segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

reescrevi a história do coronel

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depois de ter respondido ao desafio do blog [tons de azul], e de ter pedido encarecidamente que votassem na minha carta, venho desvendar o mistério e deixar a minha missiva ao coronel.
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“Macondo, 30 de Julho
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Coronel,
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Escrevo-lhe desta terra maravilhosa que ainda resiste à guerra, desde que ela se instalou indefinidamente na nossa pátria. Certo de que há muito que não dou notícias, quero pedir desculpa e dizer-lhe que a sua casa está à minha guarda pessoal. Todos saíram daqui. Restam 3 soldados e um deles está coxo. Foi ficando sem esperança de que alguém do exército o viesse buscar para regressar. O comboio fez a última viagem no início do ano e desde então só recebemos por barco, e uma vez por mês, mantimentos (muito poucos aliás) para esse tempo.
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Devo dizer que o capitão tem a sua fama em muito boa cotação. Eu sei que somos poucos, mas eu ainda conto. Eu admiro-o e limpo o seu quadro todos os dias de manhã. Tal qual faço a minha limpeza diária. E depois o pó não tem ajudado. O deserto tem avançado sobre a cidade e a poeira é cada vez mais insuportável.
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Escrevo-lhe para mostrar o meu apreço pelo facto de a sua esposa ter descoberto que o senhor tem um filho bastardo. Não sei como ela terá reagido ao saber, mas queria deixar a minha consideração ao nosso capitão que nunca deixará o de ser. Temos pedido o fim da guerra a deus, para que possamos um dia estar aos seus comandos uma vez mais.
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O seu filho”
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gostaria de dizer que a minha ideia foi cruzar esta história, "ninguém escreve ao coronel" de gabriel garcía márquez, com o seu romance, "100 anos de solidão". a terra de macondo é original desse mesmo romance, os soldados são referidos por causa da guerra, e ainda é relatado o facto do deserto avançar sobre a cidade (no final da obra o deserto acaba por dizimar a cidade).
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estão aqui as outras 3 que participaram, aqui, aqui e aqui.
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a isto eu chamo de divertimento. obrigado ao TONS DE AZUL.

2 comentários:

tonsdeazul disse...

Ah! Então foi de um outro livro do autor que foste buscar a inspiração! :) Como ainda tenho esse na prateleira, em lista de espera, não chegaria lá se não tivesses contado!! Claro que quando o lesse...
Obrigada pela referência.
O prémio já vai a caminho. :)

Fernando Pessoa disse...

Achei a ideia engraçada. Embora não tivesse lido o livro "ninguém escreve ao coronel".

Obrigado pelo prémio.

Abraço