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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

a midnight valium for a good night sleep * [6]

[1430]

costumo dizer que há duas coisas que corrompem a moral da sociedade, mulheres e dinheiro. a uma destas causas ainda não consigo ser imune.
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* sutítulo do blog [vontade indómita]

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

a despedida no equinócio

[1395]

perguntaram-me um dia se acreditava na mudança ou reconversão das pessoas. sem resposta convincente, tenho pensado nisso insistentemente. não que me interesse muito por assuntos de índole maniqueísta, mas há sempre uma necessidade pertinente de pôr estas coisas no sítio, bem arrumadas, para o caso de um dia precisares delas.
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hoje, depois desse trabalho, acredito que não há nada a fazer por uma espécie de coração rebelde. é que a experiência provou-nos que a reciclagem só molda o produto, não lhe conferindo novas qualidades.
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um coração de papel reciclado volta em papel,
um coração de plástico reciclado volta em polímero,
um coração de pedra reciclado volta em pedra
(com muito boa vontade volta cascalho).
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a natureza pode ser moldável, nunca transformável. infelizmente para o meus sonhos idílicos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

largos dias têm 6 meses

[1393]

finalmente ontem (ao fim de seis meses) consegui tirar o cisco que me entrou no olho. tinha pouco mais de um metro e sessenta, cabelos escuros, e era linda de morrer (incluindo a formosura metafísica). não que me incomodasse, mas não me deixava ver mais nada.
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quarta-feira, 9 de julho de 2008

uma yoko ono qualquer

ainda a tempo (espero) daquele desafio das músicas preferidas...
esta é pela letra e não sabendo eu dizer coisas bonitas como o nosso fernando pessoa, faço uso das palavras e acordes de um grande artista (john lennon). FP, não leves a mal, também uso palavras tuas nas minha conquistas, principalmente nas mais demoradas ("J'essaie d'emballer une fille intelligente, c'est pas facile. Ca prend plus de temps". - Ensemble, C'est Tout)

dedicado a todas as "yoko onos"
ás dos nossos sonhos, ás que sonham connosco e ás que nos fazem sonhar,
ás que nos inspiram e despiram
ás que passaram, ás que ficam e ás que virão (para breve esperemos)
ás que nos conhecem e ás que não têm essa sorte (porque não querem... é só ir à adega)




Woman
John Lennon

(For the other half of the sky)

Woman I can hardly express
My mixed emotions at my thoughtlessness
After all I'm forever in your debt
And woman I will try to express
My inner feelings and thankfulness
For showing me the meaning of success

Ooh, well, well
Doo, doo, doo, doo, doo
Ooh, well, well
Doo, doo, doo, doo, doo

Woman I know you understand
The little child inside of the man
Please remember my life is in your hands
And woman hold me close to your heart
However distant don't keep us apart
After all it is written in the stars

Ooh, well, well
Doo, doo, doo, doo, doo
Ooh, well, well
Doo, doo, doo, doo, doo
Well

Woman please let me explain
I never meant to cause you sorrow or pain
So let me tell you again and again and again

I love you, yeah, yeah
Now and forever
I love you, yeah, yeah
Now and forever
I love you, yeah, yeah
Now and forever
I love you, yeah, yeah

domingo, 1 de junho de 2008

declamação dos principios não-básicos da vida

[1016]

