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sábado, 26 de abril de 2008

David Beckham das Análises

Hoje fui fazer análises.

Urina Amarela e sangue vermelho.

Assim à primeira vista estou impecável!


quinta-feira, 8 de novembro de 2007

desengana-te minha ceifeira

[383]
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(espero demasiados dias pelas certezas que preciso mas nunca chegam. espero demasiadas horas pelos minutos de conforto. espero demasiadas vezes pelo desditoso destino que me aguarda)
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dei por mim a rir, um pouco trocista, da morte. essa caricata figura que escolhemos como ceifeira. pensei que era a única forma verdadeira de assumir o medo dela. assim percebi a tempo, demasiado a tempo, que nada pode impedir que ele nos comece cedo a sondar. olhei para as formas da estranha silhueta que rondava em passos lentos a escutar o coração dos presentes. deveria estar atenta aos fracos desígnios da nossa estrutura física. fraquezas essas, que não podemos impedir que ela referencie nos seus apontamentos.
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(o livro do monstro deve ter um sem número de epigrafes poéticas a dizer que todos vamos...)
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a placa da entrada dizia tudo. "fomos como vós, sereis como nós". os mortos ainda que mudos e quedos, sabem o que dizem. a morte, essa ignóbil certeza do fim, anda todos os dias no éter dos nossos pensamentos, e dificilmente nos desenvencilhamos dessa falha na engrenagem do passar dos dias.
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sem delongas mandei-a passear. registou qualquer coisa que não quis saber. mas sei que era isso que me iria levar a ela.
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um dia.
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não próximo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

dia mundial da psoríase

[343]

hoje alerta-se para o facto - estranho digo eu - de algumas pessoas não saberem que a psoríase não é contagiosa. eu, no que me toca, tenho umas brincadeiras nos cotovelos e nada mais. existem pessoas que sofrem destas lesões em todo o corpo, inclusive na cara, sendo alvo fácil de discriminação e ostracização pelo preconceito. para além obviamente dos danos psicológicos que carregam os que sofrem lesões desse nível de extensão.
a todos os que lêem esta mensagem aqui fica o site, para melhor perceberem a doença e os preconceitos existentes.
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da associação portuguesa de psoríase (psoportugal)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

retalhos da vida de toda a gente

[267]

antónio lobo antunes (mesmo que ele não goste de saramago - que eu gosto - e que mesmo sem ler nada deste senhor, respeito e cito) falando sobre a sua doença (cancro):

"[...]Sente-se mais livre?
Foi muito difícil. Enfim, muito difícil é exagero...

Exagero porquê?

Porque, ao lado, vi pessoas que estavam muito piores que eu. Pessoas sem esperança, à espera da morte. As minhas hipóteses eram grandes e, por isso, às vezes, sinto-me culpado. Mas é verdade que me sinto mais livre, sinto-me muito mais livre. Livre para escrever, livre para viver, livre para amar. No outro dia, com os meus irmãos, disse ao João [o neurocirurgião João Lobo Antunes] que ele tinha escrito um texto muito bonito. E um deles comentou que nós não dizemos essas coisas uns aos outros. Eu agora digo, eu agora digo. E isso foi uma conquista porque, de repente, tornou-se evidente que esta é a única maneira de viver. Claro que tem que haver dignidade, e que não podem existir pieguices, mas acabaram-se as contenções. O meu avô morreu e, ainda hoje, sinto remorsos por não lhe ter dito que gostava muito dele. [...]"
[entrevista à visão]

parece-me que há algumas coisas interessantes nesta afirmação. primeiro é sem dúvida verdade que senti da mesma forma aquilo que ele diz. há pessoas ao nosso lado a sofrer muito mais. se carregas uma cruz, pois então ela não é mais pesada que a do vizinho.

e depois porque também eu senti remorsos por o meu avô ter morrido sem eu lhe ter dito o quanto gostava dele.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Provocação

  1. Uma mulher de 35 anos vai ao hospital e é-lhe diagnosticado um quisto no ovário direito.
  2. Perto do dia da operação é avisada para a possibilidade de lhe poder ser retirado o ovário.
  3. No final da operação, o médico informa que foram retirados não um, mas dois quistos (um em cada ovário), sendo que se tinham poupado contudo, os ovários.
  4. Antes da alta e por curiosidade a mulher consegue ler o relatório e afinal tiraram-lhe o ovário, mas o esquerdo.

Eu tenho para mim que o estado não quer que o pessoal chegue à idade da reforma e por isso menospreza a prevenção e o diagnóstico precoce.

Agora, fico é de tal maneira confuso, que até tenho medo do que me fizeram sem eu saber.

P.S. toda esta história é verídica.