terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

voltamos

[656]

qual é a probabilidade de num autocarro turístico em barcelona, alguém ir no banco ao lado a comentar que na adega transmontana é que se come bem? pouca, muita pouca...
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qual é a probabilidade de eu chegar as oito da noite, tomar banho (e mesmo cansadíssimo) saír para o melhor carnaval dos últimos anos? muito, muito alta...
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e qual é a probabilidade de me deitar eufórico às 6h30 da manhã e antes do meio-dia estar acordado? pouca, muito (mas mesmo muito) pouca...
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espero-vos por aqui. na meca.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

isso eu sei, só não sei o que queres

[655]

e depois de termos corrido até ao fim da rua, de mãos dadas, e de perdermos o eléctrico, encostados ao chafariz, rimos como se fosse a primeira vez que nos tocávamos. e era.

já dormia

[654]

e até as flores do jardim, mudam de côr ao ver-te assim

eu já não posso mais esconder
esta ansiedade de te ver

Quem és tu miúda?


porque, apenas e só, não consigo dormir. mas este blog tornou-se definitivamente a companhia das horas vagas.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Também vou passear.

Boa viagem para quem vai dar uma volta por outras paragens. Cuidado com as ramblas... Não acabem a ser enramblados!

Eu também vou passear.

Vou trocar Bissau por Kotu (Gambia) durante uns dias.

Novidades, novidades, só lá para quarta ou quinta-feira.

Bom carnaval e cuidado com aqueles moços da Al-Quaeda.

vou ali e já venho

[652]

vou ali e já venho. mas ainda deixo uns poemas para chatear alguém. se voltar bem, prometo tentar perceber que se passou com este blog. assim de repente tornar-se uma meca. não percebo.

Mãe [4]

[651]

veste o casaco axadrezado, sai comigo à rua.
vamos ver os carros devagar a descer e nós a correr,
de mãos dados, p'ra que nunca me fujas.

veste esse vestido roxo, traz um xaile de malha.
vamos ver aquelas árvores onde me seguro e baloiço
e me empurras com as minhas pernas esticadas.


lembras-te de quando me dizias, que isto era muito dinheiro,
e mesmo antes de te atormentar o coração, já eu te dava a mão,
para sairmos em busca do que não se compra.

pousa sobre as pernas a tua manta cor de rosa,
agasalha os dias que passamos em uníssono, e onde o cordão
era apenas a peça em falta na união perfeita.

veste esse sorriso de amor.

Mãe [3]

[650]

mãe,

quando ainda não chegava à tua cintura,
nem mesmo em bicos de pés, esticado
a pedir a tua atenção, esticado
e agarrado à tua saia,

mãe,

quando ainda não chegava aos pés,
nem mesmo com a força da manhã, olhava
a tua dedicação minuciosa, olhava
e sentia o chão frio,

mãe,

e quando me calçavas as meias e os sapatos, mãe?

(30/01/2008 12h06)

Mãe [2]

[649]

e nas manhãs que acordavas sonolenta,
e naquelas horas de correria,
nos momentos mais ariscos e sérios,
tu ainda sorrias.

(30/01/208 11h45 a.m.)

A caminho do Euro



Termina hoje o prazo de subscrição de bilhetes para o Euro-2008.

Os nossos 8 bilhetes já estão pedidos.

Esperemos ser bafejados pela sorte!!!

Mãe [1]

[647]

que tormentos e dores me dás minha mãe.

carrego comigo o teu peso em suspenso, dias
a fio sustendo no peito os desafios, dias
próximos da hora da tua chegada, dias
em que nasças de mim.

dar-te à luz de mim, assim dada
a ver este mundo de rudeza e suor,
carrego o peso do teu crescer.

que tormentos e dores me dás minha mãe.

embalo-te em noites frias de inverno, eu
só, na busca do sono que tenhas em sossego, eu
só, enxugando lágrimas incónitas, eu
só, para o amparo da solidão.

porque me choras assim, destreza de grito?
porque insiste em segurar-me a mão?
porque queres nascer de novo em mim?

que tormentos e dores me dás minha mãe.

pudesse eu ser a tua força encarnada
e este meu delírio invertido não seria mais
que o desejo de te tirar a terra de cima,

que tormentos minha mãe.

(29/01/208 23h30 p.m.)

quem és tu miúda?