acordei com a mesma cara de ontem. aliás pior um bocado mas com a certeza de estar na mesma. há um tempo em que assistimos a tudo de forma muito pacífica, despreocupada, desapegada, como se tudo se possa resolver quando houver necessidade premente disso.
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disserto só porque estou numa contenda com os médicos e eles acham que eu mereço esta dieta forçada (24 horas sem comer)
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li há dias um post do novo blog do editor da quasi edições, rua da castela, do jorge reis-sá. e começava assim,
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"Fui operado cinco vezes. Todas elas com anestesia geral. E confirmo: o medo é enorme quando entramos no bloco.
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Nunca me custou a dor. Isso aceita-se, ultrapassa-se. Com a ajuda das doses certas de medicamentos, isso é fácil. E mesmo sem elas, a dor é um estado mental mais do que físico. E o desconforto por ela causado, quando contínuo - como nestes casos - é aceite sem revolta, com resignação e serenidade. [...]"
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mais [aqui]
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esfreguei os olhos e refresquei a minha memória várias vezes até que percebi que não fui eu que escrevi aquilo. há um ponto de viragem em certos momentos que nos permitem rir de nós próprios e aceitar tanta coisa que não aceitavamos de ânimo leve. a dureza que nos guarda o caminho é por vezes um teste à perseverança, e um armadilha do destino.
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(aguardem só mais um momento que tenho de beber outro copo)
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mas o jorge reis-sá sabe que aquilo que ele escreveu é treta de médico com tiques de psicólogo. aceitar o que a vida nos dá, de bom ou de mau, é a melhor forma de a enfrentar, é fácil de dizer e difícil de executar. aceitando inevitabilidades como ir a um bloco operatório (para mim isso já seria o mesmo que lanchar) ou voltar a uma cirurgia de colocação de dreno, era o ideal não fosse isso ser como um pesadelo de todos os dias.
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(a nossa cara amiga do blog [o amor é um lugar estranho], (tem toda a razão, o amor é um lugar descolado da realidade) também refere o mesmo, a dificuldade em aceitar a inevitabilidade aqui neste post)
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o que me levou a escrever outro texto anestesiante, foi uma mensagem que me enviaram para o telemóvel que dizia "foste a pessoa mais imprevisível que eu conheci recentemente". eu do alto de toda a minha simples capacidade descodificadora deste tipo de mensagens (vindas de mulheres é sempre um cabo dos trabalhos) resolvi nem questionar se aquilo seria bom ou mau. não procures e vais ver que encontras, disseram-me um dia destes e acredito que devo guardar essa máxima.
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resolvi assim iniciar um desafio maior que a minha pessoa. escrever a lista. eu darei novidades em breve. um desafio que me levará a perceber o que me completará e principalmente o que me faz falta e o que me tenho esquecido de dar a mim próprio.
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(só mais um copo. quanto mais rápido beber isto melhor.)
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bem, tudo isto para concluir que mais uma anestesia geral não fará diferença. o suspenso tempo que medeia o início do acto médico, e o resultado final é que me chateia. e no dia seguinte o emprego e a vida estarão de novo na esquina.
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(já as mulheres e as suas sms continuarão indecifráveis)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

para os dias do descanso (ou não)

[947]

para reflectir, sobre o que se pode dizer para além destas palavras. está quase tudo lá. livros e mulheres. só falta o pormenor.
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"Desempacotando a minha biblioteca reparo que depois de tantos anos a queimar pestanas com deleuzes e derridas e barthes e foucaults e prousts e musils e ponges e austers e calvinos e delucas e kants e hélderes e giles e benjamins e alexandres e flauberts e stendhals e duras e bergsons e camus e gusmões e becketts e butores e quignards e handkes e llansóis e bhabhas e spivaks e cliffords e rimbauds e williams e sófocles e nietzches e o caralho, continuo sem saber resolver determinadas e enquinadas coisas da vida como por exemplo esquecer um corpo que foi de outros e que depois foi nosso e que voltará a ser de outros; (...)"
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lido [aqui]

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Porque será?

Este post vem no seguimento do post escrito pelo nosso caro FP, em que se lamentava dos seus fracos resultados quando disputa um jogo “de bola”.
Porque será? Não será pelas suas capacidades de ataque (que são bem fracotes), nem pela sua falta de treino.
O grande problema é que elas fazem jogo sujo, parece o futebol clube do porto (não percebo nada de futebol mas gosto da polémica entre clubes). Elas já têm o jogo ganho antes do apito inicial, não temos qualquer hipótese.
Enquanto jogamos apenas numa posição, sempre ao ataque, elas correm pelo campo todo (é pena não correrem nuas, que bela imagem me veio à cabeça agora), jogam ao ataque, à defesa e ainda arbitram o jogo. Decidem que estamos fora do jogo quando preparamos o nosso melhor contra-ataque.
Como será possível ganhar um jogo destes? É só jogo sujo.
Ainda por cima recorrem com frequência à prática de doping, usam substâncias perfumadas que nos enfraquecem as pernas. Como podemos correr assim? Não podemos.
Temos de nos limitar à nossa insignificante existência neste campeonato dominado por elas, e esperar que nos chamem para dar uns toques de bola de vez em quando.

