terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

sui generis

[704]

se arrasto os pés no chão, não é a culpa que me pesa.
nem mesmo um coração vazio, que nada pode pesar.
se arrasto os pés no chão, não é por medo.
nem mesmo fugir é solução.
se arrasto os pés no chão, não é mais que dormência.
que o chão de terra não é opressor...
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se arrasto os pés no chão é por cansaço.
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ainda me lembro de ter sido uma sinceridade genuina ambulante. hoje, mal acordo, nem que veja um sol mais que abrasador, não vislumbro a verdade que outrora se assemelhava à frescura de uma dia novo. e mesmo assim, ainda existe um agora, e esse ainda se torna mais importante que perceber o porquê de tanta luta.
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(ainda bem que sui generis significa o único do seu género)

6 comentários:

Anónimo disse...

Se arrastas os pés é simplesmente porque apanhaste a cabra ontem

Fernando Pessoa disse...

esses anónimos, relativamente bem identificáveis, são os piores dos camurcinas...haviam de ter mais respeito...sois uns artistas do c*r*l** é o uqe vocês são...

El Salib disse...

Blasfémias! Boatos! Ele não apanhou a cabra ontem. Foi no domingo...

Fernando Pessoa disse...

blasfemos! nem no domingo...

já fiz a promessa. deixo de beber...basta o sol nascer para todos...

O Poeta Morto disse...

eu ouvi isso do deixo de beber, no domingo ao inicio da tarde... 8 horas depois já a cabra tinha sido solta

Fernando Pessoa disse...

a promessa so tem dois dias...achei que era o sacrificio maior que eu podia fazer...se conseguir escreve que deixo mesmo de beber...