[646]




aos ANO MIMOS (quem não gosta de mimos?)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Por terras Espanholas

Sexta-feira é dia de embarques!
Já sabemos que três camurcinas vão até Barcelona, eu vou até Madrid...
Portem-se bem por terras de sua majestade (sim, também lá há rainha), que eu vou fazer o mesmo!!!

sorri a medo

[644]

sorri a medo.
era o olhar profundo que me antecedia o pensamento,
deitados sobre o relvado húmido da manhã.

sorri a medo e pedi.
eras uma visão filtrada pelo sol, raiada
e a luz incidia directamente no meu desejo.

sorri a medo e pedi com vontade,
e disseste com a verdade estampada nas gotas de água
que um dia o sol deixaria de brilhar.

só tenho pena de perderes o cintilar da tua boca, ousada
e da casa com uma janela, virada a nascente,
sacudida pela escuridão da ausência.

tenho pena se perderem os meus olhos, luzes,
e sem te ver perder orientação, luzes,
e sem te ver, só.

só.

antes que vás, sorri, nem que seja a medo, fica
esse riso preso no verde deitado em mim, espera
ainda que o sol se vá, perdurará assim.

antes que vás, sorri, nem que seja a medo.
(29/01/2008 - 21h30 p.m.)

(re) citações

[643]

bem visto e bem escrito pelo gustavo sampaio, é de uma precisão impressionante.
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"[...] o meu mapa cartográfico-sentimental é caótico. e quase todas as meninas bonitas e tão corajosas que tentaram desbravá-lo acabaram perdidas num infindável labirinto de emoções assimétricas e afectos desordenados. em suma, foram vítimas, precisamente, daquilo que em primeiro lugar as cativou na minha pessoa. e escuso-me a especificá-lo, basta lerem-me atentamente. [...]"
.
leiam o post todo. aqui.

[642]

juro que um dia ainda me consigo perceber.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Não, ao novo acordo ortográfico...pô!


No outro dia, à conversa com um professor de Português perguntei em jeito de provocação:

-Então e o novo acordo ortográfico?

Notei imediatamente um certo desconforto tácito face à questão. Por isso decidi amenizar a situação recorrendo á velha chalaça:

-Bom! Até existem algumas vantagens em escrever "fato" em vez de "facto" nomeadamente, o FACTO de assim os "pobres" dos autores brasileiros poderem vender mais alguns milhares de livros do Paulo Coelho no mercado português, sem necessitarem de ser devidamente traduzidos ou adaptados á nobre língua de Camões.

Depois da tentativa de blague, o meu colega de Português sussurrou sardonicamente:
-Sabes que mais, eu não vou obedecer ao acordo. Até porque uma língua deve evoluir naturalmente e não por decreto de lei.

Naturalmente aliviado, complementei a mesma ideia heroicamente:

-Olha, eu também não. Eu, também não!

Ar fresco

Alguém acredita que a remodelação governamental, vai trazer novas políticas sectoriais na saúde e na cultura???? Eu não!!!

o fim dos dias

[639]

então é assim o fim dos dias, o fim
das coisas saborosas, das ditas amarras
corpos viciados em prazeres banais, comensais
desregrados como animais desenfreados.
quero viver os dias que não vou estar aqui, já
entre as horas mais abertas ao paladar, beber
néctares de sabor intenso, beber
sabores misturados de terra e chuva, beber
beber, beber e beber.

então é assim o fim dos dias, o fim
dos adoradores de belezas constantes, fugidias
da consciência inútil ou afastada à força, duras as formas
de ver para lá do que se sente apenas.
quero viver os dias que não vou estar aqui, já
depressa a sentir o fogo do corpo a crescer, viver
entre o toque prazenteiro das mãos ociosas, viver
entregue ao fatal peso do pecado da tua carne, viver
viver, viver, viver.

então é assim o fim dos dias, o fim
do trabalho diário para a construção do futuro, ali (já não vem)
deitados em descanso sonhando o edifício alto,
de sabor a poder, sabor a ter, enterrados no lodaçal.
quero viver os dias que não vou estar aqui, já
sem lágrimas a correr para o coração, amar
sem dores da mutilação e castração do coração, amar
os olhos, os lábios e as mãos, amar
amar, amar, amar (já não posso),


então é assim o fim dos dias?

dedicado aos anónimo (a) s

sim, sim. é que ninguém sabe.

[638]

juro que um dia descubro por quem os sinos dobram.

Velha-a-Branca [2]

[637]
no sábado passado assisti a uma conversa informal, de apresentação do famoso grupo, (boysband de garagem) de portugal. Os Azeitonas.

queria agradecer aos amigos da velha por terem trazido ao nosso convívio estes senhores, porque em boa verdade, foi um momento excepcional. eles animaram a malta e mostram ser muito simpáticos e de uma simplicidade assinalável.
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mais uma vez obrigado pelo momento.