia sorrateiramente sobre o seu rosto, e cara a cara com ele, disparava muitas palavras desconexas que ele foi guardando. Ao longo dos anos apercebeu-se da mensagem que ela lhe transmitia. Faz o teu pão, faz o teu pão e dá-o aos ímpios. Livrarás todos os teus conterrâneos de uma tragédia.
O povo era pacato e não muito numeroso, mas apesar de conhecer toda a aldeia nunca havia comentado com ninguém estes sonhos. Certo dia acordou com o céu carregado e a sua premonição dizia-lhe que ocorreria uma tragédia em pouco tempo.
Correu então para o seu posto e coseu um enorme pão onde pôs todo o seu saber e apenas mais um ingrediente. Pegou num pedaço, fechou a porta do forno e saiu. Ao provar sentiu a uma sensação de leveza e morreu. Dever cumprido.

No dia seguinte em seu funeral toda a aldeia estava presente. E ao cair uma chuva miudinha todos provavam o último pão feito pelo padeiro. Enquanto comiam já murmuravam a tragédia que se abatia sobre a aldeia. O pão era azedo.

A tragédia, essa, foi não mais haver ninguém que soubesse fazer pão.
A moral, essa, foi a força do padeiro em decidir para sempre fechar a porta do forno.


Até amanhã camaradas...
(às vezes sou comuna...)