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terça-feira, 8 de setembro de 2009

meu querido mês de setembro

[1745]

mais um bom autor que optou por um outro modelo e um renovado lugar. da [escrita casual] passou para o [spleen ville]. um bom lugar para parar.
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sexta-feira, 6 de março de 2009

these days [3]

[1571]
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deveria ter feito um comentário, acrescentado algo ao post anterior desta série sem nexo, ou pelo menos sem intenção definida. estes títulos espremidos ao limite, reclamando em si uma continuidade (nada de mais errado se pensarem que há nas minhas palavras lógica coerente e importante) são apenas as bóias de salvação, para quem no fundo não tem nada a dizer. confesso que os títulos são a razão dos textos e não o contrário. é como diz o senhor do blog do costume, "[...] os títulos têm a capacidade de apelar a outras histórias que a própria imagem [texto] não incorpora [...]" [vontade-indómita]
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mas a minha obrigação para com este blog ultrapassa a própria razão da sua existência. é ver pelas horas que, como um pai admira o seu filho, eu me vejo a apreciar o seu crecimento. daí não deixar de pensar sempre na melhor forma de vos transmitir as mensagens.
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[hoje mesmo, e porque a mais simples alienação da realidade me consola, deixo-vos três pérolas citadas entre aspas, como manda a boa regra da usurpação, mesmo que temporária, do brilhantismo alheio]
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1 - numa caixa de comentários de um blog [um sub-mundo que é impossível acompanhar a toda a hora], pude ler esta citação de marguerite yourcenar,
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" [...]"a felicidade é uma obra-prima: o menor erro falseia-a, a menor hesitação altera-a, a menor falta de delicadeza desfeia-a, a menor palermice embrutece-a", (in "memórias de adriano") [...] "
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2 - no capítulo intítulado "o delírio" da obra de machado assis (memórias póstumas de brás cubas) talvez um dos melhores de que tenho memória na literatura (mas não se fiem muito nela) há uma passagem fenomenal,
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" [...] Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da felicidade das coisas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura - nada menos que a quimera da felicidade - ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, com escárnio, e sumia-se, como uma ilusão. [...] " (pp. 27)
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3 - só mais um bom momento de relaxe, que isto de textos longos cansa. fiquem com este capítulo roubado do blog [escrita casual] (escusado será dar realce à parte que interessa, porque confio na vossa capacidade de intertextualizar o que está atrás e o que vem a seguir, sendo que a parte "tinha montes de amor para dar, só que ninguém o queria." é a mais hilariante),
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(cliquem na imagem para ampliar)

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sexta-feira, 25 de julho de 2008

algo vai mal no reino da dinamarca [2]

[1145]
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escreve muitas vezes as palavras certas. por isso aqui fica uma parte boa de um post fantástico.
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" [...] Ela que a certa altura apostou tudo em tornar insignificante o nosso encontro (o outro), que eu fazia promessas insensatas, que eu não tinha o direito de querer que ela significasse alguma coisa, ela recusava que se fizesse poesia à custa dela, não por ser prosaica mas porque tinha medo da poesia, e eu achei isso comovente, alguém que teme a poesia, e a veemência dela [...] "
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" [...] «depois quem se fode sou eu», isto para que eu percebesse a seriedade dela, e poética nessa brutalidade, que eu não tinha o direito de perturbar o mundo dela, e no entanto deixando que eu de algum modo a tocasse, «for he's touched your perfect body with his mind», mostrando-se tocada e indignada, com uma breve alegria que os olhos rasgados traíam e os lábios romanos suprimiam. [...] "
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na dinamarca está tudo bem, aqui é que está tudo mal.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

momentos cíclicos

[850]

vejam a curta metragem de wes anderson, "hotel chevalier". e atendendo ao estado de alma que restará, deixo-vos duas citações retiradas do mesmo blog, [escrita casual].
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"[...] pois para mim,a abdicação é talvez o patamar mais elevado desse sentimento enigmático e contraditório que dá pelo nome de amor. é quando nos sentimos de tal forma tomados por esse sentimento que somos capazes de abdicar de nós próprios em nome de algo mais importante, a pessoa que amamos, a felicidade dessa pessoa."
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"[...] a vida é, na sua essência, totalmente desprovida de sentido. para mais, [woddy] allen acaba por nos dizer que, [...] tudo aquilo que podemos esperar é distrairmo-nos da ausência de significado nas nossas vidas, ou iludirmo-nos acerca dela, da natureza aterradora do universo, e da horrível antecipação da nossa morte e aniquilamento pessoal."
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gustavo sampaio via [escrita casual]

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

os recônditos esconderijos do teu olhar

[750]
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nos dias em que íamos de metro ao parque, e bebias a água da fonte, mesmo que o aviso mostrasse que te poderia fazer algum mal, e o teu vestido brilhava em momentos de reflexo do sol, eu sei que eram dias felizes. mesmo naquele dia em que disseste que querias viajar, sem mim, partir para um lugar desconhecido e encontrar-te a ti própria, encontrar o sentido para a tua vida.
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(eu disse que ia contigo nessa viagem e que poderiamos ver melhor o que seria isso de sentido essencial)
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mas precisavas de espaço vital. eu eu dei. todo o espaço do mundo. todo este espaço que ainda hoje nos separa.
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mas eu sei que nesses dias era feliz.
21/02/2008 - 19:27
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de facto depois de ter escrito ontem estas palavras, vejo que há sempre uma perspectiva mais aproximada da perfeição que a minha. será caso para dizer,
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" [...] para quê a realidade, quando podemos ter tudo, poético, imagético, perfeito, ao fecharmos os olhos húmidos de chorar o desamor de um desencontro pleno de desencanto e desesperança e tudo mais? antes um breve momento de ilusão do que uma vida inteira de desilusão. [...]"
gustavo sampaio [escrita casual]

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

estado de espírito desconcertado

[727]

"[...] e que mal tem pertencer-te
ainda que ficticiamente?

e que mal tem viajar contigo
ainda que imaginariamente?

antes essa pequena porção de ilusão
do que mais nenhuma desilusão,
antes essa pequena porção de ilusão
do que mais nenhuma perdição.[...]"
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gustavo sampaio via [escrita casual]

e tudo a chuva levou

hoje é dia de sonhar com paris. acordeões, pintores e campos elísios. e ainda de pensar na real possibilidade de conquistar o arco do triunfo. ou só o triunfo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

(re) citações

[643]

bem visto e bem escrito pelo gustavo sampaio, é de uma precisão impressionante.
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"[...] o meu mapa cartográfico-sentimental é caótico. e quase todas as meninas bonitas e tão corajosas que tentaram desbravá-lo acabaram perdidas num infindável labirinto de emoções assimétricas e afectos desordenados. em suma, foram vítimas, precisamente, daquilo que em primeiro lugar as cativou na minha pessoa. e escuso-me a especificá-lo, basta lerem-me atentamente. [...]"
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leiam o post todo. aqui.