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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

verdades insondáveis

[370]

morte, acto de morrer; fim da vida; termo de existência; fim.

nascimento, vir ao mundo, à luz; começar a aparecer; sair do ventre materno; germinar.

se estas duas efemérides acontecem no mesmo dia, em curtos espaços de proximidade então, só nos resta seguir com a certeza de que há algum nexo de causalidade, alguma ligação intangível, um sentido renascentista em tudo o que vivemos...seja pois este o caso.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

crimes em portugal

[280]



na entrevista de paulo critóvão (ex-inspector da PJ) ontem na rtp, pudemos ver e ouvir alguns relatos da investigação deste caso que são impressionantes. o caso joana marcou a justiça em portugal. eu primeiro quero ler, depois digo mais alguma coisa. mas que isto merece reflexão, merece. e o outro caso do algarve, que recuso referir, que parece ter o mesmo desfecho, terá o mesmo peso na justiça e nas polícias. mas esse joga-se na esfera política também...

segundo o autor, "este livro é uma homenagem a joana, para que a sua memória seja perpetuada, mas também a todos os polícias cujo trabalho nem sempre é publicamente reconhecido".

terça-feira, 9 de outubro de 2007

retalhos da vida de toda a gente

[267]

antónio lobo antunes (mesmo que ele não goste de saramago - que eu gosto - e que mesmo sem ler nada deste senhor, respeito e cito) falando sobre a sua doença (cancro):

"[...]Sente-se mais livre?
Foi muito difícil. Enfim, muito difícil é exagero...

Exagero porquê?

Porque, ao lado, vi pessoas que estavam muito piores que eu. Pessoas sem esperança, à espera da morte. As minhas hipóteses eram grandes e, por isso, às vezes, sinto-me culpado. Mas é verdade que me sinto mais livre, sinto-me muito mais livre. Livre para escrever, livre para viver, livre para amar. No outro dia, com os meus irmãos, disse ao João [o neurocirurgião João Lobo Antunes] que ele tinha escrito um texto muito bonito. E um deles comentou que nós não dizemos essas coisas uns aos outros. Eu agora digo, eu agora digo. E isso foi uma conquista porque, de repente, tornou-se evidente que esta é a única maneira de viver. Claro que tem que haver dignidade, e que não podem existir pieguices, mas acabaram-se as contenções. O meu avô morreu e, ainda hoje, sinto remorsos por não lhe ter dito que gostava muito dele. [...]"
[entrevista à visão]

parece-me que há algumas coisas interessantes nesta afirmação. primeiro é sem dúvida verdade que senti da mesma forma aquilo que ele diz. há pessoas ao nosso lado a sofrer muito mais. se carregas uma cruz, pois então ela não é mais pesada que a do vizinho.

e depois porque também eu senti remorsos por o meu avô ter morrido sem eu lhe ter dito o quanto gostava dele.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Lhasa *

existem histórias que merecem ser repetidas até à exaustão. via [para quando a nossa revolução], deixo-vos esta triste história.

"[...]Sherab tinha 15 anos, era monja e vivia no Tibete. Em 1992, foi presa por criticar o regime chinês. Na cadeia, algum tempo depois, foi castigada. Motivo: cantou música "subversiva" com as suas companheiras de cela. Segundo os relatos agora divulgados pela revista, a rapariga de 15 anos foi espancada com bastões eléctricos e com tubos de plástico cheios de areia. Ficou irreconhecível, com lesões nas costas, com os rins e os pulmões destruídos. Perdeu a memória e passou dois meses quase sem se conseguir alimentar. Resultado: Em Abril de 1995, morreu.[...]"

não há dúvida que o mesmo peso para pedirmos a libertação de Timor, serve para a medida da liberdade do Tibete.

* para este blog continua a ser a capital do tibete.

domingo, 29 de julho de 2007

hoje é dia de gravata preta


mesmo com o calor...é dia de a carregar...