quarta-feira, 10 de setembro de 2008

a insigne poesia dos limas [2]

[1206]

beija-lhe na testa a poesia
que se acumulou pelos anos,
aquela que se verga nos riscos marcados
na pele suave.
beija-lhe a testa.
.
beija-lhe o cheiro do cabelo
que se entranhou na memória,
o cheiro que de olhos fechados semeia passados
na pele, no cabelo
beija-lhe a testa.
.
beija-lhe o implícito contrato
que se assinou com olhos postos no horizonte,
num destino bordado a ponto cruz
em tela, no cabelo, na pele.
beija-lhe a testa.
.
.
.
(a insigne residência dos limas [1], [2])
(a insigne poesia dos limas [1])

2 comentários:

S. disse...

o sentido secreto de um beijo na testa...só o sabe quem o recebe...

gosto de beijos na testa...não gosto da minha falta de tempo para me perder nas palavras que aqui vais deixando :(

Fernando Pessoa disse...

:)

e eu gostava de ter mais tempo para escrever mais e melhor (de preferência)

e sobre os beijos na testa teria também mais a crescentar...