terça-feira, 17 de novembro de 2009
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Publicada por S. G. à(s) 17:24 0 amigos do bagaço
Etiquetas: Música, valter hugo mãe
sexta-feira, 19 de junho de 2009
a música que nos dá o governo
[1717]
GOVERNO - Meio Bicho e Fogo from 8 e Meio on Vimeo.
Publicada por S. G. à(s) 17:29 0 amigos do bagaço
Etiquetas: valter hugo mãe
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
fontes de inspiração [2]
[1489]
Às vezes perco-me nos caminhos que
conheço. Adormeço nos ruídos do
mundo sonhando banalidades
enquanto sou feliz. Sempre que
falho e fecho os olhos, imagino
outra pessoa perto de mim aquecendo as
mãos no calor do meu corpo como nas labaredas
de uma pequena fogueira.
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espero ter sido útil. agradeço a informação prestada pela solícita e simpática ana.
Publicada por S. G. à(s) 21:44 4 amigos do bagaço
Etiquetas: ana salomé, fontes de inspiração, fontes do ídolo, o cicio de salomé, valter hugo mãe
sábado, 24 de janeiro de 2009
fontes de inspiração
[1483]
Publicada por S. G. à(s) 18:40 0 amigos do bagaço
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
há filisteus no deserto
[1400]
ou os caminhos cíclicos do entroncamento da literatura.
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" [...] Fazes o caminho que só se pode fazer sozinho e de noite, pois todos temos um portão e um jardim para atravessarmos, sozinhos de noite, debaixo e sobre e entre o medo [...]"
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nenhum olhar (bertrand), josé luis peixoto, pp. 82
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" [...] vou buscar o meu coração. guardei-o aqui
algures e, por ti, tenho a certeza, vale a
pena voltar a encontrá-lo e correr todos os
riscos de novo. [...]"
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folclore íntimo (cosmorama), valer hugo mãe, pp. 20
Publicada por S. G. à(s) 22:21 5 amigos do bagaço
Etiquetas: casa de osso, josé luís peixoto, poesia, valter hugo mãe
terça-feira, 9 de setembro de 2008
o apocalipse dos trabalhadores
[1205]

quem ler esta obra não passará a conhecer bragança, nem mais pormenores do interior de portugal, dos que não sejam já sobejamente conhecidos, mas poderá contudo provar um sabor mais requintado e eloquente desta gente, “porque isto aqui não é nada […] não vai ser terra de negócio para ninguém. vai ser um campo vazio a arder no verão e a congelar no inverno, e quem cá viver será só vítima de um dia atrás do outro e nada mais.” (pp. 180)
o enredo centra-se mais na vida difícil dos que sem empregos estáveis, e dos que com trabalho muito precário e muito mal pago, levam uma vida de desenrasque constante. a maria da graça, personagem principal , leva uma vida de mulher-a-dias, na casa de um rico senhor ferreira, que paga um ordenado miserável. certo é que o homem passa o dia em casa e em variadas ocasiões o sexo entre os dois é tema mais que estranho, dada a inconstância da reacção de maria da graça, ora consente o acto, ora se recrimina pela traição ao marido augusto que vive em alto mar.
a quitéria, segunda mulher-a-dias, é também peculiar pela idade avançada e por ser descrita como mulher desembaraçada no que toca a amantes. o andriy, seu novo namorado, é o personagem romeno que completa o cenário, entrelaçando a difícil vida dos romenos com a sua imigração em busca de um país que os fará ricos, com a realidade transmontana. as dificuldades levam à conclusão que “o melhor era beber a cada noite o suficiente para deixar de pensar nisso. não pensas, não falas, não queres falar […] é importante perder a lucidez para não existir a necessidade de se ser compreendido, […] viu-se como um competente administrador das suas penas, pondo-lhes fim, uma a uma, com força de ferro.” (pp. 55)
há dois aspectos de salientar na construção do cenário, um deles ressalta à vista por descrever de forma muito kafkiana (na vertente metamorfose), a forma como o pai do senhor ferreira se arrasta pelo chão como uma tartaruga – depois de uma queda que o paralisou – realçando o pormenor estético duro da imagem transmitida. o segundo aspecto é a constante descrição dos sonhos de maria da graça tentando entrar no céu, que apesar de peculiar, dá-nos uma visão dantesca do que poderemos chamar purgatório.