Puta que pariu …

segunda-feira, 21 de abril de 2008

a analogia

[918]

a vida pode ter muitas coincidências com o futebol.
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nesta fase da minha vida com 27 anos, deveria ser um jogador maduro, no auge das suas capacidades futebolistícas. o que é certo é que no jogo deste fim-de-semana, estive três vezes isolado com a bola nos pés. e olhos nos olhos com o guarda-redes rematei as três vezes para fora, sendo que um remate até saiu pela linha lateral.
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eu admito que, apesar dos esforços do meu empresário, a jogar assim dificilmente assinarei o contrato da minha vida. no fim do jogo fui eu que saí pela linha lateral.

terça-feira, 8 de abril de 2008

os meandros da derrota

[869]

todos sabemos que o corpo tem 70 % de água. eu sempre desconfiei que os outros 30 % seriam orgulho.
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"O amor não é uma democracia. Se o amor fosse uma democracia, um homem que perdesse uma mulher diria, como nas noites eleitorais: «Acabo de telefonar ao meu adversário, congratulando-o pela sua vitória e desejando-lhe as maiores felicidades». E que eu saiba ninguém faz isso."
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pedro mexia [estado civil]

quinta-feira, 3 de abril de 2008

deve ser do sol

[853]

será da minha vista ou, com este tempo maravilhoso, os pirilampos começaram a brilhar durante o dia?

sexta-feira, 7 de março de 2008

3 mulheres e outras tantas histórias

[790]

1
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nada como uma boa paixão. no filme forrest gump, o actor corre uma vida inteira atrás de uma mulher. empiedosa. de espírito livre. incensurável por isso. um espírito livre necessita de liberdade. ora o problema é que o rapaz, como o sísifo, sobe a pirâmide todos os dias com uma pedra e ela rola pedra abaixo no memento em que pensa atingido o topo.
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resultado: a mulher volta para ele ao fim de duas dezenas de anos.
problema: embora acredite que isto é possível, o mais certo era ele ter subido a uma pirâmide onde a pedra não rolaria.
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2
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ao que parece tive um tio-avô (a minha mãe diz que eu o conheci, mas deve ter sido há tanto tempo que nem me lembro) que em tempos namorou uma mulher. teve um filho dela e depois separou-se. segundo a minha mãe o homem era um galã. conheceu as mulheres mais bonitas da terra e arredores. a mulher a quem ele tinha feito o filho nunca mais se apaixonou de novo. esperou por ele. anos a fio. ele depois casou com outra mulher.
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resultado: a mulher nunca mais quis saber de nenhum homem. mas ele nunca voltou para ela. o certo é que mesmo depois da morte do meu tio-avô, ela continua a dizer à minha mãe quando a encontra na rua, que o tio era o homem da vida dela.
problema: a mulher podia ter vivido a vida dela com outro homem, merecedor daquela dedicação (que teria o homem, caraças?)
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3
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conheci uma solteira, com mais de sessenta anos. razões profissionais. a mulher foi em tempos (segundo me disse um vizinho) a mulher mais bonita da terra. não havia homem que não a quisesse (incluindo o vizinho que ia dizendo isto em frente da esposa dele). ora, a opção dela foi ficar solteira e rica (meu deus do céu, e viajar? conhecer o mundo e desencantar numa cidade qualquer o homem da vida dela?)
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resultado: hoje ainda é solteira e rica.
problema: o sobrinho, que não faz quase nada da vida vai herdar tudo, o malandro, que anda num bom carro e goza o que a tia nunca gozou.
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dedicado ao dia das mulheres. por todo o respeito que me merecem. e aos caminhos estranhos e desencontrados do amor na vida das pessoas.
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p.s. isto não significa que tenha mudado de ideias em relação aos três actos anteriores. é só uma nota de reconhecimento da importância das mulheres. mesmo que abomine o facto de elas comemorarem isto como se fosse o dia da redenção.

trocar uma mulher em 3 actos

[789]

1º curso intensivo de ioga.
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2º comprar um kart para aliviar o stress e fugir um sábado inteiro.
(já há um candidato para esta parte. para alinhar comigo)
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3º comprar uma moto de água e passar todo o verão a correr as praias do norte.
(já há dois candidatos para alinharem nesta parte, embora eu admita que esta é capaz de ser contraproducente)
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bom fim-de-semana

