quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

as coisas que me agrada ouvir

[676]

" [...] Te busqué
Debajo de las piedras y no te encontré
En la mañana fría y en la noche
Te busqué, hasta enloquecer

Pero tú llegaste a mi vida como una luz
Sanando las heridas de mi corazón
Y haciéndome sentir vivo otra vez [...] "
juanes & nelly furtado - te busqué

" [...] a hundred days have made me older
since the last time that i saw your pretty face
a thousand lies have made me colder
and i don't think i can look at this the same
but all these miles that seperate
disappear now when i'm dreaming of your face [...]"

3 doors down - here without you

citação de alberto caeiro [2]

[675]

das viagens que fizemos, e das que faremos, as palavras são resumos difíceis de se exporem. o homem que adivinhou a data da sua morte, escreveu isto,
.
" o frio especial das manhãs da viagem,
a angustia da partida, carnal no arrepanhar
que vai do coração à pele,
que chora virtualmente embora alegre."
9/10/1927
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"[...] fiz a viagem, comprei o inútil, achei o incerto
e o meu coração é o mesmo que foi, um céu e um deserto [...]"
1/12/1928
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a bem dizer, acerta sempre.

quem és tu romeiro?

[674]

ora, se por aqui me chamam fernando pessoa, e noutros lado zézé, ou se até o homem da bomba me trata por senhor gomes, eu começo a ter dúvidas de quem eu sou...
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caso para responder, ninguém, ninguém...

Noite inesquecível na Noruega!

Um homem do Norte, É SEMPRE um homem do Norte, carago.
Um industrial de Paços de Ferreira foi à Noruega comprar madeira para a sua fábrica de móveis.
À noite, sózinho no bar do hotel, repara numa loira encostada ao bar. Não sabendo falar norueguês, pediu ao barman um bloco e uma caneta.
Desenhou um copo com dois cubos de gelo e mostrou-o à loira.
Ela, sorriu e tomaram um copo.
De seguida começou a tocar uma música romântica. Ele, pega novamente no bloco, desenha um casal a dançar e mostra-lhe.
Ela levanta-se e vão dançar.
Terminada a música, regressam ao bar e é ela que pega no bloco. Desenha uma cama, uma cadeira e uma cómoda e mostra-lhe.
Ele vê e diz:- Sim, sim, sou de Paços de Ferreira...

será possível existirem dois mundos que se tocam de forma invisível?

[672]

perdoe-me o gustavo sampaio, mas eu tenho de o citar mesmo que a ele não lhe agrade. é que certas palavras são escritas para serem lidas, e outras, mesmo que mistificadas, para serem compreendidas...
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" [...] schopenhauer continuou a regar a fogueira com gasolina, acrescentando, subtilmente, que eu cheguei a casa numa destas noites a cheirar as mangas do meu casaco, em busca de um restinho do aroma feminino que tanto me encantou ao longo de um primeiro encontro, suspirando de amor com maiúscula. nietzsche franziu o sobrolho esquerdo e questionou-se sobre em que é que terá falhado na sua missão para me converter à eterna miséria e infelicidade desumana do cinismo niilista. [...] "
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via [escrita casual]

e deus criou o mundo

[671]

um dia os pássaros voaram baixinho, e mesmo não precisando deles, eu dei-lhes de comer.
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um dia os pássaros voaram baixinho, e como não precisava deles, não lhes dei de comer.
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e um dia, quando eu precisei deles, mesmo não tendo que lhes dar de comer, eles voaram baixinho, junto a mim, entregando-me o que eu precisava.
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suponho, que os amigos são mesmo assim. e a moral desta história cada um que a disseque.

citação de alberto caeiro [1]

[670]

" [...] eu o foco inútil de todas as realidades,
eu o fantasma nascido de todas as sensações, (...)
eu sofro ser eu através disto tudo como ter
sede sem ser de água [...] "
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" [...] à porta do casebre,
o meu coração vazio,
o meu coração insatisfeito,
o meu coração mais humano que eu,
mais exacto que a vida [...] "
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de facto este tom disertativo deve prejudicar um pouco a imagem do blog. mas, e para muita pena minha, é o meu estado de espírito que comanda estas palavras. e a bem de todos quando quiserem ler alguma coisa que de facto possa melhorar o dia-a-dia, passem numa livraria e comprem um livro. não venham ler a sucessão de post falhados.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

e se o fernando pessoa morrer de novo?

[669]

pensei em matar de novo o poeta. não que tenha alguma coisa contra. até me tem trazido muita inspiração (acho eu - melhor os anónimos avaliarem isso). mas o homem também transporta demasiado medo, demasiada incerteza, demasiado chão onde os passos não são firmes. e eu que posso fazer por isso. nada. em especial pela tragédia grega que lhe corre nas veias. de facto tanta tendência para a tristeza, traz pouca sorte. o destino começa a rondar de mansinho a fatalidade reinante. e eu que posso fazer por isso. nada. não se admirem pois que o poeta possa morrer. de novo. seria pois "o ano da morte de fernando pessoa - e seus heterónimos". vou deixar o tempo falar. se me fizer tropeçar o amanhã, encarrego-me de encomendar o fim do lamechas. e em boa verdade, irá nascer um novo eu. um outro eu mais igual aos outros comendadores da parvoíce. mas que vencem sempre. e se vencerem desta vez, eu próprio pago o funeral. e eu próprio pago um jantar de apresentação do novo eu.
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ou então até ganho. deixem ver.

quando souberes de mim

[668]

o meu coração é um aquário, pequeno e de forma arredondada,
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alguém se importa de alimentar os peixinhos, antes que eles morram?

peito [5]

[667]

e de todas as luzes que na noite desceram
duas delas dilaceraram o meu peito,
.
uma reflectida nos teus olhos
outra transportada na tua boca.

