[651]
veste o casaco axadrezado, sai comigo à rua.
vamos ver os carros devagar a descer e nós a correr,
de mãos dados, p'ra que nunca me fujas.
veste esse vestido roxo, traz um xaile de malha.
vamos ver aquelas árvores onde me seguro e baloiço
e me empurras com as minhas pernas esticadas.
lembras-te de quando me dizias, que isto era muito dinheiro,
e mesmo antes de te atormentar o coração, já eu te dava a mão,
para sairmos em busca do que não se compra.
pousa sobre as pernas a tua manta cor de rosa,
agasalha os dias que passamos em uníssono, e onde o cordão
era apenas a peça em falta na união perfeita.
veste esse sorriso de amor.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Mãe [4]
Publicada por S. G. à(s) 20:41 0 amigos do bagaço
Mãe [3]
[650]
mãe,
quando ainda não chegava à tua cintura,
nem mesmo em bicos de pés, esticado
a pedir a tua atenção, esticado
e agarrado à tua saia,
mãe,
quando ainda não chegava aos pés,
nem mesmo com a força da manhã, olhava
a tua dedicação minuciosa, olhava
e sentia o chão frio,
mãe,
e quando me calçavas as meias e os sapatos, mãe?
(30/01/2008 12h06)
Publicada por S. G. à(s) 20:38 0 amigos do bagaço
Mãe [2]
[649]
e nas manhãs que acordavas sonolenta,
e naquelas horas de correria,
nos momentos mais ariscos e sérios,
tu ainda sorrias.
(30/01/208 11h45 a.m.)
Publicada por S. G. à(s) 20:35 0 amigos do bagaço
Mãe [1]
[647]
que tormentos e dores me dás minha mãe.
carrego comigo o teu peso em suspenso, dias
a fio sustendo no peito os desafios, dias
próximos da hora da tua chegada, dias
em que nasças de mim.
dar-te à luz de mim, assim dada
a ver este mundo de rudeza e suor,
carrego o peso do teu crescer.
que tormentos e dores me dás minha mãe.
embalo-te em noites frias de inverno, eu
só, na busca do sono que tenhas em sossego, eu
só, enxugando lágrimas incónitas, eu
só, para o amparo da solidão.
porque me choras assim, destreza de grito?
porque insiste em segurar-me a mão?
porque queres nascer de novo em mim?
que tormentos e dores me dás minha mãe.
pudesse eu ser a tua força encarnada
e este meu delírio invertido não seria mais
que o desejo de te tirar a terra de cima,
que tormentos minha mãe.
(29/01/208 23h30 p.m.)
Publicada por S. G. à(s) 13:41 0 amigos do bagaço
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
a prosa - poesia ou o poder da escrita
[591]
o remorso de baltazar serapião, valter hugo mãe, quid novi - 174 pp. (*****)
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..
e termino dizendo que a literatura portuguesa tem muitos e bons nomes. eu prefiro a literatura portuguesa.
Publicada por S. G. à(s) 10:11 3 amigos do bagaço
Etiquetas: Livros, mãe, mulheres, valter hugo mãe
sábado, 8 de dezembro de 2007
a minha é melhor que a tua (II)
[499]
por razões comerciais ( este mês já por si vende muito) não se comemora como deveria ser o dia da mãe.
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para mim dia da mãe é hoje. e por isso comemoro o dia da minha mãe hoje. o dia da melhor mãe do mundo. o dia da mãe que é melhor que a vossa.
Publicada por S. G. à(s) 19:56 0 amigos do bagaço
Etiquetas: dia da mãe, mãe
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
a minha é melhor que a tua
[482]
«Por isso, às vezes, as palavras que te digo são duras, mãe, e o nosso amor é infeliz.»*
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* - Eugénio de Andrade, Poema à mãe
via [luz acesa]
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tenho a convicção que a minha mãe é a pessoa mais injustiçada do mundo. acho que até ao fim da minha vida não poderei pagar tudo o que fez e faz por mim.
Publicada por S. G. à(s) 17:01 5 amigos do bagaço
Etiquetas: ingratidão, mãe