o refinar da qualidade do sarcasmo e principalmente da ironia, mostra que neste livro houve um esforço em tentar pintar de uma forma mais leve os cenários da vida difícil que os personagens são obrigados a enfrentar, sobressaindo principalmente na descrição dos velórios em que as duas mulheres vão ganhar dinheiro fazendo de carpideiras. há certos momentos hilariantes em que ao imperar o medo o autor alivia o suspense pela conversa das duas amigas “chiu. ouviste. não. pareceu-me ouvir qualquer coisa. quem dera seja um homem e nos viole. cala-te és tão estúpida. e tu pior, que te apaixonas pelo estupor de um velho que te come com um dedo mindimo e cheira mal.” (pp.33)
parece diferir em muito da forma como foi construído “o remorso de baltasar serapião”(2006) e “o nosso reino” (2004), estes sim muito próximos nos cenários um pouco carregados do fabuloso e do imaginário. neste caso a vida acontece tal como ela é, onde sobressai a permanente luta entre o que se pode compreender ser o amor, e o que se vive na prática. há sempre presente a ideia de que os personagens são românticos e sonhadores, aspirando a uma vida amorosa perfeita, contrastando com os seus inconsequentes actos dominados pela vontade sexual. atente-se nas duas citações seguintes: “encheu o peito de tanta coisa que poderia ter respondido de mil maneiras, boas ou más, tão diferentes e todas tão importantes. parou os olhos no ar expectante do desconhecido e respondeu, não me interessa o amor, isso é coisa de gente desocupada que não tem o que fazer.” (pp.29) desdenha-se o amor, para logo a seguir comprar esta imagem, “pois, coitada, morrer de amor á espera. isso de esperar é que me dói. morrer de amor tem de ser no acto, isso, sim, é morrer de felicidade. agora morrer à espera é do pior.” (pp.34)
gosto também de realçar a forma muito pessoal de encarar a religião do autor, porque em muitos aspectos parece um católico, que não sendo ateu, nem propriamente um agnóstico, delimita a força de chegar a deus ao homem e à sua vontade própria de se comunicar com ele, “é o que devia ser uma religião, apenas isso, uma profunda e tão intuitiva paixão pela vida.” (pp. 59)
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o apocalipse dos trabalhadores [8/10]
valter hugo mãe, quidnovi - 2008
APRESENTAÇÃO NA FNAC BRAGA - QUARTA-FEIRA, 10 de SETEMBRO
Publicada por S. G. à(s) 09:20 1 amigos do bagaço
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
obrigado a todos


Publicada por S. G. à(s) 18:01 1 amigos do bagaço
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
apocalipse dos trabalhadores
Publicada por S. G. à(s) 13:02 2 amigos do bagaço
Etiquetas: casa de osso, o apocalipse dos trabalhadores, valter hugo mãe
terça-feira, 17 de junho de 2008
às duas por três
[1061]
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e os livros que li e que ainda não falei, são os seguintes,
o maravilhoso aliado ao espírito negro da parte humana, um romance enquadrado em qualquer lugar perdido, com referencias a um portugal próximo do 25 de abril. o homem mais triste do mundo, o benjamim (suponho eu) vive numa aldeia que insiste em admirar os seus domínios das forças ocultas. é um santo que assite aos rituais e crenças profundas da ignorância do povo, que lhe pede milagres.
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jerusalém, gonçalo m. tavares (****)
um história desenrolada na cidade santa, com uma mulher cujo fim da vida se aproxima, dado conhecer a sua doença terminal. vamos avançando na narrativa até perceber o caminho percorrido por esta mulher louca, a sua passagem pelo manicómio, o casamento com o médico, o filho, a saída, o fim, o fim e o fim, até o milagre acontecer, a a morte não chegar de forma nenhuma.
outra das maravilhas que comprei na assírio e alvim, foi este monumento poético,
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Publicada por S. G. à(s) 13:38 3 amigos do bagaço
Etiquetas: cinema, da saga: eu também sei escrever textos grandes, Delírios Saudáveis, Livros, revista ler, valter hugo mãe
terça-feira, 6 de maio de 2008
segundas dos livros
[956]
cá esperamos pelo novo romance (em fase de acabamento). e também por novas conversas à volta dos livros.
Publicada por S. G. à(s) 17:44 1 amigos do bagaço
Etiquetas: conversas à volta dos livros, eduardo jorge madureira, valter hugo mãe, Velha-a-branca
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
palavras simples que me confortam
[738]
Publicada por S. G. à(s) 10:25 4 amigos do bagaço
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
a prosa - poesia ou o poder da escrita
[591]
o remorso de baltazar serapião, valter hugo mãe, quid novi - 174 pp. (*****)
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e termino dizendo que a literatura portuguesa tem muitos e bons nomes. eu prefiro a literatura portuguesa.
Publicada por S. G. à(s) 10:11 3 amigos do bagaço
Etiquetas: Livros, mãe, mulheres, valter hugo mãe
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
se te perguntarem por nós, sobre
que coisa fazemos quando estamos
juntos, diz a verdade
que deslocamos os cometas sem
querer, as estrelas para desenhos e
a lua garantindo o amor
diz a verdade sobre a intervenção
na cósmica escolha dos casais,
a obrigação de nos obedecer
não fosse o universo desentender quem
somos e favorecer a separação ou,
pior, o não nos havermos conhecido
Publicada por S. G. à(s) 12:49 3 amigos do bagaço
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