sábado, 31 de janeiro de 2009

fontes de inspiração

[1505]

a crónica da semana no sítio do costume. as cidades e as terras, com uma versão borgiana. será a beleza das coisas (monumentos, estátuas ou edifícios ) parte da cidade, ou as fronteiras serão apenas delimitações fictícias? não será tudo espólio do mundo?
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" [...] As fronteiras são aqui, em todo o caso, uma mera convenção. É um pouco como na vida: há um tempo em que se vive e, depois, um outro, no qual se recorda o que foi viver . É sempre um grande mistério, suponho, saber reconhecer que já se ultrapassou a fronteira que os separa aos dois. [...] " (pp. 118)
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(a minha escolha para livro do mês no blog anfitrião)
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

solitate

[1504]

do latim solitate, que traduzido à letra significa solidão, criamos a palavra saudade. e assim hoje, 30 de janeiro, o mundo comemora algo só nosso. embora me seja difícil perceber a diferença entre solidão e saudade.
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e a propósito disso, há uma música que alimenta os espaços sóbrios da minha ausência. tantas vezes penso que pensar no que está pensado não é um desperdício de pensamento.
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Não queiras saber de mim
Esta noite não estou cá
Quando a tristeza bate
Pior do que eu não há
[...]
Não queiras saber de mim
Porque eu estou que não me entendo
[...]
Amanhã eu sei já passa
Mas agora estou assim
[...]
Não queiras saber de mim
Hoje não me recomendo
..
rui veloso/carlos tê

fímbria [6]

[1503]

" [...] O amor, por vezes, dispensa palavras, outras não. "
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roubado do [fragil foot]

Coisas que me vêm à cabeça enquanto preparo fabulosas iguarias para o jantar.

Como é que um chupa-chupa?

Manobras de diversão

Ontem, toda a gente falou no Freeport. A maior parte esqueceu-se que se discutia o "Orçamento Suplementar" na A.R.

Eu acho que isto dava um bom sketch:

O Ministro das finanças a apresentar o totoloto.

- 3, 13, 16, 25, 37, 42, e o orçamento suplementar é o ... 18.
(pausa)
- Desejamos a todos um bom fim-de-semana e já sabe, cá estaremos de hoje a oito dias para sortear outro orçamento de estado completamente ao acaso. Pode ser que resulte melhor.

FIM

fímbria [5]

[1500]

Ser poeta sei agora
é mais do que usar amiúde
a palavra fímbria.
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Miguel-Manso
in quando escreve descalça-se
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roubado daqui
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

a amarantina

[1499]

De toda a sua vida qual o instante, o fragmento o pontinho de luz que mais vezes lhe ocorre para dizer que vale a pena viver?
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Ter a capacidade de amar alguém ou algo na vida. Ser capaz de pôr nisso todas as forças, toda a capacidade que, no fim de contas é a capacidade de viver.
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agustina bessa luís
revista ler, outubro de 2003
[in revista ler, janeiro de 2009]
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Deve ser do frio

Com este frio quem é que não precisa de "luvas"!

Já que andei a ver videos do Paul MacCartney (pós Beatles)...

We all stand together



De certeza que muitos se lembram disto no "Jornalinho" ou no "Top Mais" que na altura devia ter outro nome qualquer.

She now ona me, no ney, no ney!



Antes que apareça por aqui algum artista a chamar-me ignorante, tenho algo a dizer:
O título deste post é uma "private joke".

Apeteceu-me... pronto!

- De quem é o dia a seguir aos sábados?
- É domingos

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

pirómanos

[1494]

se a metáfora do amor é o fogo,
o rescaldo e a circunscrição são os trabalhos mais difíceis.
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ictiólogo

[1493]

se alguma vez inventarem o perfume do amor
ele terá cheiro a maresia.
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vicky cristina barcelona

[1492]

as ruas da paixão nos acordes de uma guitarra,
ou o amor que se redefine num perfume.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Novo dialecto... Ingleiro ou Brasilês?

O Inglês do Brasil. Aqui.
O Anderson vinha do dentista e ainda tinha a boca anestesiada.

Crónicas de uma sociedade adormecida

No outro dia ouvi uma conversa de café que me levou a escrever isto. Falavam de um homem qualquer, um homem estranho (segundo diziam) que vive por cá. Pouco sabiam dele, mas sabiam o suficiente para dizer muito mal. perguntei-me a mim mesmo, quantas vezes pensamos mal de alguém sem sabermos sequer o seu nome. O relato é pura ficção, não sei nada sobre o homem. Mas pus-me a imaginar...

O Quarto ao Lado.

I

Exceptuando o sábado e o domingo, levantava-se sempre às sete em ponto. Não precisava de despertador, tal era o hábito de trinta e cinco anos de sucessivos acordares, sempre à mesma hora, no mesmo quarto arrendado, ali para os lados da zona velha da cidade. A parede do tecto, amarelada pelo fumo dos infindáveis cigarros, era a primeira coisa que via logo pela manhã. Em seguida, ainda em pijama, abria a pequena janela, tão pequena que mal dava para deitar a cabeça de fora, e dava os bons dias ao mundo. Aquele gesto significava a libertação da noite escura e inevitável, que era, aliás, a única coisa de que tinha medo. Não era bem da noite mas do que ela trazia consigo. Para ele a noite era apenas o papel de embrulho da solidão. Depois de tratar da sua higiene pessoal, na casa de banho partilhada com outros hóspedes do prédio, regressava ao quarto onde acendia o transístor e tomava o primeiro café do dia, aquecido num velho disco eléctrico, ao som das notícias do mundo. Depois disto, saía e só voltava a casa lá mais para o serão, com os papéis do trabalho e uma saca onde trazia o jantar já confeccionado, comprado num dos restaurantes da rua. Trabalhava no arquivo municipal, diziam por aí, andava sempre sozinho lá no meio daquelas papeladas e não se lhe conhecem familiares ou amigos.