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

a prosa - poesia ou o poder da escrita

[591]

o remorso de baltazar serapião, valter hugo mãe, quid novi - 174 pp. (*****)
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e assim passou uma semana. deleitado sobre esta preciosa escrita roubada aos dedos mais escorreitos que li nos últimos tempos, debrucei-me com todo o cuidado para que nada me escapasse neste enredo que me chegou às mãos.
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a bem da verdade, merece ser destacado de facto o papel importante que a FNAC desempenha na vida cultural da cidade bracarense. eu pelo menos assisto com regularidade aos eventos que por lá passam. uma das apresentações recentes, que presenciei, foi a de valter hugo mãe. esteve a apresentar o seu livro galardoado com o prémio saramago. a apresentação foi interessante e ágil, de modo que prendeu até ao fim todos os que lá se deslocaram.
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a entrevista foi conduzida pelo paulo brandão, director do theatro circo, amigo do escritor, e a impressão que fica é a de uma tremenda humildade com que encara o público ou como se relaciona na hora de interagir com os leitores.
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a história de baltasar serapião, vivendo em tempo e espaço que, na minha opinião, poderia ser bem enquadrado neste século, e não só na idade média, mostra-nos o lado mais obscuro da vida em tempos difíceis. talvez seja assim mesmo, tal e qual ela é. o casamento com instituição, a escolha dos casamentos pelos pais, os senhores donos das terras e do trabalho dos serventes, a loucura da educação das mulheres numa época de pouca liberdade, o amor encarado das mais fortes perspectivas, e os remorsos de quem luta uma vida por um ideal e ele sai furado. no final ninguém ganha. toda a gente perde.
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aliás, no fim só ganha o leitor. a escrita leva-nos a apreciar este estilo prosaico, impregnado de poesia, recriando algumas formas de oralidade de há algum tempo perdidas. uma delicia pois então.
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queria deixar duas citações, das menos obscuras. pelo menos estas duas eu senti terem saído de um estado de inspiração maior.
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"[...] senti uma felicidade absoluta, uma felicidade infinita como se possível fosse que, ali no meio de nada e deitados para a solidão, estivéssemos no paraíso. senti uma felicidade assim, como se, ainda mais, fosse posível não querer ver os defeitos de uma mulher e amá-la e conservá-la para além do que deus queria. [...]" pp. 169
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"[...] sabe, senhor paulo, as mães são como lugares de onde deus chega. lugares onde deus está e a partir dos quais pode chegar até nós. porque só através delas nos encontramos aqui. e, por isso, não há mãe alguma que não mereça o céu, porque, em verdade, as mães transportam o céu dentro delas, e multiplicam-no a custo, como um ofício [...] haverá de se ter debaixo desta pedra uma mulher como se fosse uma própria núvem do céu, uma coisa muito leve sob o peso da pedra. muito leve mas forte, capaz de resisitir aos ventos. capaz de fazer tempestades. [...]" pp.73
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e termino dizendo que a literatura portuguesa tem muitos e bons nomes. eu prefiro a literatura portuguesa.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

à vista desarmada

[571]

senta-se todos os dias na mesma mesa, bom dia, como está, pode ser o costume, e o tempo está a melhorar, ou a piorar, conforme os dias. tem o corpo de quem não perdeu tempo com outras brincadeiras a não ser o esforço físico e a manutenção, tonificação, reforço muscular. ora em sendo o primeiro dia do ano, estamos perante um corpo de 365+1 dias de permanente tentação à devassidão. ora amarga, ora doce, outrora despeitada, hoje mais cruel, sabe que quem visita o corpo dela com os olhos, não mais desprenderá a alma da tentação. e no entanto não passa do que se supõe ser um desmedido sonho de adolescente.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

tiradas impetuosas

[412]
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aqui, na [escrita casual], diz-se o que se pode fazer para ser feliz, mesmo que nos condenemos ao vício do consumo (livros , filmes e cd's - mais jornais e revistas - sublinho eu). o sentimento de posse, principalmente de um livro, é algo de extraordinário. o cuidado com que lhe tocamos ao ler, como se fosse ao escritor que transportassemos, e a calma como folheamos as páginas , são a prova da vida que ele tem. e depois, mesmo que fique na estante, estará a olhar para (e por) nós todos os dias.
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diz o gustavo sampaio,
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"[...] é estúpida, esta analogia entre o sentimento de posse e a felicidade, mas, na minha pessoa, só se manifesta relativamente a livros, discos e filmes. e quanto às mulheres? nada de possessividade, garanto. porquê? porque quanto mais livres, mais misteriosas, logo mais sedutoras, e mais apaixonantes. uma mulher "cativa" é um aborrecimento constante, como que uma flor sem sol, murchando a cada novo condicionalismo masculino. leiam marcel proust e interiorizem o desastre para onde caminham, indelevelmente, ao aprisionar uma mulher que deseja ser livre, ou seja, uma mulher digna de ser amada [...]"

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

definições essenciais

[384]
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estrogénio, hormona feminina.
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testosterona, hormona sexual masculina, segregada pelos testículos.
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