peito [4]

[666]

encheram-me o peito de brisa fresca,
e não sei por onde circulou o ar.
abriram gavetas, sacudiram o pó, e
neste meu armário já não há cheiro a naftalina.
.
só primaveril esperança de cheiro fresco.

peito [3]

[665]

pousei os pés na água. límpida.
.
o frio que me encolhe os dedos
o gelo que enrijece a pele
a mágoa que adormece a circulação
e o peito a rebentar.
.
pousei os pés na água. límpida.
.
remexo o fundo coberto de algas
arrasto as pedras milenares
arranco ao espaço uma erva seca
e o peito em histeria.
.
pousei os meus pés na água, límpida,
e o meu peito a rebentar de histeria.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

[664]

[...] y escribir nuevas historias,
en el libro de tu amor.
Y así salvarme de esta maldición [...]

david bisbal

[663]

solo me queda el gran silencio de tu voz.

peito [2]

[662]

deixa-me ouvir o teu ombro, deslocado
agachado pela minha cabeça em descanso.
deixa-me segredar o que precisas ouvir,
encostar a alegria sussurante do meu peito,
no calor do sorriso promessa.
.
dá-me a tua mão, agarra-a em força,
desenha arco-íris, arcos do triunfo
remete o silêncio para um pincel que rasgue
em bom termo, o espaço em branco.
.
sorri em voz baixa de novo, porque podes ser tu.

A importância de ser desonesto!

Hoje apanhei a minha primeira multa de trânsito (60 euros) e só me apetece dizer isto: FODA-SE!

Se vos apetecer protestar sobre mais alguma coisa com palavrões façam o favor. Lembrem-se, os palavrões são condição sine qua non.

Obrigado pela atenção.

Perdidos...na direcção certa!


Um passarinho "informático" fez chegar às minhas mãos o primeiro episódio da nova temporada (a quarta em ordem cronológica) da série Lost.

Assim, depois de seis meses de terrivel espera, exacerbados por constantes insónias e unhas roidas pude finalmente disfrutar do novo episódio da saga dos sobreviventes do vôo Oceanic 815 na ilha deserta de todos os perigos e mistérios.
Depois das primeiras cenas, em bom estilo de prolepse, reencontramos duas das personagens mais relevantes da série num contexto estranho e diferente, o futuro (contrariando a tendência anteriormente imposta pela série de apenas explorar linhas narrativas do passado e do presente) submersos num novo e improvável drama do desejo de retornar à ilha (clara alusão ao eterno retorno nietzschiano onde tudo encontra-se destinado à repetição).
Passados alguns minutos surge finalmente a ilha majestática onde confluem todas as misérias da comédia humana, a Ilha dos Perdidos. Assim, prossegue a história, retomando o iminente salvamento dos sobreviventes por forças externas. No entanto John locke, uma espécie de último grande caçador branco, um Ahab simultaneamente profetico e enlouquecido, parece vaticinar, não a vinda de salvadores, mas de carrascos com intenções crueís e perigosas para os já diminuto grupo de sobreviventes...
Desta forma, a série parece ganhar um novo fôlego, extrapolando os naturais espartilhos impostos, quer pelo espaço limitado da ilha, quer pela sobreexploração das analepses das personagens (que a partir da terceira série começaram a ser algo despropositadas e repetitivas) ao alcançar novos arcos narrativos situadas num novo tempo futuro. Por outro lado a ambiguidade dos salvadores/carrascos dos "perdidos" parece revitalizar o mistério, que é ao fim ao cabo a pedra-de-toque da série.
Para primeiro episódio nada mau! Assim, os "perdidos" parecem finalmente (naquele que é definitivamente o terceiro acto da saga) caminhar na direcção certa.

o peito [1]

[659]

se me arde o peito em agonia, em pensamento distante,
agradável certeza esta de que me agarrei ao que pude.
e, se me perco com o peito derretido em silêncio
agradável certeza esta de que me agarrei ao que tenho.

nada.

Como foi Madrid


Também eu me cruzei inesperadamente com gentes de Braga, ou porque lá levam a sua vidinha, ou porque, como eu, tinham aproveitado estes dias para apreciar a cidade edificada nas margens do rio Manzanares.
Quatro dias, não foram suficientes para ver tudo, da cidade que tendo tido ocupação humana desde a pré-história e do tempo do império Romano, as primeiras referências históricas relevantes aparecem no séc. IX. Isso mesmo pude verificar no Palácio Real, onde pode ainda ver-se uma Muralha Mulçumana.
Deixem que vos diga que adorei a cidade, a sua história, a sua cultura, os seus hábitos e as suas gentes; povos de todos os cantos do mundo que fazem de Madrid uma cidade cosmopolita.
Estava tentado a fazer um relato acerca de todos os locais que visitei, mas vou poupar-vos a tamanha epopeia, sim porque para mim foi grandioso este fim de semana prolongado. No entanto, aqui ficam alguns: Porta de Alcalá, Praça Maior, Praça de la Villa, Praça Santa Ana, Praça de Espanha, Banco de Espanha, Porta do Sol, Parque Retiro, Palácio Real, Catedral de Almudema, Rua Maior, Fonte Cibeles, Las ventas, Santiago Barnabeu, e muito mais ficou por ver, talvez para a próxima visita.
No meio de tudo isto ainda tive tempo para ler "Loucura" de Mário Sá Carneiro, e é assim que vou classificar o ambiente nocturno de Madrid: Loucura... "Caliente"... e mais não digo!!!!

nome da canção, ou a estupidez de me sentir assim

[657]

desculpem. mas é que eu precisava de dedicar isto aos meus amigos que me aturaram durante 4 dias a cantar azeitonas nas ruas de barcelona...deve ter sido um sufoco.
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