II

Na verdade, e disto ninguém nos arredores o sabia ou saberá, o Sr. Gonçalo, eis o seu nome, teve em tempos amigos e uma família como tantas outras, lá longe na sua terra natal. Teve amigos com quem brincou, com quem correu junto à ribeira e jogou futebol no adro da igreja, teve um pai que o amou e uma mãe que lhe afagava o cabelo antes de adormecer, teve um irmão que ainda hoje está algures pelas Américas e que nunca mais voltou ou deu notícias. Nessa altura, ainda a noite solitária era incapaz de o assustar. Teve tudo isso, mas um dia, naquela idade em que os meninos são obrigados a ser homens, partiu em busca de trabalho, tal e qual o seu irmão. Na cidade havia muito que fazer e pouco a pouco foi deixando para trás a aldeia onde brincou. Inicialmente lá voltava no verão e no natal, mas com o tempo e depois de ter perdido os pais, há uns vinte anos atrás, só lá voltou para vender o campo e a casa, já os antigos amigos de brincadeira tinham pouco tema de conversa consigo. Na cidade tentou amar, ter alguém, mas não o deixaram. Alguma coisa não correu bem e nunca chegou a casar ou a viver com outra pessoa.

III

À porta do prédio todos estavam espantados com o sucedido. Todos falavam e especulavam acerca da vida daquele homem tão estranho. Cada um tentava mostrar saber mais que o outro. Todos pareciam, de repente, interessados pelo Sr. Gonçalo e pela sua vida. Mas com o tanto que tinham para dizer hoje, nunca gastaram uma palavra para o convidar ontem, ou antes de ontem, ou sempre, para um café, para uma conversa. Naquele dia, a noite e a solidão venceram e celebraram ruidosamente em forma de tiro auto-infligido que ecoou por todo aquele escarro de civilização.

fontes de inspiração [2]

[1489]

surge este encontro imediato para corrigir uma falha enorme deixada na minha análise da obra do passado sábado. assim, e se não leram podem fazê-lo no sítio do costume, depois de eu ter afirmado isto [sem pés nem cabeça para um cronista sério] " refira-se também que faltam nesta antologia pelo menos dois livros publicados pelo autor. "estou escondido na cor amarga do fim da tarde" (campo das letras) - obra esta que tenho e li; e ainda a mais antiga de todas cujo título e editora me escapam por completo. ", venho com este post repudiar a minha falha e emendar a mão com uma informação preciosa, cedida pela minha amiga, e grande poeta, ana salomé.
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a obra em falta é Silencioso Corpo de Fuga, editada em 1996, pela editora A Mar Arte, da cidade coimbra. suponho que dificilmente será agora possível conseguir esta obra pela editora porque não há registo de movimentações recentes da mesma. contudo, e num acto ainda mais majestoso da nossa amiga (que escreve umas delícias literárias), deixo-vos o prefácio da obra,
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"Inclino-me sobre esta folha branca. Espreito. Anseio ler aquilo que vou escrever."
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e ainda o poema que ela mais gostou,
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12.

Às vezes perco-me nos caminhos que
conheço. Adormeço nos ruídos do
mundo sonhando banalidades
enquanto sou feliz. Sempre que
falho e fecho os olhos, imagino
outra pessoa perto de mim aquecendo as
mãos no calor do meu corpo como nas labaredas
de uma pequena fogueira.

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espero ter sido útil. agradeço a informação prestada pela solícita e simpática ana.

Kinky Stuff

Imaginem um tarado sexual sadomasoquista, com máscara e tudo, a entrar numa casa de alterne e a explicar truques de magia. Não imaginem mais. Vejam a SIC ao sábado à noite. É demasiado, como é que eu hei-de dizer… kinky.

PROCURA-SE

Procura-se o administrador deste blog. Como "bloguer compulsivo" que é, estranhamos a sua ausência desde Sábado, data do seu mais recente post. A quem o encontrar é favor entregar no sítio do costume. Não é na adega, é em casa!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Censurados

A Bracara Legion, claque de apoio ao S. C. Braga, foi censurada no último jogo contra o F.C. Porto. Eu até nem sou grande adepto de claques, apesar de considerar os "Brácara Legion" uma claque ordeira, bem distante, por exemplo, dos Red Boys (outra claque do S.C. Braga). A imagem gigante censurada foi a seguinte:



Já vi em Braga claques com panos gigantes a dizer coisas como: "Povo de Merda", "Braga é Merda", vi claques arrancar cadeiras ainda o jogo não tinha começado, enfim... Nunca vi a P.S.P. censurar estes actos. No passado jogo rasgou a imagem antes que esta fosse mostrada.

p.s.- Parabéns rapazes (Bracara Legion). Estava um bom trabalho.